Isenção da SEC para tokenização gera dúvidas sobre quais blockchains são elegíveis
Aprofundamento CEVIU
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A isenção de tokenização da SEC condiciona o benefício ao uso de blockchains "públicas e sem permissão" (public and permissionless), mas o texto deixou em aberto o que qualifica uma rede nessa categoria. O resultado é uma zona cinzenta para dois grupos. De um lado, a Canton Network, chain privada com permissão usada pelo Goldman Sachs e outras instituições. De outro, as L2s do Ethereum, cujos sequencers centralizados levantam a pergunta se a rede é de fato sem permissão.
Há ainda um segundo ponto em aberto: a oposição de empresas a ter suas ações tokenizadas sem consentimento. O enquadramento atual da isenção não resolve essa questão. A pressão agora recai sobre a SEC para esclarecer se infraestrutura institucional com permissão ou L2s com sequencers centralizados podem se qualificar. A fonte primária trata do pano de fundo do Project Crypto, lançado pelo presidente da SEC, Paul Atkins, em 31 de julho de 2025, com promessa de alívio para quem emite valores mobiliários tokenizados nos EUA.
O que mudou
Em 21 de maio de 2026, o CEVIU noticiou em "SEC prepara framework para negociação de ações tokenizadas em redes blockchain" que a isenção de inovação incluiria tokens criados sem o consentimento do emissor. Em 25 de maio de 2026, em "Comissária da SEC, Peirce, Restringe o Alcance de Isenção para Ações Tokenizadas", a comissária Hester Peirce limitou o alcance a versões tokenizadas de ações públicas existentes. Em 1 de junho de 2026, em "SEC recua e adia proposta que abriria caminho para ações tokenizadas nos EUA", a proposta foi adiada após pressão do mercado. Em 22 de setembro de 2026, "Isenção da SEC para Ações Tokenizadas É Mais Restrita que o Imaginado" apontou que a isenção cobre só modelos específicos. A dúvida atual sobre quais blockchains são elegíveis soma-se a esse histórico de escopo estreito.
Por que isso importa
Para quem opera infraestrutura de tokenização, a definição de "sem permissão" decide onde vale a pena emitir. Se a SEC não esclarecer, projetos em L2s e instituições em redes com permissão ficam sem segurança jurídica, o que é uma leitura de risco, não uma decisão já tomada pelo regulador.
Linha do tempo
CEVIU noticia que a SEC prepara uma isenção de inovação para ações tokenizadas.
Peirce restringe o alcance da isenção a versões tokenizadas de ações públicas existentes.
SEC adia a proposta após pressão de exchanges e ex-reguladores.
Análise mostra que a isenção cobre só modelos específicos de tokenização.
CEVIU descreve três estruturas legais para ações tokenizadas na Ethereum.
Isenção gera dúvidas sobre quais blockchains são elegíveis, incluindo Canton e L2s.
Perguntas frequentes
Quem se beneficia da isenção de tokenização da SEC?
Apenas as blockchains que atendem ao critério de "pública e sem permissão". Redes que não se encaixam nessa definição ficam fora do benefício, e o texto não detalha o que qualifica uma chain.
Por que a Canton Network está em zona ambígua?
A Canton é uma chain privada com permissão, usada pelo Goldman Sachs e outras instituições. Isso conflita com o critério de rede pública e sem permissão, e a SEC ainda não disse se esse tipo de infraestrutura pode se qualificar.
As L2s do Ethereum podem usar a isenção?
Ainda é incerto. O ponto de dúvida são os sequencers centralizados, que levantam a questão de a L2 ser realmente sem permissão. A SEC não esclareceu o tema.
A isenção resolve a tokenização sem consentimento do emissor?
Não. Há oposição de empresas a ter ações tokenizadas sem consentimento, e o enquadramento atual da isenção não resolve esse ponto.
Fontes
- threadreaderapp.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Cripto
- Publicado
- 26 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Cripto

