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Physical Intelligence unifica sua stack de dados de robótica com Postgres e ClickHouse

Physical Intelligence Otimiza Stack de Dados Robóticos com PostgreSQL e ClickHouse

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Aprofundamento

A Physical Intelligence, empresa de modelos de fundação para robótica, enfrentou um desafio comum em arquiteturas de dados: a escalabilidade de um único banco para cargas transacionais e analíticas. A solução veio com uma estratégia de separação de responsabilidades. Para o dia a dia operacional e dados transacionais, que exigem garantias ACID e forte consistência, a empresa manteve o PostgreSQL. Este é o motor para gerenciar as anotações e os processos internos, com volumes que ficam abaixo de 100 milhões de linhas.

Já para os dados de alta cardinalidade, como metadados e anotações usadas em treinamento de modelos de robótica, que podem chegar a dezenas de bilhões de linhas, a escolha recaiu sobre o ClickHouse. Este banco colunar otimizado para OLAP se mostrou ideal para consultas complexas, filtros longos e operações de GROUP BY, mesmo com consistência eventual. A migração resolveu gargalos que antes levavam dias ou semanas, e agora permitem exploração de dados orientada por agentes, algo vital para o desenvolvimento de modelos de IA de robótica.

Por que isso importa

Este movimento da Physical Intelligence reflete uma tendência crescente no mercado de dados, especialmente para empresas que lidam com IA em larga escala. A sobrecarga de um único banco de dados para gerenciar volumes massivos de dados transacionais e analíticos simultaneamente é um ponto de falha comum. A segmentação da stack, utilizando ferramentas especializadas como PostgreSQL para OLTP e ClickHouse para OLAP, oferece a resiliência e a performance necessárias.

O CEVIU News tem documentado casos semelhantes. Vimos a Meta reestruturar seu armazenamento para workloads de IA e a Arcesium migrar para DuckDB e Iceberg visando otimização. A Rippling também adotou um banco de dados de IA em lakehouse. Esses exemplos mostram que a engenharia de dados precisa de arquiteturas flexíveis e especializadas para sustentar o avanço e a demanda por modelos de IA e análises complexas, garantindo que os dados não se tornem um gargalo para a inovação.

Linha do tempo

  1. Databricks reestrutura infraestrutura de monitoramento para 10 trilhões de amostras/dia com Pantheon.

  2. Meta migra sistema de ingestão de dados de grafo social de MySQL para nova arquitetura auto-gerenciada.

  3. Rippling migra operações GTM para banco de dados de IA em lakehouse com medallion architecture.

  4. Meta reformula arquitetura de armazenamento para otimizar workloads de IA em larga escala.

  5. Arcesium migra data warehousing de 170TB para DuckDB e Apache Iceberg.

  6. LangChain revoluciona sua stack de dados com foco em análise 'Agent-First'.

  7. Physical Intelligence otimiza stack de dados robóticos com PostgreSQL e ClickHouse.

Perguntas frequentes

O que são modelos de fundação em robótica?

Modelos de fundação em robótica são sistemas de IA que buscam generalizar habilidades em diferentes ambientes, tipos de robôs e tarefas. Assim como os Large Language Models (LLMs), eles aprendem de vastos volumes de dados para realizar diversas ações, funcionando como um 'cérebro' central para robôs.

Por que a Physical Intelligence precisou de PostgreSQL e ClickHouse?

A empresa precisou de dois bancos de dados para lidar com diferentes tipos de carga de trabalho. O PostgreSQL é usado para dados transacionais (OLTP), que exigem alta consistência. O ClickHouse, um banco colunar, foi escolhido para dados analíticos (OLAP) e metadados de alta cardinalidade, otimizando buscas e análises complexas em volumes de bilhões de linhas.

Qual problema a solução atual resolveu para a Physical Intelligence?

A solução resolveu problemas de escalabilidade e performance. O sistema anterior, baseado em um único RDS PostgreSQL com JSONB, não conseguia lidar com as demandas transacionais e analíticas. A nova arquitetura permitiu processar dezenas de bilhões de linhas de metadados rapidamente, acelerando a exploração de dados que antes demorava dias.

Qual foi o papel do JSONB na dificuldade da stack anterior?

A utilização indiscriminada de JSONB para armazenar diferentes tipos de anotações no PostgreSQL RDS gerava problemas de performance. Embora flexível para adicionar novos tipos de dados, consultar esses dados de forma eficiente em um ambiente OLAP se tornou um gargalo, contribuindo para os desafios de escalabilidade do sistema.

Fontes

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Categoria
CEVIU Dados
Publicado
10 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU Dados

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