Cisco IT corta em 75% o volume de telemetria de endpoints com modelo sob medida no Splunk Observability Cloud
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A Cisco IT atacou um problema conhecido de observabilidade: coletar tudo de todos os endpoints em alta frequência custa caro, gera ruído e pesa no próprio dispositivo. O ambiente tem mais de 90 mil funcionários, com macOS, Windows e Linux, além de VPN, proxy, agentes de segurança e aplicações SaaS. Uma métrica vira muitas séries temporais (MTS) quando se somam dimensões como host, sistema operacional, disco, processo, estado e destino.
O time começou catalogando todas as métricas do Splunk OpenTelemetry Collector nos três sistemas e filtrou cada candidata por acionabilidade, utilidade, eficiência e escopo. Entre as oito estratégias, a de maior efeito numérico é a frequência: em modelagem da Cisco, um intervalo de 60 segundos pode cortar até 75% dos datapoints frente aos 10 segundos padrão do Collector. Outras frentes: monitorar só processos relevantes (Webex, Duo, Cisco Collab Host), usar perfis de frota, coleta adaptativa para dispositivos sob estresse e mover snapshots de alta cardinalidade para logs. A Cisco afirma que a redução de 75% nos dados de endpoint diminui o custo de licenciamento do Splunk Observability Cloud.
Por que isso importa
Para quem opera observabilidade em larga escala, o recado é de governança: telemetria precisa de critério de entrada, dono e limite, como qualquer investimento. Na leitura editorial, o caso sugere que renegociar licença é menos eficaz do que revisar intervalo, escopo e cardinalidade antes da ingestão. Vale lembrar que os números vêm da própria Cisco, em ambiente próprio, e o resultado depende do perfil de cada frota.
Perguntas frequentes
Como a Cisco IT reduziu 75% da telemetria de endpoints?
Ela catalogou as métricas do Splunk OpenTelemetry Collector e aplicou filtros de acionabilidade, utilidade, eficiência e escopo. Também ajustou a frequência de coleta e limitou o monitoramento de processos. Segundo a Cisco, um intervalo de 60 segundos pode cortar até 75% dos datapoints frente ao padrão de 10 segundos.
O que é cardinalidade e por que ela pesa no custo?
É o número de combinações únicas de dimensões de uma métrica, como host, processo, disco ou destino. Cada combinação gera uma série temporal (MTS). Em uma frota grande e com coleta frequente, o volume cresce rápido, e o custo junto.
Reduzir telemetria não piora o diagnóstico?
Segundo a Cisco, não. Dispositivos saudáveis rodam com coleta enxuta, e os que estão sob estresse mantêm detalhes de processo e desempenho. Os times de suporte passaram a reduzir os domínios de falha mais cedo.
Que cuidados a Cisco adotou na implantação?
Usou intervalos conservadores, limites rígidos para alvos de probe e snapshots de rota, monitoramento da saúde do Collector e ciclos de feedback com o suporte. O objetivo é evitar novos custos ou problemas de confiabilidade.
Fontes
- blogs.cisco.comfonte original
- Categoria
- CEVIU TI
- Publicado
- 30 de outubro de 2026
- Editoria
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