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Stablecoins não atreladas ao dólar estão entre os segmentos mais subestimados

Stablecoins não atreladas ao dólar estão entre os segmentos mais subestimados do mercado

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A tese central da thread é que as stablecoins não atreladas ao dólar estão entre os segmentos mais subestimados do ecossistema. O autor cita análise ano a ano em que a oferta delas cresceu cerca de 28%, contra menos de 1% das stablecoins lastreadas em dólar. Um dos usos apontados está nos neobanks: quem passa o cartão em outra moeda costuma pagar mais de 1% em fees de câmbio. Com stablecoins locais e liquidação multimoeda, o cliente pagaria direto na moeda de gasto, sem converter de dólar e sem acionar taxas de conversão da Visa e de protocolo. Vale separar: o autor da thread não está identificado, e o que ele descreve é uma tese de mercado, não um projeto ou produto específico.

O obstáculo apontado é a fragmentação. Para o real, a thread lista BRLV (Crown), BRLA (Avenia), BRLD (Liqi), BBRL (Grupo Braza), BRZ (Transfero) e BRL1 (Consortium), além de derivados como wBRL (Ripio) e BRLm (Mento). No iene aparecem JPYSC (Shinsei Trust Bank), JPYC (JPYC) e GYEN (GMO Trust Company). No franco suíço, ZCHF (Frankencoin), CHFAU (AllUnity) e VCHF (VNX Global). O mesmo vale para o EURC e as stablecoins de euro. O autor questiona quantos emissores garantem lastro 1:1 e quantos podem ser verificados de forma independente em tempo real, e diz que é cedo para tanta competição por liquidez. A thread não traz respostas nem dados sobre essas verificações.

O que mudou

A cobertura anterior ajuda a situar o tema, mas não mostra evolução de um mesmo produto. Em 10 de março de 2026, o CEVIU noticiou "Stablecoins Lastreadas em Dólar Perdem Valor; é Hora de Diversificar", apontando que quase toda a oferta de stablecoins é denominada em USD. A thread atual traz o outro lado: o crescimento de 28% das não atreladas ao dólar, segundo o autor. Em 15 de junho de 2026, o CEVIU publicou sobre a Qivalis, stablecoin de euro de um consórcio bancário, o que dialoga com a fragmentação de emissores de euro citada agora.

Por que isso importa

Para quem opera pagamentos ou um neobank, a leitura é que o ganho em câmbio depende de liquidez concentrada, e a multiplicidade de emissores por moeda dilui isso. Para quem avalia risco, a pergunta sobre lastro 1:1 e verificação em tempo real vira critério de escolha de emissor. Em 8 de maio de 2026, o CEVIU registrou o argumento de Ben O'Neill, da Bridge, sobre o peso do duopólio Tether-Circle. A fragmentação em moedas locais é o oposto desse cenário, e a tese do autor é que ela ainda atrapalha.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia que quase toda a oferta de stablecoins é denominada em dólar.

  2. CEVIU registra crítica ao duopólio Tether-Circle feita por Ben O'Neill, da Bridge.

  3. CEVIU noticia a Qivalis, stablecoin de euro de consórcio bancário.

  4. Thread aponta stablecoins não atreladas ao dólar como segmento subestimado e critica a fragmentação de emissores.

Perguntas frequentes

Por que stablecoins não atreladas ao dólar podem reduzir custos em neobanks?

Segundo a thread, pagar em outra moeda costuma custar mais de 1% em taxas de câmbio. Com stablecoins locais e liquidação multimoeda, o cliente gasta direto na moeda desejada, sem converter de dólar. Isso evita taxas de conversão da Visa e de protocolo.

Qual o tamanho do crescimento dessas stablecoins?

O autor cita crescimento anual de oferta de cerca de 28% para as não atreladas ao dólar, contra menos de 1% para as de dólar. É um dado da thread, sem metodologia detalhada.

Qual o principal problema apontado?

A fragmentação. Há vários emissores onchain para a mesma moeda, como seis para o real, três para o iene e três para o franco suíço, além dos emissores de euro. Isso gera confusão para quem quer usar ou guardar esses ativos.

Esses emissores garantem lastro 1:1?

A thread não responde. O autor apenas pergunta quantos garantem o lastro e quantos podem ser verificados de forma independente em tempo real. Ele defende menos hipercompetição entre emissores.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
02 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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