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Fintechs impulsionam estados a adotar limite de 36% na taxa de juros de empréstimos

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O limite de 36% na taxa de juros não é uma invenção recente das fintechs, ele nasceu em 1914 como parte da Lei Uniforme de Empréstimos Pequenos, adotada por 34 estados para expulsar agiotas e viabilizar crédito acessível. Hoje, empresas como Affirm usam esse mesmo patamar como parâmetro operacional real: suas APRs variam de 0% a 36%, alinhadas ao risco do cliente, sem recorrer a taxas ocultas ou rollovers abusivos. A pressão atual sobre Iowa e West Virginia não é só estratégica: 16 estados já têm o teto em vigor, muitos por decisão direta dos eleitores, como Dakota do Sul (76% a favor em 2016) e Nebraska (83% em 2020). Isso mostra que o 36% deixou de ser um conceito regulatório para virar um indicador de confiança do consumidor.

A desregulamentação dos anos 1970, 80 abriu espaço para empréstimos payday com APRs acima de 300%. Agora, as fintechs não pedem um novo limite, mas a restauração de um padrão histórico que funcionou por décadas, e que já protege militares desde 2006 via Military Lending Act. O fato de o projeto federal de extensão do limite (introduzido em dezembro de 2023) estar paralisado não enfraquece o movimento: pelo contrário, torna as vitórias estaduais mais concretas e replicáveis.

Por que isso importa

Para o consumidor, um limite de 36% significa evitar dívidas que se multiplicam sozinhas: em estados sem restrição, um empréstimo de US$ 300 pode gerar mais de US$ 900 em juros antes de ser quitado. Para o mercado, padronizar essa regra reduz custos de compliance, hoje, cada estado exige estruturas jurídicas distintas, o que trava a escala de fintechs sérias. E para o sistema financeiro, isso redefine competitividade: quem opera com transparência e análise de crédito real ganha espaço frente a modelos baseados em cobrança recorrente e renovações forçadas.

Perguntas frequentes

Por que 36% e não outro número?

É um limite histórico, estabelecido em 1914 para empréstimos pequenos, equivalente a 3% ao mês. Estudos mostram que taxas acima disso dificultam a quitação real pelo consumidor. Além disso, já é aplicado a militares desde 2006 e está em vigor em 16 estados e no Distrito de Columbia.

As fintechs realmente cobram até 36%?

Sim, mas de forma segmentada: Affirm, por exemplo, oferece planos de 0% para clientes com bom histórico e vai até 36% em casos de maior risco. O diferencial é que não há taxas ocultas, nem rollover automático, ao contrário dos empréstimos payday, que podem ultrapassar 300% de APR.

O que acontece com quem precisa de crédito em estados sem limite?

Muitos caem em ciclos de renovação: tomam um novo empréstimo para pagar o anterior, acumulando juros compostos. Em alguns estados, 75% dos empréstimos payday são renovados dentro de duas semanas. O limite de 36% não elimina o acesso, mas impede que o custo do crédito inviabilize o pagamento.

Esse movimento tem apoio popular?

Tem, e forte. Em Colorado, 77% dos eleitores aprovaram o limite em 2018. Em Nebraska, foi 83% em 2020. Essas iniciativas foram levadas diretamente às urnas por grupos de defesa do consumidor, não por lobby bancário ou fintech.

Fontes

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Categoria
CEVIU Fintech
Publicado
19 de março de 2026
Editoria
CEVIU Fintech

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