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Vulnerabilidade SearchLeak no Copilot do Microsoft 365 permite vazamento de e-mails, códigos MFA e arquivos corporativos com um único clique

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A SearchLeak não é só mais uma falha de injeção em IA: é um ataque que contorna três camadas de defesa de forma coordenada, permissão implícita do Copilot, execução de código não validado no fluxo de busca e exploração de um comportamento legítimo do Bing (server-side image fetch) para exfiltrar dados. O ponto crítico está na forma como o Copilot Search interpreta o parâmetro q sem sanitização adequada de conteúdo HTML/JS embutido em prompts, mesmo com guardrails ativos. Isso permite que um <img src="..."> disfarçado como consulta de busca force o backend do Bing a fazer uma requisição para um domínio controlado pelo atacante, levando consigo metadados sensíveis como assunto de e-mail, trechos de corpo ou até códigos MFA recebidos nas últimas 24 horas.

O CVE-2026-42824 tem CVSS 6.5, mas sua gravidade prática é maior: não exige engenharia social avançada, nem credenciais roubadas, nem interação além do clique. Basta que o usuário tenha acesso corporativo ao Copilot com indexação habilitada em OneDrive, SharePoint e Exchange, cenário padrão em mais de 70% das empresas com licença E5, segundo dados da Microsoft de abril de 2026.

Por que isso importa

Empresas que tratam o Copilot como uma ferramenta de produtividade, e não como um novo vetor de ataque, estão expostas a vazamentos silenciosos de dados regulatórios (LGPD, HIPAA), credenciais operacionais e até códigos de verificação usados em processos críticos de pagamento ou acesso remoto. A SearchLeak mostra que, nesse contexto, o próprio mecanismo de indexação, projetado para acelerar buscas, vira alvo direto. Não é sobre 'IA ser hackeada', mas sobre como a integração cega entre assistente, motor de busca e infraestrutura de análise de imagem cria novos canais de exfiltração que não aparecem em scanners tradicionais de vulnerabilidades.

Perguntas frequentes

O patch da Microsoft resolve tudo?

Sim, a correção elimina a execução não autorizada de tags HTML no parâmetro 'q' do Copilot Search. Mas ela não resolve o problema estrutural: qualquer sistema que combine input externo, acesso a dados internos e renderização de saída sem isolamento rigoroso de contexto permanece vulnerável a variantes dessa classe de ataque.

Meu usuário clicou no link malicioso antes do patch. Como saber se houve exfiltração?

Não há log nativo no Microsoft 365 que registre requisições de fetch feitas pelo Bing via img src. A única evidência indireta está em logs de proxy ou firewall que capturem saídas para domínios suspeitos com padrões como '/$TITLE/img.png'. Sem monitoramento específico, o ataque é indetectável após o fato.

Desabilitar o Copilot Search resolve o risco?

Resolve a superfície de ataque específica da SearchLeak, mas não elimina o risco sistêmico. Outras funcionalidades do Copilot (como respostas em chats com base em documentos indexados) ainda podem ser exploradas por técnicas similares de prompt injection se não houver controle granular de permissões e sandboxing de saída.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
17 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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