NVIDIA e Oracle vão expandir o Vera Rubin na OCI para escala de múltiplos gigawatts
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Aprofundamento
A NVIDIA e a Oracle anunciaram a expansão dos Superclusters da OCI com sistemas Vera Rubin NVL72 até a escala de múltiplos gigawatts. O texto também fala em disponibilidade geral de Vera Rubin NVL72 e de CPUs NVIDIA Vera na OCI. Cada rack conecta 72 GPUs via NVLink, e a rede multiplanar da OCI escala para centenas de milhares de GPUs. A pilha de rede combina Oracle Acceleron com Spectrum-X Ethernet, switches Spectrum-6 e DPUs BlueField-4.
Para a TI corporativa, o detalhe mais prático está nas CPUs. Agentes de IA gastam tempo em tarefas de CPU entre chamadas ao modelo, como executar ferramentas, testar código e buscar dados. Segundo a fonte, CPU lenta deixa GPU ociosa. Por isso o OCI Kubernetes Engine permite escalar CPU e GPU de forma independente, e o Acceleron oferece isolamento em hardware para código gerado por IA não confiável. A OCI também planeja o HGX Rubin NVL8: oito GPUs Rubin em servidor x86, com dois Intel Xeon 6 de 64 núcleos, 4TB de DDR5 e 6,4 Tbps de RDMA. A OpenAI treinou e serviu o GPT-6 Astra em Abilene, num Supercluster com mais de 100 mil GPUs Blackwell.
O que mudou
Em 1 de julho de 2026, o CEVIU publicou "NVIDIA Vera Rubin: o que se sabe sobre a próxima arquitetura de chips de IA", com a atualização de que a plataforma deixou de ser rumor e foi anunciada na CES 2026. Agora a Vera Rubin ganha um parceiro de nuvem concreto na Oracle, com disponibilidade geral anunciada na OCI. Em 21 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou que o Google Cloud lançaria instâncias A5X com Vera Rubin NVL72. A OCI entra, portanto, na mesma geração de hardware poucos dias depois.
Por que isso importa
Para quem opera ou contrata nuvem de IA, a leitura é que Vera Rubin deixa de ser exclusividade de um provedor e passa a ser ponto de comparação entre hyperscalers. A escala independente de CPU e GPU pesa em custo: menos capacidade parada tende a significar melhor uso do orçamento. Já o isolamento em hardware para código gerado por IA é argumento relevante para segurança e compliance em projetos com agentes. Vale cobrar preços e regiões disponíveis, que o anúncio não detalha.
Linha do tempo
CEVIU atualiza que a plataforma NVIDIA Vera Rubin, anunciada na CES 2026, não é mais rumor.
Google Cloud e NVIDIA lançam instâncias A5X com Vera Rubin NVL72.
NVIDIA e Oracle anunciam expansão do Vera Rubin na OCI para múltiplos gigawatts e Vera CPUs.
Perguntas frequentes
O que NVIDIA e Oracle anunciaram?
Planos de expandir os Superclusters da OCI com sistemas Vera Rubin NVL72 até a escala de múltiplos gigawatts. As empresas também anunciaram a disponibilidade geral de Vera Rubin NVL72 e de CPUs NVIDIA Vera na OCI. O foco é treinamento, inference e aplicações com agentes.
Por que CPUs Vera importam para agentes de IA?
Agentes executam ferramentas, rodam código e buscam dados entre as chamadas ao modelo, tarefas que dependem de CPU. Se essa etapa é lenta, as GPUs ficam esperando. A Vera combina alto desempenho single-thread com largura de banda de memória para reduzir essa ociosidade.
Dá para escalar CPU e GPU separadamente na OCI?
Sim, segundo o anúncio. O OCI Kubernetes Engine permite escalar CPU e GPU de forma independente conforme a carga. A promessa é reduzir capacidade ociosa e aproveitar melhor a infraestrutura.
O que é o HGX Rubin NVL8 planejado pela OCI?
É uma configuração com oito GPUs Rubin conectadas por NVLink em servidor x86. Traz dois Intel Xeon 6 de 64 núcleos, 4TB de DDR5 e 6,4 Tbps de RDMA. Serve para treinamento, fine-tuning e inference, mantendo compatibilidade com aplicações x86.
Fontes
- nvidianews.nvidia.comfonte original
- Categoria
- CEVIU TI
- Publicado
- 29 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU TI

