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Organizações americanas sob ataque: campanha de device code phishing Skyw4lker é exposta

Campanha Skyw4lker usa device code phishing contra organizações dos EUA

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A campanha Skyw4lker, analisada pela ANY.RUN, mira organizações de manufatura, tecnologia e saúde nos EUA. A vítima recebe um documento protegido por senha, apresentado como contrato ou proposta de serviço. Dele, é levada a uma página em sites.google.com e, dali, a um fluxo de autenticação da Microsoft. O atacante não precisa clonar a tela de login: a autenticação é legítima. O engano está em fazer a vítima concluir uma autorização iniciada pelo criminoso. Feito isso, ele obtém os tokens do Microsoft 365.

Por isso, a telemetria de identidade sozinha ajuda pouco. A organização vê um evento de autenticação válido, sem o contexto malicioso por trás. A ANY.RUN identificou JavaScript ofuscado e um backend em PHP que cria uma sessão para a vítima, coleta endereço IP e geolocalização e consulta o servidor repetidamente até a autenticação terminar. Segundo a análise, a inspeção estática do documento pode revelar a URL inicial, mas não explica o comportamento depois da interação. Cruzar documento, navegação web, fluxo de autenticação e infraestrutura é o que fecha o quadro.

O que mudou

A técnica não é nova na cobertura do CEVIU. Em 12 de março de 2026, o CEVIU noticiou a "Descoberta de Nova Campanha de Phishing por Código de Dispositivo", com páginas em Cloudflare Workers imitando o Adobe Acrobat Sign. Em 27 de março de 2026, em "Phishing com Código de Dispositivo Afeta 340+ Organizações usando Microsoft 365, MFA Bypass por Abuso de Token", o foco era a captura de tokens que contorna a MFA. Em 9 de abril de 2026, a matéria sobre o toolkit EvilToken mostrou nós de polling em Railway.com.

Em 14 de julho de 2026, o CEVIU publicou "Ataque de Phishing Abusa do Fluxo de Código de Dispositivo Microsoft com Redirecionamentos Legítimos", que já citava PDFs protegidos por senha. A Skyw4lker segue esse padrão, com a isca de contrato protegido por senha. O que muda são a hospedagem no Google Sites e o recorte de setores nos EUA, além do backend PHP com polling descrito agora.

Por que isso importa

Para quem opera segurança em ambientes Microsoft 365, o recado é que MFA ativa não encerra o risco de device code phishing. A leitura editorial é que vale caçar autenticações por código de dispositivo fora do esperado e correlacioná-las com acessos a documentos e páginas suspeitas. Hospedagem em domínio de reputação alta, como o Google Sites, tende a dificultar bloqueios simples por domínio.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia campanha de phishing por código de dispositivo com páginas em Cloudflare Workers imitando Adobe Acrobat Sign.

  2. Campanha de device code phishing afeta mais de 340 organizações com Microsoft 365.

  3. Campanha em larga escala abusa do fluxo de código de dispositivo da Microsoft para capturar tokens.

  4. Microsoft Defender rastreia campanha ligada ao toolkit EvilToken.

  5. Ataque usa PDFs protegidos por senha e redirecionamentos legítimos no fluxo de código de dispositivo.

  6. CEVIU noticia novo phishing de código de dispositivo no Microsoft 365 que ignora MFA.

  7. ANY.RUN detalha a campanha Skyw4lker contra organizações dos EUA.

Perguntas frequentes

O que é device code phishing?

É uma técnica em que o atacante inicia um fluxo legítimo de autorização de dispositivo e convence a vítima a concluí-lo. Em vez de roubar a senha, ele obtém os tokens de autenticação resultantes. Esses tokens dão acesso aos recursos da conta comprometida.

Quem a campanha Skyw4lker está atacando?

Segundo a ANY.RUN, o foco principal são organizações dos EUA nos setores de manufatura, tecnologia e saúde. As vítimas recebem contratos ou propostas protegidos por senha.

Como a Skyw4lker entrega o golpe?

O documento leva a uma página hospedada em sites.google.com e depois a um fluxo de autenticação da Microsoft. Ao concluir a autorização iniciada pelo atacante, a vítima entrega tokens do Microsoft 365. Um backend em PHP rastreia a sessão e verifica se a autenticação terminou.

Por que a análise estática não basta?

A inspeção do documento pode mostrar a URL inicial, mas não o que acontece depois. O comportamento malicioso aparece na combinação de navegador, JavaScript, comunicação com o backend, redirecionamentos e autenticação. Por isso a ANY.RUN defende a análise comportamental.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
29 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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