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Anthropic negocia desenvolvimento de novo chip personalizado com a Samsung

Anthropic negocia desenvolvimento de novo chip personalizado com a Samsung

A Anthropic, uma das principais concorrentes da OpenAI no setor de IA, iniciou conversas com a Samsung para criar um chip de silício personalizado. Embora o movimento mostre o desejo da startup de reduzir a dependência de gigantes do hardware, os detalhes finais do projeto ainda estão sob sigilo. Fontes do setor indicam que decisões cruciais sobre a capacidade de processamento do componente e sua integração final na infraestrutura de servidores ainda estão sendo debatidas pelas empresas.

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A Anthropic não está só negociando um chip com a Samsung, está construindo uma cadeia de suprimentos verticalizada para IA. A rodada Series H de maio de 2026, que levantou US$ 65 bilhões e avaliou a empresa em US$ 965 bilhões, trouxe como investidores estratégicos justamente os três maiores fabricantes globais de memória: Samsung, SK Hynix e Micron. Mas só a Samsung tem fundição de lógica, e é nela que a Anthropic agora aposta: processo de 2 nm com transistores de porta completa, mesmo usado nos chips da Tesla. Isso não é só sobre desempenho. É sobre controle: reduzir custos de inferência, evitar gargalos de oferta e escapar da dependência estrutural da Nvidia.

O timing não é acidental. Em 24 de junho, a OpenAI lançou oficialmente o Jalapeño, seu chip com a Broadcom. E no mês passado, a Anthropic contratou Clive Chan, ex-líder do projeto Dojo da Tesla e segundo funcionário da equipe de silício da OpenAI. Ele agora lidera os esforços internos de semicondutores da startup. Enquanto isso, a demanda por compute já explodiu: acordos com Amazon (5 GW), Google (5 GW), Broadcom e até SpaceX mostram que a infraestrutura atual está sendo esticada ao limite.

O que mudou

Em abril, a ideia de um chip próprio era especulação. Em maio, virou estratégia financeira com US$ 65 bilhões em caixa e investidores-chave no bolso. Em junho, ganhou corpo técnico com a contratação de Clive Chan e o lançamento do Jalapeño pela OpenAI, que transformou a corrida em realidade operacional. Agora, em julho, as conversas com a Samsung deixaram o estágio de 'exploração' e entraram na fase de engenharia: definição de capacidade de processamento, integração em servidores e escolha de processo de fabricação. O que era rumor virou roadmap com data de entrega implícita: competir com o Jalapeño ainda em 2026.

Por que isso importa

Isso redefine o equilíbrio de poder no ecossistema de IA. Enquanto Amazon, Google e Microsoft oferecem chips como serviço em nuvem, a Anthropic tenta pular direto para o hardware proprietário, não só para cortar custos, mas para ter controle total sobre latência, segurança e otimização de modelos Claude. Se der certo, outras startups de IA seguirão o mesmo caminho. Se falhar, reforçará a hegemonia da Nvidia, mas também mostrará que o salto de software para silício exige mais do que capital: exige know-how de fundição, design ASIC e integração de sistema em escala industrial.

Linha do tempo

  1. Google negocia com Marvell para desenvolver chips ASIC customizados para inferência de IA

  2. Anthropic e Microsoft negociam acordo de chips de IA após investimento de US$ 5 bilhões

  3. Samsung inicia produção de chips espaciais para IA da SpaceX e xAI

  4. OpenAI lança oficialmente o chip Jalapeño em parceria com Broadcom

  5. Amazon começa a vender chips Trainium e Inferentia para terceiros

  6. Anthropic inicia negociações formais com a Samsung para desenvolvimento de chip personalizado

Perguntas frequentes

Por que a Anthropic escolheu a Samsung e não a TSMC ou Intel?

A Samsung é a única entre os grandes fabricantes de memória (Samsung, SK Hynix, Micron) que também opera fundições de lógica avançada. Além disso, ela já produz chips para Tesla e SpaceX usando o processo de 2 nm com transistores de porta completa, tecnologia crítica para eficiência energética em IA. A TSMC está sob pressão geopolítica e já prioriza clientes como Apple e NVIDIA. A Intel ainda não tem escala comercial confiável em nós sub-3 nm.

O chip da Anthropic vai substituir os GPUs da NVIDIA?

Não. A Anthropic reafirmou que continuará usando chips da NVIDIA, Google e Amazon. O novo chip será especializado em inferência, tarefa mais repetitiva e previsível que treinamento, e deve ser integrado como acelerador complementar, não como substituto. O foco é reduzir custos operacionais, não eliminar fornecedores.

Qual é o risco principal dessa aposta?

Atraso no cronograma. Projetar, fabricar e validar um chip ASIC leva 12 a 18 meses. A OpenAI já entregou o Jalapeño com previsão de implantação até o final de 2026. Se a Anthropic não alinhar prazos com a Samsung, corre o risco de entrar no mercado com tecnologia desatualizada ou depender ainda mais de parceiros enquanto seus concorrentes escalonam hardware próprio.

Esse movimento afeta os desenvolvedores de aplicações com Claude?

Sim, mas de forma indireta. Um chip otimizado pode reduzir o custo por token de inferência, o que abre espaço para preços mais baixos ou novos planos de uso. Também pode melhorar latência e consistência de resposta, fatores críticos em aplicações de programação assistida e agentes autônomos. Não haverá mudança imediata na API, mas a evolução da infraestrutura impacta diretamente performance e custo operacional.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
03 de julho de 2026
Editoria
CEVIU

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