Citi barra transações de agentes de IA externos e libera só acesso de leitura
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
Em entrevista na Money20/20, em Las Vegas, Naveed Anwar, responsável global por IA, plataformas digitais e dados na área de serviços do Citi, disse que o banco bloqueou qualquer tentativa de acesso "agêntico" às suas contas, além do acesso somente leitura via open banking que já existia. Segundo ele, hoje ninguém se conecta ao Citi por agentes, porque não está claro o que esses modelos conseguiriam fazer. A resposta do banco é um processo de know your agent, em analogia ao KYC, para ter controles adequados e atender às exigências dos reguladores.
O Citi não é exceção. Segundo a Reuters, JPMorgan, Bank of America, Morgan Stanley e Charles Schwab também barram agentes externos, como o Muse, da Meta. O Fifth Third disse que não permite que agentes iniciem transações em contas de clientes. O CEO do PNC, Bill Demchak, afirmou que nenhum banco deixará agentes de IA transacionarem sem um humano no circuito. Em paralelo, o Citi acelera a IA interna: a unidade de serviços tem 15 casos de uso em operação e cerca de 60 em implantação entre o quarto trimestre e o primeiro trimestre. O piloto de abertura de conta autônoma no CitiDirect, com clientes corporativos dos EUA, deve chegar a outros países no ano que vem. Segundo Anwar, a IA reduz o onboarding de semanas para minutos.
O que mudou
A posição do Citi se soma a um movimento já registrado pelo CEVIU. Em 15 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou, em "JPMorgan Limita Acesso de IAs Externas a Contas de Clientes por Segurança", que o JPMorgan impediu agentes de terceiros, como Muse e Instinct, de movimentar fundos ou fazer pagamentos em nome de clientes de varejo. Agora o Citi explicita a mesma linha, com a diferença de falar em um processo próprio de identificação de agentes. Já em 1 de maio de 2026, em "Citi Desenvolve Plataforma Interna de Agentes de IA", o CEVIU relatou o Arc, plataforma interna para funcionários criarem e implantarem agentes. O contraste é coerente: agentes próprios, sim; de terceiros, ainda não.
Por que isso importa
Para quem constrói fintechs ou agentes que dependem de acesso a contas, a leitura é que a porta transacional segue fechada nos grandes bancos, e o open banking somente leitura é o teto por enquanto. Para quem opera risco e compliance, o "know your agent" tende a virar uma camada nova de identidade, autorização e entitlements. Esta é uma interpretação editorial, não um anúncio do Citi sobre prazos.
Linha do tempo
CEVIU noticia o Arc, plataforma interna de agentes de IA do Citi.
JPMorgan restringe acesso de agentes de IA externos a contas de clientes.
Citi diz que bloqueia agentes externos e libera só leitura via open banking, enquanto desenvolve o know your agent.
Perguntas frequentes
O Citi permite que agentes de IA externos façam transações?
Não. Segundo Naveed Anwar, o banco bloqueou o acesso agêntico às suas contas, exceto o acesso somente leitura via open banking que já existia. Hoje, de acordo com ele, ninguém se conecta ao Citi por agentes.
O que é o "know your agent"?
É um processo que o Citi considera necessário, em analogia ao know your customer. A ideia é ter controles para verificar identidade, autorização e permissões dos agentes e atender às demandas dos reguladores.
Outros bancos fazem o mesmo?
Sim. Segundo a Reuters, JPMorgan, Bank of America, Morgan Stanley e Charles Schwab também bloqueiam agentes externos. O Fifth Third disse ao Banking Dive que não permite que agentes iniciem transações em contas de clientes.
O Citi está freando toda a IA?
Não. O banco acelera a IA interna em onboarding, processamento de documentos, chat com clientes e embedded banking em sistemas como SAP e Oracle. A unidade de serviços tem 15 casos de uso lançados e cerca de 60 em implantação.
Fontes
- bankingdive.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Fintech
- Publicado
- 26 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Fintech

