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Uma Entrevista com o CEO da Nvidia, Jensen Huang, Sobre Computação Acelerada

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A entrevista com Jensen Huang na GTC 2026 não é só um balanço anual, é o lançamento de uma nova camada de infraestrutura que já está em produção: o sistema Vera Rubin, o primeiro chip da Nvidia projetado exclusivamente para cargas agentic e inferência massiva, com ganhos reais de 10x em eficiência por watt sobre o Blackwell. Isso não é teoria: os primeiros sistemas estão sendo entregues a clientes como Microsoft e Oracle desde fevereiro de 2026, segundo fontes do data center da Silicon Valley. Ao mesmo tempo, a empresa deixou de ser apenas fornecedora de GPUs, agora oferece CPU (Vera), LPU (Groq 3), switches ópticos CPO e até uma plataforma operacional para agentes (NemoClaw), formando um stack completo de IA física e lógica. Essa verticalização é o que permite à Nvidia faturar 75,2 bilhões de dólares só com Data Center no último trimestre, mais que o dobro da receita total da AMD em 2025.

O que torna essa virada crítica é o timing: enquanto a China formalmente excluiu o H20 do mercado em abril de 2025, a Huawei já domina 68% das vendas de chips de IA no país em 2026, alimentando modelos locais como o DeepSeek V4 com Ascend 950 PR. A resposta da Nvidia não foi tentar contornar as restrições, mas construir parcerias estratégicas fora do alcance direto dos EUA, como a fábrica de IA com o LG Group na Coreia do Sul, dedicada a robótica e veículos autônomos, sem envolvimento de hardware sensível.

Por que isso importa

Essa mudança não afeta só fabricantes de chips. Empresas que dependem de inferência em tempo real, bancos com agentes de atendimento personalizados, hospitais com modelos de diagnóstico assistido ou montadoras com pilotos autônomos, agora têm uma alternativa viável ao modelo de nuvem centralizada: o Vera Rubin roda localmente, com latência submilissegundo e consumo controlado, reduzindo custos operacionais em até 40% em testes com clientes do setor financeiro. E a decisão de Huang de chamar NemoClaw de 'Linux para IA agentic' não é marketing: ela sinaliza que a Nvidia está abrindo espaço para interoperabilidade entre agentes de diferentes provedores, algo que pode frear a fragmentação do ecossistema e acelerar adoção empresarial real.

Perguntas frequentes

O que é o Vera Rubin e por que ele é diferente do Blackwell?

O Vera Rubin é o sucessor do Blackwell, mas com foco exclusivo em inferência e agentes de IA, não em treinamento. Ele entrega 10 vezes mais inferência por watt e, integrado ao Groq 3 LPU, alcança 35 vezes mais throughput. Enquanto o Blackwell era um chip genérico de alta potência, o Vera Rubin é modular, otimizado para tarefas repetidas e em escala, como respostas de chatbots ou decisões de robôs em fábricas.

Por que a Nvidia 'cedeu' o mercado chinês para a Huawei?

Não foi uma escolha estratégica, mas uma consequência direta das restrições de exportação dos EUA. O chip H20 foi banido em abril de 2025, e os sistemas B300 passaram a custar até 1 milhão de dólares na China por canais cinza. A Huawei aproveitou a lacuna com o Ascend 950 PR, compatível com frameworks locais e já integrado a modelos como o DeepSeek V4, uma solução nativa, barata e suportada.

O que muda com a plataforma NemoClaw?

NemoClaw é uma camada de orquestração para agentes de IA empresariais, gerencia segurança, auditoria, versionamento e governança. Ela permite implantar múltiplos agentes (de RH, finanças, atendimento) em uma única infraestrutura, com isolamento de dados e compliance automático. É o primeiro produto da Nvidia que não vende desempenho bruto, mas confiança operacional.

Como a IA física está deixando de ser conceito para virar produto?

Com exemplos concretos: a plataforma RoboTaxi Ready já está em teste com BYD e Hyundai na China e Coreia, usando sensores NVIDIA DRIVE Thor integrados ao Vera Rubin. A parceria com o LG Group vai construir uma fábrica de IA dedicada a treinar robôs industriais com simulação física em tempo real, sem necessidade de protótipos físicos. Isso reduz o ciclo de desenvolvimento de 18 meses para menos de 3.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
18 de março de 2026
Editoria
CEVIU

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