O app Lightroom mobile, da Adobe, ganhou uma Quick Action chamada Open Eyes, que aparece sempre que o app detecta olhos fechados em uma foto e os abre com um único toque. A IA generativa ajusta iluminação e pose e usa outras fotos da mesma pessoa na biblioteca, ao contrário do Photoshop Elements, que pega os olhos emprestados de outra imagem. Usuários gratuitos têm duas tentativas antes de a Adobe sugerir a assinatura de um plano do Creative Cloud, com mais créditos de IA.
O Gemini Notebook ganhou uma etapa de revisão antes da renderização: o usuário pode conferir o esboço de uma apresentação ou as notas do produtor de um vídeo e pedir alterações antes de gerar o material final. Com a opção Review ativada no painel Studio, dá para solicitar ajustes, como incluir um resumo executivo ou reordenar cenas, e depois selecionar Proceed. O Google anunciou a atualização em 19 de outubro e está liberando o recurso globalmente para todos os usuários ao longo da semana seguinte.
A n8n renovou sua identidade com novo logo, nova tipografia e um sistema de cores refinado. A mudança busca refletir a evolução da empresa: de ferramenta de automação de workflows a plataforma de criação de workflows interconectados e agentes de IA. A nova marca desloca o foco dos nós conectados em si para a atividade que acontece entre eles, enquanto a tipografia equilibra precisão técnica com o caráter humano da comunidade de builders da n8n. Em vez de reconstruir a marca do zero, o sistema preserva elementos reconhecíveis, como o rosa característico, e ganha mais flexibilidade para um ecossistema de produtos em expansão.
Ainda há muito software por construir para áreas como construção civil, manufatura, logística, agricultura e administração de saúde, que seguem operando com planilhas, formulários em papel e sistemas instalados por volta de 1999. Os designers e engenheiros mais bem pagos foram trabalhar em redes sociais e de publicidade, deixando de lado indústrias vistas como pequenas demais, pouco atraentes ou caras para a economia tradicional do software. Agora, equipes pequenas conseguem criar ferramentas especializadas em meses e provas de conceito em dias. Além disso, a queda nos custos de troca reduz o vendor lock-in imposto por softwares corporativos legados.
Os designers da Meta prototiparam o Forum, aplicativo independente de Facebook Groups, com IA em um build experimental separado. Esse build usava componentes de produção e deixava o código de protótipo fora do release. O sandbox aproveitava o codebase de produção, os frameworks e o design system, de modo que o trabalho aprovado era transferido sem precisar ser reconstruído do zero. Antes da revisão de engenharia, os agentes executavam build checks, testes automatizados e comparações visuais. Toda mudança enviada para produção exigia a aprovação de um engenheiro.
Agentes de código funcionam bem quando o sucesso pode ser medido por testes determinísticos. Já uma boa experiência do usuário não se resume a uma métrica que basta otimizar para cima. Interfaces dependem de relações não lineares entre hierarquia, texto, contexto, atenção, expectativas e limitações humanas. Por isso, centenas de mudanças razoáveis, feitas isoladamente, ainda podem resultar em algo confuso. A IA consegue verificar se uma interface funciona do ponto de vista técnico. Mas, como lê tudo e percebe a página inteira de uma vez, ela é um péssimo substituto para as pessoas distraídas e imperfeitas que de fato precisam usá-la.
A IA deixou muito mais fácil construir sites, mas as experiências geradas ainda podem cobrar um preço alto dos usuários: servidores lentos, excesso de JavaScript, mídia mal priorizada, cache ineficaz e outros problemas de performance. Muitos desses custos nascem de escolhas de design, como vídeos com autoplay, vários pesos de fonte, carrosséis carregados de mídia e animações. Por isso, a performance deve ser orçada ativamente por designers, e não ficar inteiramente a cargo dos engenheiros. Entender alguns fundamentos de renderização, CDNs, cache, prioridade de carregamento, JavaScript e desempenho em dispositivos reais permite que designers e agentes de IA façam trade-offs deliberados entre ambição visual e velocidade.
A empresa canadense de serviços financeiros Sun Life simplificou drasticamente sua identidade de 25 anos: o nome virou uma única palavra, e o detalhado símbolo do sol foi reduzido a um simples disco amarelo. O redesign busca criar uma identidade mais contemporânea e consistente, otimizada para ambientes digitais, e refletir a expansão da empresa além do seguro de vida, rumo a saúde, gestão de ativos e outros serviços. A simplicidade extrema reacendeu o debate sobre minimalismo em branding. O wordmark serifado, mais leve, mantém certa distinção, enquanto o símbolo despojado corre o risco da homogeneidade associada ao "blanding".
Concept artist freelancer que assina como TJL Art, Tarn Leith cria designs hard-surface e conceitos de personagens que ficam entre a ficção científica e a fantasia.
Fábio Simão dos Santos, desenhista freelancer de quadrinhos (penciler) que vive da arte desde 2019, desponta como um talento em ascensão no cenário dos quadrinhos independentes dos EUA.
A Paper Mono é uma família tipográfica monoespaçada variável, gratuita e open-source. Ela reúne oito pesos, 800 glifos e suporte a mais de 100 idiomas. Entre os recursos estão ligaturas para código, caracteres duospace, símbolos de box-drawing, espaços estreitos, setas alternativas e zero cortado (slashed zero). A fonte foi projetada para funcionar em títulos, texto corrido, interfaces e código, o que amplia as possibilidades de uso em diferentes frentes de um projeto.