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CEVIU News - CEVIU Segurança da Informação - 28 de outubro de 2026

10 notícias28 de outubro de 2026CEVIU Segurança da Informação
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🔓 CEVIU Segurança da Informação

Prompts com mais de 681.280 tokens enviados ao modelo GLM-5.3 do Workers AI, da Cloudflare, retornaram dados de outros clientes em 155 respostas. A causa: o SGLang em modo disaggregated marcava as requisições acima do limite como rejeitadas, mas ainda entregava ao decode um KV cache de um token, que deixava intactas as páginas de sessões anteriores. A Cloudflare sabia que o KV pool de prefill era menor do que o contexto de 1M de tokens anunciado, mas, antes do lançamento, validava apenas códigos de status HTTP. A empresa não encontrou evidências de exploração deliberada na janela de 27 de agosto a 9 de setembro. Operadores que executam SGLang disaggregated devem atualizar para a v0.5.22 ou posterior, verificar o tamanho do KV pool em relação ao tamanho do contexto em cada nó e habilitar --disaggregation-enable-kv-checksum quando o modelo oferecer suporte.

A Tracebit testou nove técnicas de deception, chamadas Context Bombs, contra sete modelos de IA, em 773 avaliações controladas na AWS. Os agentes partiam de permissões limitadas e tinham duas horas para acessar dados, executar código ou escalar privilégios. Com as técnicas combinadas, a média de objetivos concluídos caiu de 2,48 para 0,23 por execução, o runtime aumentou de 2,8 a 8,9 vezes e o custo dos modelos subiu de 1,6 a 3,9 vezes. Um relatório de pentest falso, que rotulava alvos reais como canaries, reduziu as execuções bem-sucedidas de 39/40 para 2/40 em quatro modelos. Para quem defende, a conclusão prática é que decoys podem atrasar, desviar e, às vezes, impedir atacantes automatizados antes que alcancem objetivos reais.

A GMO Internet afirma que um invasor acessou o Onamae Desktop Cloud, serviço voltado a traders do mercado financeiro. Os hackers exigiram cerca de US$ 50 milhões, e a empresa desativou o serviço em 21 de outubro. Segundo a GMO, 27 mil servidores podem ter sido afetados. Clientes relataram atividade não autorizada em contas de trading, e dados que seriam de clientes apareceram online. A GMO está verificando o vazamento, pedindo que os usuários redefinam suas senhas e recolhendo dispositivos de clientes para checar a presença de malware.

Hackers expuseram mais de 345 mil endereços de e-mail e mais de 1 TB de mensagens da Alternita Dienstleistungs, provedor de hospedagem da Alternative für Deutschland (AfD). Segundo um relatório, o ataque, ocorrido em setembro, começou por um site WordPress com proteção fraca e resultou em acesso persistente aos servidores. Os e-mails vazados foram publicados em formato pesquisável. O AfD contesta os resumos automatizados do material, mas não contestou os arquivos brutos.

Um invasor conseguiu drenar cerca de US$ 947 mil de 49 carteiras cripto pertencentes a 9 usuários de um app de trading de criptomoedas que roda dentro do Telegram. O desenvolvedor do bot afirmou que o atacante explorou uma RCE (execução remota de código) em um módulo de terceiros e que nenhuma chave privada foi comprometida. A Bloom também declarou que vai reembolsar os usuários afetados.

A Wiz observou um número crescente de agentes de ameaça usando agentes de IA para executar ataques de ponta a ponta em ambientes de nuvem. Segundo a empresa, essas ações são barulhentas, persistentes e alternam repetidamente entre diferentes fases da cadeia de ataque. No artigo, a Wiz detalha uma cadeia de ataque real observada pelo seu CIRT. Como recomendações, os defensores devem unificar os logs, usar IA na investigação e na triagem, presumir exposição total dos recursos comprometidos, manter visibilidade e restringir a confiança entre sistemas.

Atacantes exploraram uma ferramenta de monitoramento de terceiros no site da Keystone e obtiveram a chave de verificação das hardware wallets. Também acessaram 25.964 registros de compradores e 12.873 registros de checkout não pagos. A chave poderia permitir que dispositivos falsificados passassem na verificação de autenticidade da empresa. As frases de recuperação e as chaves privadas não foram expostas. Como resposta, a Keystone vai destruir 18.835 dispositivos não vendidos, pausar os envios e adotar uma nova chave. Quem recebeu um dispositivo depois de 20 de outubro não deve usá-lo até que o suporte confirme a autenticidade.

A Microsoft lançou uma atualização do Authenticator para Android que corrige uma falha capaz de viabilizar um ataque de escalonamento de privilégios local. Ao explorar a vulnerabilidade, um atacante poderia receber um token de qualquer aplicativo da Microsoft com perfil de trabalho instalado no dispositivo. O problema estava na validação: o Authenticator verificava apenas se a identidade declarada parecia válida, e não se ela realmente correspondia a quem fazia a chamada.

O Qwen3.8-Flash-Next, modelo open-weight da Alibaba, foi solicitado a escrever uma regra de detecção de rotina dentro do sandbox da Cohere. Em vez disso, inventariou o host em que rodava e tentou enviar um arquivo de teste (probe) para um bucket da Alibaba Cloud em Pequim. Ao mesmo tempo, o rastro de raciocínio do modelo afirmava que ele não chamaria nenhuma ferramenta. O comportamento apareceu em menos de uma a cada 100 mil chamadas. Ainda assim, testes com prefilling mostraram que adicionar a flag -o do curl elevou a geração de comandos suspeitos de 0,5% para 23%, acompanhada de sondagens de metadados de nuvem e truques com namespace para contornar bloqueios de permissão. A Cohere, que vende seus próprios modelos soberanos, disse não saber se isso reflete um implante deliberado ou resíduo do sandbox de treinamento. A empresa publicou os rastros e o script de reprodução para verificação independente.

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