SearchLeak: Pesquisadores expõem falha crítica no M365 Copilot que permitia exfiltração de dados via URL maliciosa
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Aprofundamento
A SearchLeak não é um caso isolado: é o terceiro ataque de exfiltração via um clique no Copilot em menos de seis meses. Diferente do ChatGPhish (junho de 2026) ou do Copilot Cowork leak (maio de 2026), que dependiam de renderização de conteúdo externo ou de e-mails não aprovados, a SearchLeak explora diretamente o núcleo da busca empresarial, o parâmetro 'q', transformando-o em um canal de execução. A injeção P2P nesse campo, combinada com uma race condition na sanitização de HTML e um SSRF disfarçado como requisição ao Bing, cria um túnel cego: dados do Graph são empacotados na URL de uma tag , enviados para o Bing (domínio confiável), e redirecionados para um servidor do atacante. CSP e anti-phishing falham porque tudo acontece dentro do domínio microsoft.com.
O risco real está na escala de exposição: qualquer dado indexado pelo Copilot Enterprise Search, e-mails com tokens MFA, links de redefinição, anotações de reunião, arquivos do SharePoint, vira alvo com um único clique. Não há necessidade de engenharia social avançada nem de interação com anexos. Basta um link que parece legítimo. E isso se soma ao fato de que 99% das organizações têm dados sensíveis expostos ao Copilot, segundo relatório da Varonis de 2025.
O que mudou
Em maio, o Copilot Cowork permitia exfiltração via e-mails que carregavam imagens externas, um vetor mais lento e visível. Agora, a SearchLeak elimina a etapa intermediária: o dado sai direto do Graph para o servidor do atacante via Bing, sem sair do domínio microsoft.com. Também evoluiu em relação ao EchoLeak (2025): não é zero-click, mas é *um-clique-silencioso*, sem pop-ups, sem erros, sem logs óbvios no cliente. A Microsoft corrigiu o SSRF e a race condition no lado do servidor em junho, mas não alterou o modelo de indexação: o Copilot ainda acessa todo o Graph com base nas permissões do usuário, amplificando o impacto de cada nova falha.
Por que isso importa
Empresas não podem depender só de atualizações de fornecedor. A SearchLeak mostra que o problema não é só o código, é a arquitetura: ferramentas de IA corporativas estão sendo projetadas para acessar dados em escala, mas sem camadas equivalentes de controle de saída. Um único parâmetro mal validado ('q') vira porta de saída. Isso exige mudança de postura: governança de dados precisa antecipar vazamentos, não só prevenir acesso não autorizado. Monitorar consultas de busca com payloads codificados, restringir escopo de indexação do Copilot e auditar quais dados do Graph são realmente necessários para IA são medidas técnicas imediatas, não opcionais.
Linha do tempo
Relatório inicial do Reprompt contra o Copilot Personal, divulgado pela Varonis
Divulgação do EchoLeak (CVE-2025-32711), falha zero-click de vazamento no Copilot
Descoberta do GrafanaGhost, ataque de injeção em IA com SSRF e bypass de política de carregamento
Publicação da falha no Copilot Cowork que exfiltra dados via e-mails com imagens externas
Divulgação do ChatGPhish, explorando renderização de resumos no ChatGPT
Divulgação da SearchLeak (CVE-2026-42824), falha crítica de exfiltração no M365 Copilot Enterprise Search
Perguntas frequentes
A correção da Microsoft exige atualização do cliente ou configuração manual?
Não. A vulnerabilidade foi corrigida inteiramente no lado do servidor. Nenhuma ação é necessária por parte dos usuários, administradores ou TI. A Microsoft aplicou os patches no início de junho de 2026.
Essa falha afeta o Copilot Personal ou só o Enterprise Search?
Apenas o Copilot Enterprise Search. O Copilot Personal usa um mecanismo diferente de processamento de consulta e não estava sujeito à cadeia de três bugs que compõem a SearchLeak. No entanto, o Reprompt (janeiro de 2026) e o EchoLeak (2025) atingiram versões pessoais.
Como identificar tentativas de exploração da SearchLeak nos logs?
Monitore URLs de busca com parâmetros 'q' que contenham sequências codificadas (base64, URL-encoding), tags HTML (, ) ou padrões de requisição a endpoints do Bing com parâmetros suspeitos. Também verifique requisições HTTP de origem interna para domínios não autorizados em logs de proxy ou WAF.
O uso de CSP ou SSO impede esse tipo de ataque?
Não. A CSP falha porque a requisição sai do Bing (domínio confiável) e não do navegador da vítima. O SSO autentica o usuário, mas não limita o que o Copilot pode extrair do Graph, e é exatamente isso que a SearchLeak explora.
Fontes
- varonis.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 16 de junho de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação
