Operação global desmantela infraestrutura dos malwares Amadey e StealC e recupera 27 milhões de credenciais roubadas
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As famílias de malware Amadey e StealC, alvos de uma operação global de desmantelamento, representam o cerne do ecossistema de ciberataques modernos. O Amadey, ativo desde 2018, atua como um loader MaaS (Malware-as-a-Service), focado em garantir o acesso inicial a sistemas e entregar payloads maliciosos secundários. Seu modelo de negócio, que cobrava cerca de US$ 600 por licença com taxas adicionais por recompilação, incentivava a rotação constante de infraestrutura para evadir detecção. Já o StealC, que surgiu em 2023, é um infostealer mais direcionado, vendido por assinatura mensal de US$ 300 ou US$ 1.000 por seis meses, permitindo geração ilimitada de builds. Ele se especializa em extrair credenciais de navegadores, carteiras de criptomoedas, dados de aplicativos como Discord e Telegram, e até mesmo arquivos com nomes específicos definidos pelo operador.
A interligação entre essas ameaças é crítica. O StealC, por exemplo, frequentemente utilizava o Amadey como vetor de infecção inicial. A descoberta pela Microsoft de que ambos compartilhavam infraestrutura permitiu que a ação legal, amparada pelo RICO Act nos EUA, tratasse as duas famílias como uma única conspiração criminosa. Essa unificação foi essencial para mapear e desmantelar centenas de servidores de Comando e Controle (C2) que sustentavam as operações dessas quadrilhas.
O que mudou
A notícia atual destaca um marco significativo na luta contra o cibercrime: a ação coordenada que desmantelou simultaneamente as infraestruturas das famílias de malware Amadey e StealC. O artigo-fonte, de The Hacker News, já detalhava a operação e o modelo MaaS de ambas as ameaças. A novidade reside na escala da operação conjunta que envolveu diversas agências internacionais e empresas de segurança, resultando na neutralização de um grande número de servidores C2 e na recuperação de milhões de credenciais e ativos financeiros. Essa ação reforça a estratégia de atacar o ecossistema de ciberataques em larga escala, visando as 'linhas de montagem' que permitem a proliferação de ransomware e fraudes.
Por que isso importa
O desmantelamento das redes Amadey e StealC representa um golpe contundente contra a economia do cibercrime. Ao desarticular a infraestrutura que possibilita a distribuição e o roubo de dados em massa, a operação dificulta a ação de criminosos que operam sob o modelo 'as-a-service', reduzindo a barreira de entrada para ataques e a escala de incidentes. A recuperação de 27 milhões de credenciais roubadas e o bloqueio de US$ 47 milhões em criptomoedas demonstram o impacto financeiro direto sobre as quadrilhas e enviam um recado claro sobre a eficácia da colaboração internacional e o uso de inteligência artificial na análise de ameaças cibernéticas.
Linha do tempo
Amadey ativo desde outubro de 2018.
StealC surge no cenário de ameaças.
Início da operação global que desmantelou Amadey e StealC.
Anúncio do desmantelamento da infraestrutura de Amadey e StealC.
Perguntas frequentes
O que são Amadey e StealC?
Amadey e StealC são famílias de malware. O Amadey funciona como um 'loader' que entrega outros malwares, enquanto o StealC é um 'infostealer' focado em roubar dados sensíveis de computadores infectados.
Qual a relação entre Amadey e StealC?
Esses malwares frequentemente operam em conjunto. O Amadey pode ser usado para infectar um sistema e, em seguida, implantar o StealC, que realiza o roubo de informações. Eles também compartilhavam infraestrutura, o que permitiu uma ação coordenada de desmantelamento.
Quais foram os resultados da operação que desmantelou Amadey e StealC?
A operação resultou na apreensão de centenas de servidores e domínios, na recuperação de 27 milhões de credenciais roubadas e no bloqueio de cerca de US$ 47 milhões em criptomoedas. O controle sobre milhares de computadores infectados também foi cortado.
Como Amadey e StealC eram distribuídos?
Eles eram comercializados como Malware-as-a-Service (MaaS). A distribuição ocorria por meio de diversos vetores, incluindo outros loaders de malware, campanhas de phishing e, em alguns casos, através de exploração de vulnerabilidades em painéis de controle.
Fontes
- thehackernews.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 26 de junho de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

