Daishin Securities sofre violação de dados que expôs informações de 38.490 clientes
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A Daishin Securities, corretora sul-coreana, reportou um ataque cibernético que expôs dados pessoais de 38.490 clientes: nomes, endereços de e-mail e números de celular. Não há menção a senhas, dados financeiros ou saldos entre as informações expostas. A empresa notificou os afetados, diz cooperar com as autoridades e afirma que vai compensar eventuais perdas, como exige a lei.
O caso não é isolado. Mirae Asset Global Investments e a exchange Bithumb também relataram incidentes na quarta-feira, mas nenhuma das duas confirmou roubo de dados de clientes. Cerca de um mês antes, outra onda atingiu instituições financeiras do país. Pesquisadores ligaram aquela onda de setembro a um suspeito hacker baseado na China, que teria usado uma ferramenta de teste de invasão com IA chamada Artex. A causa raiz dos ataques mais recentes ainda está sob investigação, e não há conexão estabelecida entre os incidentes na Coreia do Sul e o do Japão (GMO Internet). O regulador financeiro sul-coreano pediu mais segurança e planeja verificar dezenas de sistemas de TI do setor privado.
O que mudou
Em 29 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "Bithumb sofre invasão em sistema interno de funcionários; não há relato de perda de fundos", em que um agente externo invadiu o sistema móvel interno da exchange e informações pessoais foram roubadas. O caso da Daishin é mais um episódio da mesma sequência, agora com número fechado de afetados (38.490) e tipos de dados descritos. Já o quadro de Mirae e Bithumb segue sem confirmação de vazamento de clientes, segundo a fonte.
Por que isso importa
Para quem opera segurança em corretoras e exchanges, o recado é que o ataque cobre o setor inteiro, não só bancos. Nome, e-mail e celular parecem dados leves, mas alimentam phishing e golpes por SMS contra clientes. Vale revisar o que seus sistemas internos e de atendimento guardam e como os canais de contato são protegidos, já que as verificações do regulador sul-coreano devem se concentrar em sistemas de TI. A hipótese de ferramentas com IA por trás da onda de setembro ainda é uma linha de investigação, não conclusão sobre os casos atuais.
Linha do tempo
CEVIU noticia invasão ao sistema interno de funcionários da Bithumb, sem relato de perda de fundos.
Daishin Securities informa violação que expôs dados de 38.490 clientes.
Perguntas frequentes
Quais dados foram expostos no vazamento da Daishin Securities?
Nomes, endereços de e-mail e números de celular de 38.490 clientes. A fonte não cita senhas nem dados financeiros entre as informações expostas.
A Daishin já tomou alguma providência?
Sim. A corretora notificou os clientes afetados, coopera com as autoridades na investigação e diz que vai compensar eventuais perdas, como a lei exige.
Os ataques à Daishin, Mirae e Bithumb têm a mesma origem?
Isso ainda não está estabelecido. As autoridades investigam a causa raiz dos ataques recentes. A onda de setembro foi ligada por pesquisadores a um suspeito hacker baseado na China que usou a ferramenta de IA Artex.
O que o regulador sul-coreano está fazendo?
O regulador financeiro pediu medidas de cibersegurança mais fortes após a sequência de ataques a empresas financeiras e órgãos do governo. O país também planeja verificar a segurança de dezenas de sistemas de TI do setor privado.
Fontes
- techcrunch.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 30 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

