INTERPOL desarticula esquema global de fraude cibernética em Operação Jackal IV
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A Operação Jackal IV, coordenada pela INTERPOL, é a mais recente iniciativa em uma série de esforços globais contra fraudes cibernéticas. O foco desta vez recaiu sobre grupos criminosos da África Ocidental, com a particularidade de ter desmantelado uma complexa rede de 'crime-as-a-service' (CaaS). Esse modelo de negócio criminoso, que fornece infraestrutura e suporte para a lavagem de dinheiro, é um vetor crescente para fraudes de investimento e golpes de romance, facilitando que mais criminosos executem ataques sem a necessidade de grande conhecimento técnico.
As investigações expuseram uma rede que movimentou cerca de 143 milhões de euros em fraudes, principalmente através de falsas ofertas de investimento. Este é um valor substancial, similar, por exemplo, aos mais de 140 milhões de euros desarticulados pela polícia espanhola em uma megaoperação no dia 17 de julho de 2026, conforme noticiado pelo CEVIU News. A Operação Jackal IV reitera a necessidade de cooperação internacional, mobilizando 22 países para combater a criminalidade organizada que usa a internet para operar globalmente.
O que mudou
A Operação Jackal IV representa a quarta fase de uma campanha contínua da INTERPOL, iniciada em setembro de 2022. Cada iteração tem demonstrado a escalada e a adaptação das táticas criminosas. Enquanto a Jackal I (setembro de 2022) registrou 75 prisões e Jackal II (maio de 2023) identificou 1.110 suspeitos, a Jackal III (abril a julho de 2024) já alcançava 300 prisões e identificava 400 suspeitos. A atual Jackal IV, que ocorreu entre novembro de 2025 e junho de 2026, eleva o patamar ao focar intensamente no modelo CaaS, desvendando uma rede de 196 indivíduos dedicados a fornecer domínios e serviços de lavagem de dinheiro. Isso mostra uma evolução tática na mira da INTERPOL, que passa a mirar os facilitadores de crime para desmantelar redes completas.
Por que isso importa
Esta operação é um marco crucial na guerra contra o cibercrime. O desmantelamento de redes de 'crime-as-a-service' impacta diretamente a capacidade de grupos criminosos de escalar suas operações, pois corta uma fonte vital de infraestrutura e serviços especializados. Para empresas e indivíduos, significa uma redução no volume de golpes sofisticados, especialmente os de investimento e romance, que causam perdas financeiras devastadoras. A ação demonstra a eficácia da colaboração entre países para rastrear fluxos financeiros ilícitos e desarticular a estrutura econômica por trás do crime organizado, tornando o ambiente digital mais seguro.
Linha do tempo
Início da Operação Jackal I, com 75 prisões
Operação Jackal II resulta em 103 prisões e 1.110 suspeitos identificados
Início da Operação Jackal III, com 300 prisões e 400 suspeitos identificados
Início da Operação Jackal IV, focada em grupos da África Ocidental
Término da Operação Jackal IV
INTERPOL anuncia resultados da Operação Jackal IV, com 58 prisões e €143 milhões em fraudes desarticuladas
Perguntas frequentes
O que significa 'crime-as-a-service' (CaaS) no contexto da Operação Jackal IV?
Crime-as-a-service é um modelo de negócio criminoso onde serviços ilegais, como hospedagem de domínios para phishing, suporte para lavagem de dinheiro ou ferramentas de ransomware, são oferecidos a outros criminosos. Isso democratiza o acesso a técnicas de ataque, permitindo que indivíduos com menos conhecimento técnico executem golpes sofisticados, como as fraudes de investimento e romance combatidas pela Operação Jackal IV.
Quais tipos de fraudes financeiras são combatidas pela Operação Jackal IV?
A Operação Jackal IV mirou principalmente fraudes de investimento, onde vítimas são enganadas com promessas de altos retornos. Também abordou golpes de romance, onde criminosos criam perfis falsos para manipular vítimas emocionalmente e obter dinheiro. Outra tática comum desses grupos é o comprometimento de e-mail corporativo (BEC), visando empresas com fraudes de faturamento ou transferências indevidas.
Qual o impacto financeiro das fraudes desarticuladas pela Operação Jackal IV?
As investigações da Operação Jackal IV revelaram que as redes criminosas eram responsáveis por fraudes estimadas em 143 milhões de euros. Esse valor inclui dinheiro desviado de diversas vítimas globalmente, principalmente através de esquemas de investimento falsos. A ação da INTERPOL buscou não apenas prender os responsáveis, mas também bloquear contas e confiscar bens para recuperar parte desses valores ilicitamente obtidos.
Por que a INTERPOL foca em grupos criminosos da África Ocidental nesta operação?
Grupos criminosos da África Ocidental, como os associados à 'Black Axe', são identificados pela INTERPOL como responsáveis por uma parcela significativa das fraudes financeiras habilitadas por meios cibernéticos globalmente. Eles são conhecidos por sua sofisticação em aplicar golpes de romance, criptomoeda e investimento, além de comprometimento de e-mail corporativo. A Operação Jackal IV visa desmantelar essas redes que operam com alcance transnacional.
Fontes
- thehackernews.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 27 de agosto de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

