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Oracle quer cobrar por cada tarefa de IA, e não apenas por usuário

Oracle planeja cobrar por tarefa de IA nos aplicativos Fusion, além das assinaturas por usuário

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

Na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, no investor day da Oracle, Chris Leone, vice-presidente executivo de desenvolvimento de aplicativos, disse que a empresa vai colocar receita por uso em cima do modelo de assinatura. A lógica é direta: quanto mais trabalho a IA fizer dentro dos sistemas, mais unidades de IA o cliente consome e mais a Oracle fatura. Nas palavras dele, não é preciso adicionar licenças de usuário para gerar mais receita.

O pano de fundo é o Fusion Claw, runtime anunciado neste mês para controlar agentes de IA que automatizam processos de negócio em ERP, finanças e cadeia de suprimentos, nos aplicativos Fusion sobre a OCI. Leone afirmou que ele também vai automatizar tarefas fora do Fusion. Ou seja, o consumo cobrável pode extrapolar o perímetro dos aplicativos Oracle. A fonte não detalha preço, tabela de unidades nem data de início da cobrança.

A Oracle gastou US$ 55,7 bilhões em datacenters e infraestrutura de nuvem no ano fiscal de 2026 e planeja entre US$ 90 bilhões e US$ 95 bilhões no de 2027. Também espera levantar cerca de US$ 40 bilhões em dívida e capital em 2027 e projeta receita de US$ 225 bilhões em 2030. A cobrança por uso entra nessa conta. O co-CEO Mike Sicilia ainda defendeu usar IA para acelerar implantações e migrações de clientes on-premises para a nuvem.

O que mudou

A Oracle chega a um movimento que o CEVIU já vinha registrando em outros fornecedores. Em 30 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Microsoft Copilot Adota Precificação Híbrida com Cobrança por Uso para Recursos Avançados de IA", com assinatura por usuário cobrindo a IA cotidiana e uso medido para recursos avançados. Em 15 de maio de 2026, em "Anthropic implementa cobrança medida para agentes Claude", o tema já era a automação tratada como custo contínuo por uso. A diferença no caso Oracle é que a cobrança por uso vem somada à assinatura nos aplicativos de gestão (ERP, finanças, supply chain), não em um assistente de produtividade.

Por que isso importa

Para quem opera ERP Oracle, a leitura é que o custo deixa de ser função do número de usuários e passa a depender do volume de tarefas automatizadas. Isso dificulta a previsão orçamentária. Vale exigir antes da renovação clareza sobre a definição de unidade de IA, tetos de consumo, alertas e relatórios de uso. Também é prudente governar quais processos ganham agentes, já que cada automação vira linha de custo recorrente. O CEVIU já apontava, em 19 de junho de 2026, que CIOs precisariam reavaliar orçamentos e previsões financeiras com esse tipo de modelo.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia a migração do software da assinatura para precificação por resultados com IA.

  2. Anthropic migra agentes Claude para cobrança medida.

  3. CEVIU aborda a precificação por tokens e a virada de SaaS do assento ao consumo.

  4. Microsoft adota precificação híbrida com cobrança por uso para recursos avançados do Copilot.

  5. Oracle planeja cobrar por unidades de IA nos aplicativos Fusion, somadas às assinaturas.

Perguntas frequentes

Como a Oracle vai cobrar pela IA nos aplicativos Fusion?

A empresa vai somar cobrança por uso às assinaturas existentes. O cliente consome unidades de IA conforme tarefas automatizadas são concluídas. A fonte não informa preços nem data de início.

O que é o Fusion Claw?

É um runtime revelado pela Oracle neste mês para ajudar clientes a controlar agentes de IA que automatizam processos. Mira ERP, finanças e gestão da cadeia de suprimentos nos aplicativos Fusion na OCI. Segundo Leone, também automatizará trabalho fora do Fusion.

Por que a Oracle quer receita por uso?

Porque permite faturar mais de clientes atuais sem vender novas licenças. A empresa também banca gastos altos em datacenters, US$ 55,7 bilhões no ano fiscal de 2026 e entre US$ 90 bilhões e US$ 95 bilhões previstos para 2027, além de mais dívida.

O que a TI corporativa deve fazer diante desse modelo?

Negociar definições claras de unidade de IA, limites de consumo e transparência de medição antes de contratar. Também convém monitorar quais processos recebem agentes e projetar cenários de custo por volume de tarefas.

Fontes

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
30 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU TI

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