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Apple pode reajustar preços de iPhones e Macs antes do lançamento de setembro por escassez global de memória

A Apple enfrenta pressão para elevar os preços de seus produtos devido à escassez e à alta vertiginosa nos custos de chips de memória e armazenamento, que já quadruplicaram desde o ano passado. A demanda aquecida pela expansão da infraestrutura de IA está consumindo grande parte do estoque global, e especialistas preveem que a escalada de preços persistirá até 2027. Embora o próximo ciclo de lançamentos esteja marcado para setembro, ajustes podem ocorrer ainda antes disso.

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Apple não está apenas avaliando aumentos de preços, já começou a aplicá-los. Em maio, o Mac Mini teve seu preço inicial elevado, e o Mac Studio e Mac Mini deixaram de oferecer versões com 256 GB de armazenamento, passando para 512 GB como entrada. Isso não é ajuste pontual: é sinal de que a memória agora pesa até 45% do custo de componentes de um iPhone em 2027, contra 10% hoje. A DRAM convencional subiu 93%, 98% no primeiro trimestre de 2026, e a NAND flash, 33%, 38%. Projeções indicam mais 58%, 63% (DRAM) e 70%, 75% (NAND) no segundo trimestre. Tim Cook já chamou os reajustes de 'inevitáveis' e a situação de 'insustentável', ou seja, não é rumor, é operação em andamento.

O problema é estrutural: a demanda por HBM (memória de alta largura de banda) para IA está desviando linhas de produção inteiras. Fábricas que antes faziam DRAM para smartphones agora priorizam chips para data centers. Com oferta de DRAM crescendo só 16% em 2026 (abaixo da média histórica) e novas fábricas levando anos para entrar em operação, o aperto dura até 2027, e pode se estender até 2028.

O que mudou

Em abril, a CEVIU reportou que a escassez de memória 'estava forçando marcas a repensar produtos'. Em maio, a cobertura mostrou que a memória poderia representar até 40% do custo de materiais dos iPhones. Agora, em junho, a Apple já executou mudanças concretas: retirou opções de 256 GB de linha profissional, elevou preços de entrada e confirmou repasses iminentes, inclusive com cálculo preciso: US$ 270 a mais no iPhone Pro. O que era projeção virou prática. Também mudou a narrativa: não se fala mais em 'possível ajuste', mas em 'repasse necessário para manter margens', com Cook assumindo publicamente a inevitabilidade.

Por que isso importa

Isso não é só sobre iPhone caro. É sobre como a infraestrutura de IA está remodelando toda a cadeia de hardware, desde o chip até o preço final. Empresas de TI estão cortando SSDs em notebooks, fabricantes reduzindo especificações, e consumidores enfrentando escolhas difíceis entre capacidade e custo. Para desenvolvedores e empresas que dependem de hardware Apple, o aumento afeta orçamentos anuais, ciclos de renovação e até decisões de stack tecnológica. E o pico ainda não chegou: com DRAM e NAND projetadas para subir 125% e 234% em 2026, o impacto vai além de setembro, atinge planejamento de aquisições, contratos de suporte e estratégias de migração para nuvem ou edge.

Linha do tempo

  1. CEVIU reporta elevação nos preços de hardware de TI por escassez de memória e demanda de IA

  2. CEVIU mostra que custos de memória estão forçando redução de produção em smartphones

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  5. CEVIU projeta que memória pode chegar a 40% do custo de materiais dos iPhones

  6. CEVIU detalha desestabilização de orçamentos de TI pela escassez estrutural de DRAM e NAND

  7. Apple confirma reajustes de preços em iPhones e Macs por pressão de custos de memória

Perguntas frequentes

Quanto o iPhone Pro pode ficar mais caro?

A Apple pode adicionar cerca de US$ 270 ao preço inicial do iPhone Pro, que hoje começa em US$ 1.099. Esse valor reflete o aumento no custo de memória, que deve representar até 45% do custo de componentes em 2027.

Por que a memória está tão cara se a IA usa HBM, não DRAM ou NAND?

Fabricantes estão realocando linhas de produção inteiras para priorizar HBM. Isso reduz a oferta de DRAM e NAND para dispositivos convencionais. A capacidade produtiva é finita, menos chips para smartphones e PCs significa escassez e pressão de preços nesses mercados.

Já houve aumento de preço de produtos Apple?

Sim. Em maio, a Apple elevou o preço inicial do Mac Mini e removeu as versões de 256 GB do Mac Studio e Mac Mini, que agora começam em 512 GB. Não foi anunciado como 'ajuste por memória', mas é parte da mesma estratégia operacional.

Esse aumento afeta só iPhones e Macs?

Não. Smartphones globais podem subir 20% em 2026, segundo projeções. Samsung e Sony já alertaram sobre escassez. HP e outros fabricantes de PCs estão reduzindo SSDs em modelos de 2026. A pressão é setorial, e vem direto da fábrica de semicondutores.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
18 de junho de 2026
Editoria
CEVIU

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