A Gartner prevê que 30% dos funcionários substituídos por IA serão recontratados até 2029, provavelmente a um custo maior. Para a consultoria, as organizações devem avaliar como o trabalho precisa mudar antes de decidir quais cargos cortar. Para a TI corporativa, o recado é planejar a adoção de IA com base na revisão dos processos, e não em cortes precipitados.
A Snowflake anunciou o CoCo e os CoWork Bots, agentes de IA ainda em desenvolvimento que executarão tarefas contínuas em segundo plano e solicitarão intervenção humana quando necessário. Em atualizações separadas, a empresa citou automações recorrentes e integrações planejadas com Slack, planilhas e dispositivos móveis. Para a TI corporativa, o movimento indica a direção de automações mais autônomas em plataformas de dados, o que reforça a atenção a governança e a supervisão humana.
Mais de 40 supermercados em sete países foram afetados por suspeitas de ataques que elevaram remotamente a temperatura de equipamentos de refrigeração e destruíram alimentos. Os incidentes evidenciam a exposição de equipamentos operacionais conectados, que podem continuar em uso muito depois do fim do suporte de software. Para a TI corporativa, o alerta é revisar o inventário e a segurança desses ativos.
A pesquisa mais recente da ActivTrak associa o uso intenso de IA a jornadas de trabalho mais longas, sessões de foco mais curtas e mais alternância entre aplicativos. O resultado contradiz algumas das descobertas anteriores da própria empresa. Amostras diferentes e limitações de medição dificultam a comparação entre os estudos. Para a TI corporativa, o recado é que métricas de uso, por si só, não bastam para comprovar ganhos de produtividade com IA.
O Cortex AI Gateway, da Snowflake, já está em disponibilidade geral e centraliza as políticas de conexões de agentes, o acesso a modelos e os gastos. O Business Ontology, cujo preview ainda está por vir, vai oferecer aos agentes definições aprovadas de conceitos de negócio. Já a execução em sandbox e a detecção de abuso por agentes seguem em private preview.
A Bull e a Schwarz Digits assinaram um acordo para desenvolver infraestrutura de IA voltada a organizações europeias de setores regulados e estratégicos. A arquitetura planejada une a nuvem europeia da STACKIT ao hardware de computação, ao resfriamento líquido e ao software de IA da Bull. Para a TI corporativa, o movimento indica uma alternativa de nuvem e infraestrutura de IA pensada para exigências de soberania e conformidade.
A National Grid planeja construir uma grande subestação em Teesside para atender a um data center proposto, a sistemas de armazenamento em baterias e a outras indústrias de alto consumo de energia. A capacidade inicial de 1.440 MVA está prevista para entrar em operação até o fim de 2029, o que ilustra os longos prazos de infraestrutura por trás da expansão da IA. Para a TI corporativa, o cronograma reforça que o acesso à energia pode condicionar o planejamento de capacidade.
Levantamento da Accenture com 300 líderes de tecnologia indica que 64% estão ampliando a implantação de IA corporativa, mas só 7% conseguem otimizá-la em escala. A principal barreira de execução citada é a adoção pelos usuários e o treinamento. Além disso, quase metade das empresas ainda exige aprovações manuais para agentes de IA em operações de TI, o que limita o ganho de eficiência. Para a TI corporativa, o recado é que a maturidade operacional e a capacitação das equipes pesam tanto quanto a tecnologia.
A Openreach alerta que cerca de 300 mil linhas de cobre corporativas continuam ativas a poucos meses do prazo de janeiro. Entre elas estão conexões que sustentam terminais de pagamento, alarmes e sistemas prediais, o que exige das áreas de TI mapear essas dependências antes da migração para a telefonia digital.
A Juniper Research projeta que os gastos globais com identity and access management (IAM) vão saltar de US$ 26,2 bilhões em 2026 para US$ 40,5 bilhões até 2031. O motor da alta é o avanço das populações de agentes de IA e outras identidades não humanas, que as empresas precisarão gerenciar. Para a TI corporativa, o recado é que a governança de acessos deixa de olhar só para pessoas e passa a incluir essas novas identidades.