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Google Cloud permite consultar tabelas Apache Iceberg do Databricks direto no BigQuery, sem copiar dados

Google Cloud permite consultar tabelas Apache Iceberg do Databricks direto no BigQuery, sem copiar dados

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O ponto central é o zero-copy. As tabelas Iceberg gerenciadas do Databricks geram metadados compatíveis com Iceberg ao lado dos logs nativos do Delta. Os arquivos Parquet ficam uma única vez no Google Cloud Storage. O Lakehouse do Google Cloud lê esses metadados e aplica o motor vetorizado do BigQuery direto nos arquivos. Mudanças aparecem após o próximo refresh agendado de metadados, que pode ocorrer a cada 5 minutos.

A federação de catálogo usa a API aberta do Iceberg REST Catalog, com o Unity Catalog como camada central de metadados. A cada consulta, o Lakehouse pergunta ao Unity Catalog o estado atual da tabela, e tokens de curta duração (credential vending) dão ao BigQuery leitura temporária no GCS. O BigQuery planeja a consulta pelos manifests do Iceberg e lê só os arquivos relevantes. Na governança, o acesso delegado permite aplicar segurança por linha e coluna e dynamic data masking no BigQuery, enquanto o Databricks cuida da ingestão.

Há ressalvas práticas. As tabelas Iceberg gerenciadas do Databricks não suportam partition transforms, e a recomendação é usar liquid clustering. Para o pruning funcionar, compare colunas de partição com valores literais no WHERE. Em cenários cross-cloud (S3, Azure Blob), as cobranças de egress continuam, mas Cross-Cloud Interconnect (AWS) e o caching do Lakehouse (em Preview) podem reduzi-las. A manutenção também conta: compactação com OPTIMIZE e limpeza com VACUUM evitam o problema de arquivos pequenos e custo extra de armazenamento.

O que mudou

A cobertura anterior ajuda a situar o movimento. Em 10 de abril de 2026, o CEVIU noticiou "A Próxima Era do Open Lakehouse: Apache Iceberg™ v3 em Public Preview no Databricks", sobre o suporte do Databricks ao formato aberto. Agora, em 29 de outubro de 2026, o formato aberto chega ao outro lado: o BigQuery consulta essas tabelas sem cópia. O material anterior não trata da integração com o BigQuery, então a conexão é de contexto, não de continuação direta do mesmo anúncio.

Por que isso importa

Para quem opera um lakehouse com Spark no Databricks e analytics concorrente no BigQuery, isso sugere cortar pipelines de cópia e a duplicação de armazenamento. A governança fica no BigQuery sem mexer na ingestão. O custo a observar é egress em ambientes multicloud e a disciplina de manutenção das tabelas.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o Apache Iceberg v3 em public preview no Databricks.

  2. Google Cloud permite consultar no BigQuery tabelas Iceberg do Databricks sem cópia, via Lakehouse.

Perguntas frequentes

O BigQuery precisa copiar os dados do Databricks para consultá-los?

Não. O BigQuery lê os mesmos arquivos Parquet que o Databricks grava no Google Cloud Storage, usando os metadados Iceberg. Os dados ficam armazenados uma única vez. Isso elimina pipelines de cópia e a duplicação de armazenamento.

Com que frequência as mudanças aparecem no BigQuery?

As alterações ficam visíveis após o próximo refresh agendado de metadados do Lakehouse, que pode ocorrer a cada 5 minutos. Ao consultar via catálogo federado, o Lakehouse também consulta o Unity Catalog pelo estado atual da tabela.

Dá para aplicar controles de acesso no BigQuery sobre essas tabelas?

Sim. Pelo acesso delegado, é possível aplicar segurança em nível de linha e coluna e dynamic data masking nas tabelas Iceberg externas. O Databricks segue responsável pela ingestão. O acesso ao GCS usa tokens de curta duração via credential vending.

Quais limitações devo considerar?

As tabelas Iceberg gerenciadas do Databricks não suportam partition transforms, e a recomendação é usar liquid clustering. Em dados de outras nuvens, o egress continua sendo cobrado, embora Cross-Cloud Interconnect (AWS) e caching possam reduzi-lo. Também é preciso manter as tabelas com OPTIMIZE e VACUUM.

Fontes

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Categoria
CEVIU Dados
Publicado
29 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Dados

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