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Blue Origin diz estar construindo um motor de foguete com mais desempenho por um quarto do custo
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Blue Origin diz estar construindo motor de foguete com mais desempenho por um quarto do custo

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Aprofundamento

A Blue Origin anunciou duas frentes de melhoria para o New Glenn durante a conferência UP.Summit, no Kennedy Space Center. A primeira é o Northstar, motor que deve substituir o BE-4 no primeiro estágio. Segundo o CEO Dave Limp, ele tem metade das peças, 30% menos massa e cerca de 65% de componentes que podem ser impressos em 3D. A empresa estima fabricá-lo por 25% do custo de um BE-4 e quer chegar a montar um motor em menos de um dia. Os testes de ignição já começaram.

Na parte de desempenho, o BE-4 entrega hoje 640 mil libras de empuxo, e o Northstar começa em 715 mil. Os dois queimam metano e oxigênio líquido, em ciclo de combustão em estágios rico em oxigênio e turbobomba de eixo único. O BE-4 segue em produção para a United Launch Alliance, que usa dois deles no Vulcan.

A segunda frente é o GS3, terceiro estágio a hidrogênio e oxigênio com motor BE-7, o mesmo dos módulos lunares da empresa. Ele cabe dentro do interestágio e preserva o volume total da carenagem. Com o GS3, a versão 7×2 leva 8 toneladas direto à órbita geoestacionária e 10 à injeção translunar. Na versão 9×4, os números sobem para 14 e 20 toneladas. O desafio é o tanque composto de 5,5 metros para hidrogênio, material sujeito a trincas por ciclos térmicos. Em Launch Site One, no Texas, o primeiro teste de tanque composto com hidrogênio líquido aguentou 100% da pressão máxima prevista por 2,5 horas e 150% por 10 minutos. A estreia está mirada para 2028, com um cliente governamental para o espaço cislunar.

O que mudou

Em 24 de março de 2026, o CEVIU noticiou em "Reuso ou descarte: o debate eterno sobre o segundo estágio do New Glenn é reacendido" que engenheiros da empresa discutem há mais de 15 anos entre reutilização total do estágio superior e corte drástico de custo de fabricação. O anúncio de agora, com foco em custo de motor e um terceiro estágio, aponta mais para o lado da redução de custo, embora o material não diga que o debate foi encerrado.

Em 7 de agosto de 2026, em "Falha em válvula de oxigênio principal causou explosão do New Glenn, confirma Blue Origin", o CEVIU registrou que a explosão de maio veio de uma válvula de um motor BE-4. Agora a empresa apresenta o Northstar como sucessor desse motor. Já em 14 de maio de 2026, o CEVIU relatou que a Blue Origin planejava até 12 lançamentos no ano e mirava 100 por ano no longo prazo. A meta de mais de 1.000 lançamentos anuais é bem maior.

Por que isso importa

Para quem acompanha o setor espacial pelo lado de engenharia e custos, o recado é que a Blue Origin tenta ganhar escala atacando o custo unitário do motor, não só reutilizando. Leitura editorial: a meta de 1.000 lançamentos por ano é de longo prazo e depende de execução que o histórico recente, com a explosão em maio, ainda precisa provar.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o debate sobre reuso ou corte de custo no segundo estágio do New Glenn.

  2. Blue Origin planeja até 12 lançamentos no ano, com meta de longo prazo de 100 por ano.

  3. Blue Origin confirma que falha em válvula de oxigênio de um BE-4 causou a explosão de maio.

  4. Blue Origin anuncia o motor Northstar e o terceiro estágio GS3 para o New Glenn.

Perguntas frequentes

O que é o motor Northstar da Blue Origin?

É uma versão simplificada e mais potente do BE-4, que deve substituir o motor no primeiro estágio do New Glenn. Tem metade das peças, 30% menos massa e cerca de 65% de itens que podem ser impressos em 3D. A empresa já iniciou testes de ignição.

Quanto o Northstar deve custar em relação ao BE-4?

A Blue Origin acredita que pode fabricá-lo por 25% do custo de um BE-4. A meta é montar cada motor em menos de um dia. São estimativas da empresa, ainda em desenvolvimento.

O que é o GS3?

É o terceiro estágio do New Glenn, a hidrogênio e oxigênio, com motor BE-7. Serve para injeção direta em órbita geoestacionária e em trajetórias de escape da Terra. A estreia está prevista para 2028, com um cliente do governo.

O BE-4 vai deixar de ser produzido?

Não por enquanto. Segundo Dave Limp, a empresa continuará fabricando o BE-4 para a United Launch Alliance, que usa dois deles no foguete Vulcan.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
06 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU

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