Cofundador do Revolut, Vlad Yatsenko, deixa o cargo de CTO em mudança na liderança
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Vlad Yatsenko deixa o cargo de CTO do Revolut em 1º de julho de 2026, mas não sai da empresa: assume como diretor não executivo no conselho. Ele foi o primeiro funcionário e cofundador, ao lado de Nik Storonsky, em 2015, e sua saída marca a transição simbólica de uma startup de fintech para uma instituição financeira global regulada. A mudança não é um recuo técnico, mas um reenquadramento estratégico: com licença bancária plena no Reino Unido desde março, pedido de licença nos EUA em andamento e operações bancárias já ativas no México, a prioridade agora é escalar infraestrutura regulatória, não apenas construir novos produtos. Donato Lucia, que liderou a construção da infraestrutura bancária central desde 2018, assume como Vice Presidente de Tecnologia, um sinal claro de que a engenharia passa de fase de inovação acelerada para maturação operacional.
O timing não é casual. A avaliação potencial de US$ 115 bilhões em uma venda secundária, 53% acima da última rodada, mostra que o mercado está precificando o Revolut menos como uma 'startup de pagamentos' e mais como um banco digital com lucro líquido de £1,3 bilhão em 2025 e receita de £4,5 bilhões. Enquanto isso, o Nubank troca seu CFO sob pressão de risco de crédito e a Adyen reorganiza sua liderança nos EUA: o movimento no Revolut se encaixa na onda de profissionalização que acompanha a maturação das maiores fintechs globais, onde o fundador cede espaço operacional, mas mantém influência no conselho, enquanto executivos de execução assumem o comando diário.
O que mudou
Na cobertura CEVIU de 1º de junho, destacamos a saída do CFO da Adyen; em 8 de junho, publicamos duas matérias sobre o Revolut: uma sobre a fortuna potencial de Storonsky (US$ 76 bilhões) e outra sobre o lançamento de cinco cartões de crédito no Reino Unido. Agora, com a saída de Yatsenko, fecha-se o ciclo da primeira geração de liderança técnica. Diferente do que era especulado até abril, quando rumores apontavam para uma possível saída total , , ele permanece no conselho. Também é nova a confirmação de que Lucia, antes chefe de tecnologia, não assume como CTO, mas como VP de Tecnologia, uma mudança de título que reflete a descentralização de decisões técnicas em favor de estruturas mais alinhadas com bancos tradicionais.
Por que isso importa
Essa transição afeta diretamente os planos de expansão regulatória do Revolut no Brasil. Embora ainda sem licença bancária local, a fintech já opera com autorização da Central Bank do Brasil para emissão de cartões pré-pagos e conta digital, e sua estratégia de entrada no crédito, com foco em cartões com juros competitivos, depende de estabilidade técnica e governança sólida. Com Lucia à frente da engenharia, há maior probabilidade de adaptação rápida às exigências do Open Finance e da regulação de crédito do Banco Central. Além disso, a valorização de US$ 115 bilhões reforça o interesse de investidores brasileiros em participar de rodadas secundárias, algo que já começou com a entrada da XP Investimentos em negociações preliminares com acionistas minoritários, segundo fontes próximas ao processo.
Linha do tempo
Vlad Yatsenko e Nik Storonsky fundam o Revolut em Londres
Revolut obtém licença bancária completa no Reino Unido
Empresa submete pedido de licença bancária nacional nos EUA ao OCC e FDIC
Anúncio da saída de Vlad Yatsenko como CTO e nomeação de Donato Lucia como VP de Tecnologia
Perguntas frequentes
Vlad Yatsenko vai deixar o Revolut de vez?
Não. Ele deixa o cargo executivo de CTO em 1º de julho de 2026, mas permanece como diretor não executivo no conselho da empresa. Isso significa que continua envolvido em decisões estratégicas e de governança, mas sem responsabilidade operacional diária.
Quem assume a liderança técnica do Revolut após Yatsenko?
Donato Lucia, que liderava a área de tecnologia desde 2018, assume como Vice Presidente de Tecnologia. Ele comandou a construção da infraestrutura bancária central e lidera uma equipe de mais de 1.400 engenheiros, um sinal de continuidade, não de ruptura.
Essa mudança afeta os planos do Revolut no Brasil?
Sim, indiretamente. A estabilidade na liderança técnica reforça a capacidade da empresa de adaptar seus sistemas às exigências do Open Finance e da regulação de crédito no Brasil. A fintech já tem autorização para conta digital e cartões pré-pagos no país, e a próxima etapa é o crédito rotativo, que exige robustez regulatória e operacional.
O Revolut vai fazer IPO em breve?
Não. Apesar das projeções de avaliação de até US$ 200 bilhões em um IPO futuro, o Revolut não prevê oferta pública antes de 2028. A venda secundária em andamento, com avaliação potencial de US$ 115 bilhões, serve como teste de mercado e mecanismo de liquidez para funcionários e investidores iniciais.
- Categoria
- CEVIU Fintech
- Publicado
- 08 de junho de 2026
- Fonte
- CEVIU Fintech
