Por que as empresas de tecnologia não usam melhor os dados que coletam sobre os usuários
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O texto parte de uma ironia conhecida: todo mundo ouve que as big techs sabem tudo sobre nós, mas o autor, que mora em Helsinque, diz nunca ter sentido isso na prática. Ele lista falhas concretas. Vê anúncios de produtos que acabou de comprar (um gamepad, por exemplo), pula toda faixa eletrônica com vocal no Spotify e no YouTube Music há anos sem que o algoritmo perceba, e cai em páginas em finlandês mesmo com conta, sistema, navegador e teclado configurados em inglês.
Outros exemplos são mais duros para quem trabalha com produto. Ele buscou instruções de instalação de um modelo específico de forno (AEG CCS84751) e, no dia seguinte, a home do YouTube mostrava fornos e fogões aleatórios. Seu banco oferece seguro de carro, embora ele já tenha um com a mesma instituição. A companhia aérea manda regras de visto que não se aplicam à cidadania dele, apesar de ter o passaporte escaneado. A Netflix no Apple TV pede para escolher o perfil toda vez, numa conta com um único usuário. O autor não duvida que dados sejam rastreados, guardados e vendidos. Seu pedido é simples: já que isso acontece, que pelo menos usem.
O que mudou
A cobertura anterior do CEVIU mostra o assunto em camadas, não uma evolução de um mesmo produto. Em 17 de julho de 2026, o CEVIU noticiou "Desafios na Análise de Dados Gerados por Produtos de IA: Um Volume Subaproveitado", sobre dados de interação que ficam subutilizados, com a posse fragmentada. Em 9 de outubro de 2026, o texto "Amazon e seu 'Sobre Você'" tratou das inferências que a varejista faz sobre cada cliente. O caso atual dá exemplos do lado do usuário: há coleta e inferência, mas o resultado final raramente é útil.
Por que isso importa
Para quem constrói produto ou trabalha com dados, a leitura é incômoda. Coletar não basta. Sinais simples, como idioma configurado, compra recém-feita, perfil único ou faixas puladas de forma recorrente, parecem ficar de fora das decisões. Isso sugere que o gargalo pode estar menos na quantidade de dados e mais em integração entre sistemas e em regras básicas de personalização. É uma interpretação a partir dos relatos de um único usuário, não um diagnóstico de cada empresa citada.
Linha do tempo
CEVIU noticia que dados gerados por produtos de IA são subutilizados e têm posse fragmentada.
CEVIU noticia o recurso 'About You' da Amazon e as inferências feitas sobre usuários.
Texto critica empresas que coletam muitos dados e os usam mal na personalização.
Perguntas frequentes
Qual é a crítica central do texto?
O autor afirma que as empresas de tecnologia coletam e vendem muitos dados, mas os usam mal. Ele cita anúncios de itens que já comprou, idioma errado e recomendações sem sentido. Seu pedido é que usem esses dados para melhorar a experiência.
Que exemplos de falha de personalização o autor apresenta?
Ele cita anúncios de gamepad após a compra, páginas em finlandês apesar de tudo configurado em inglês e vídeos de fornos aleatórios após buscar um modelo específico. Também menciona ofertas de seguro de carro de um banco que já o segura e promoções infantis da operadora, mesmo sem filhos.
O texto prova que as empresas não rastreiam usuários?
Não. O próprio autor diz não duvidar de que muita informação seja rastreada, guardada e vendida. A crítica é sobre o uso ruim desses dados, e os exemplos vêm da experiência pessoal dele.
O que isso significa para equipes de produto?
Sugere revisar o básico antes de sofisticar algoritmos: respeitar idioma e preferências explícitas, evitar recomendar o que o usuário acabou de comprar e remover telas inúteis. Essa é uma leitura editorial a partir dos exemplos do texto.
Fontes
- rakhim.exotext.comfonte original
- Categoria
- CEVIU
- Publicado
- 06 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU

