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Assista à Misteriosa Bateria Sólida da Donut Lab Carregando em um Veículo Elétrico Real

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A Donut Lab, spin-off finlandês-eslovaco da Verge Motorcycles criado em agosto de 2024, não está lançando uma bateria sólida 'genérica', está entregando o primeiro pacote homologado para uso em vias públicas com tecnologia de estado sólido (ou algo muito próximo disso). O modelo TS Pro carregou 80% em 12 minutos numa estação DC pública, mas os dados reais do teste indicam que o pico real foi atingido em 9,5 minutos a 5C, com carga completa em pouco mais de 12. A densidade energética anunciada é de 400 Wh/kg, quase o dobro das baterias de íon-lítio atuais, mas análises independentes apontam para 298 Wh/kg, sugerindo que a química pode ser uma evolução avançada de lítio com eletrólito semissólido, não um sistema cerâmico ou sulfeto puro. Isso coloca a Donut Lab na vanguarda do que o setor chama de 'baterias híbridas': nem líquidas nem totalmente sólidas, mas com vantagens práticas imediatas, segurança maior, vida útil de 100.000 ciclos e operação estável entre -30°C e +100°C.

O motor Donut 2.0, integrado ao pacote, é 50% mais leve que o anterior e mantém torque de 737 lb-ft, isso significa que a ganho de autonomia (217 milhas com 18 kWh) vem menos de pura densidade e mais de redução de massa e otimização térmica. A ronda seed de 25 milhões de euros em julho de 2025 mostra que investidores estão apostando na viabilidade industrial, não só no laboratório. Mas o ceticismo persiste: se for mesmo uma bateria semissólida, ela entra na mesma categoria dos pacotes da NIO/WeLion já em produção desde 2025, não como pioneira absoluta, mas como primeira aplicação em duas rodas com certificação para trânsito urbano.

Por que isso importa

Isso importa porque muda a linha do tempo da transição para baterias de estado sólido. Em vez de esperar até 2028, 2030 para ver veículos com tecnologia 100% sólida, estamos vendo agora soluções híbridas que resolvem problemas reais: carregamento rápido em estações existentes, durabilidade em clima extremo e custo de produção menor que o previsto para sistemas cerâmicos puros. Para o Brasil, onde infraestrutura de carregamento ainda é escassa, uma bateria que recarrega 80% em menos de 12 minutos em estações DC comuns, e não exige novos padrões de conectividade ou refrigeração, tem impacto direto na viabilidade econômica de frotas elétricas leves. Além disso, o projeto da UFF com bateria de lítio-PANflon mostra que pesquisas nacionais já buscam alternativas com potencial de salto energético similar, mas sem depender de cadeias globais de suprimento de lítio ou enxofre.

Perguntas frequentes

Essa bateria da Donut Lab é realmente de estado sólido?

Não há consenso técnico. A empresa afirma ser, mas análises de curvas de voltagem e composição do ânodo sugerem que usa eletrólito semissólido, uma camada intermédia entre íon-lítio convencional e estado sólido puro. É mais segura e rápida que as baterias atuais, mas não atinge os 400 Wh/kg prometidos.

Quanto tempo leva para carregar totalmente?

O teste público mostrou 80% em 12 minutos, mas dados internos divulgados pela Donut Lab indicam que 80% ocorre em 9,5 minutos a 5C, e carga total em pouco mais de 12. A empresa promete 5 minutos para 100%, mas isso ainda não foi validado em condições reais de rede.

Por que uma motocicleta é o primeiro veículo com essa tecnologia?

Motos exigem menos energia total, têm espaço térmico mais flexível e suportam variações de tensão mais facilmente que carros. Isso reduz os riscos técnicos de adoção inicial e acelera testes em ambiente real, como fez a Verge TS Pro em estações públicas de carregamento DC.

Essa tecnologia pode chegar ao Brasil?

Sim, mas com ressalvas. A compatibilidade com estações DC comuns facilita a entrada, mas a Verge ainda não anunciou planos de distribuição na América Latina. O foco inicial é Europa e EUA. No entanto, o projeto da UFF com bateria de lítio-PANflon mostra que alternativas de alta densidade estão sendo desenvolvidas localmente.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
18 de março de 2026
Editoria
CEVIU

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