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Rollup baseado apenas em hash: contas L2 como hash chains no estilo Lamport, sem ECDSA

Fundador da bb84 payments põe no ar L2 sem ECDSA, com contas baseadas em hash chains no estilo Lamport

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O projeto roda como rollup OP Stack na mainnet da Ethereum (chain ID 42069000, em operação desde 30 de setembro de 2026) e elimina a assinatura das transações dentro da L2. Cada conta é a ponta de uma hash chain keccak-256. Gastar revela o próximo preimage, e a única premissa criptográfica interna é a resistência a preimage do keccak-256, que o algoritmo de Grover reduz a cerca de 2^128 de trabalho. O texto é de autoria do próprio fundador da bb84, que declara o conflito de interesse e pede crítica.

Na camada de protocolo, o predeploy NullifierTree guarda por endereço o último reveal, a profundidade da cadeia e os nullifiers gastos. Dois tipos EIP-2718 no op-geth, 0x7C (commit) e 0x7F (reveal), separam a vinculação do preimage a uma transação da sua publicação. A primeira versão sobrescrevia o commit pendente, o que permitia a um atacante que lesse o preimage trocar o commit da vítima. A correção, a regra first commit wins, foi ativada em 21 de outubro de 2026. O próprio autor admite limites: o ECDSA segue na fronteira com a L1, não há fault proofs (nem Stage 0 pelo critério da L2BEAT), o sequencer é centralizado, os endereços de 160 bits caem para cerca de 2^80 contra second preimage quântico, e carteiras stateful podem se bloquear ao perder a posição na cadeia, o que já ocorreu em produção.

Por que isso importa

Para quem opera infraestrutura de pagamentos em L2, o experimento mostra um caminho pós-quântico que depende só de hash, sem provas ZK nem esquemas de assinatura novos. A leitura aqui é que o custo é operacional: estado por conta, ressincronização obrigatória da carteira e um passo de commit que ainda não é autenticado. Com sequencer centralizado e sem fault proofs, trata-se de prova de conceito em produção, não de modelo pronto para generalizar.

Linha do tempo

  1. L2 baseada em OP Stack entra em operação na mainnet da Ethereum.

  2. Regra first commit wins é ativada para corrigir falha no passo de commit.

  3. Fundador da bb84 payments apresenta a L2 sem ECDSA, com contas em hash chains estilo Lamport.

Perguntas frequentes

O que muda sem assinaturas ECDSA na L2?

A autorização passa a ser a revelação do próximo preimage de uma hash chain keccak-256. O estado de transição verifica isso no lugar do ecrecover. Depois do hardfork Onyx, transações tipo ECDSA são rejeitadas.

Essa L2 é resistente a ataques quânticos?

Só dentro da L2, onde a premissa é a resistência a preimage do keccak-256, com cerca de 2^128 de trabalho contra Grover. O ECDSA continua na fronteira com a L1, em depósitos e saques, e isso está fora do escopo. Os endereços de 160 bits têm cerca de 2^80 contra second preimage.

Para que servem os tipos de transação 0x7C e 0x7F?

O 0x7C registra um commit que vincula o preimage a uma transação sem revelá-lo. O 0x7F faz o reveal, com destino, valor, nullifier e preimage. Isso impede que alguém reaproveite o preimage público em outra transação.

Quais os principais riscos apontados?

Sequencer centralizado, ausência de fault proofs, saques que confiam no proposer e carteiras stateful que podem se bloquear ao perder a posição. Um commit lixo também pode travar um endereço por até 5 blocos, sem mover fundos.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
26 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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