Operação Internacional Desmantela Plataforma de Phishing Kratos e Prende Desenvolvedor
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A desarticulação da plataforma Kratos, um dos mais perigosos kits de phishing-as-a-service (PhaaS) disponíveis, representa um golpe crucial contra o cibercrime. Operando como um serviço completo, o Kratos permitia que cibercriminosos, mesmo sem grande conhecimento técnico, lançassem campanhas sofisticadas para roubar credenciais do Microsoft 365 e contornar a autenticação multifator (MFA). A plataforma era capaz de gerar cerca de 15 mil campanhas de phishing por mês, atingindo centenas de milhares de vítimas em mais de 30 países. Seu modelo de negócio gerou mais de €300.000 desde 2024, evidenciando a lucratividade e o alcance dessas operações.
A operação conjunta, liderada por autoridades alemãs com apoio dos EUA e da Indonésia, desativou mais de 200 servidores e levou à prisão do suposto desenvolvedor do Kratos. Este modelo PhaaS é uma das maiores ameaças atuais, democratizando o ataque cibernético e tornando a defesa mais complexa. O foco em credenciais do Microsoft 365 é estratégico, pois dá acesso a diversos serviços corporativos, permitindo a escalada de ataques mais graves como roubo de dados, fraude financeira e implantação de ransomware.
O que mudou
Uma revelação importante da operação Kratos é a complexa identidade do serviço, conhecido no mercado por outros nomes. Análises de segurança indicam que a plataforma operava também como SneakyLog e Sneaky 2FA, gerando confusão sobre sua origem e histórico. Enquanto a Microsoft apontava a entrada do SneakyLog no mercado no início de 2025, outras fontes sugeriam que o Kratos surgiu apenas em janeiro de 2026. Essa multiplicidade de nomes e a evolução do kit de phishing a partir de trojans e infostealers anteriores mostram como grupos criminosos tentam obscurecer suas operações para evitar a detecção e o desmantelamento pelas autoridades.
Por que isso importa
Esta operação é um recado claro ao ecossistema do cibercrime. Ela demonstra a crescente eficácia da cooperação internacional para desmantelar infraestruturas complexas de phishing, mesmo aquelas que operam em escala global e são altamente lucrativas. Para empresas e organizações, o desmantelamento do Kratos reduz uma ameaça imediata de roubo de credenciais e bypass de MFA. No entanto, o surgimento contínuo de novas plataformas PhaaS exige que as defesas sejam aprimoradas constantemente, com foco em educação de usuários, implementação de MFA forte (como chaves de segurança físicas) e monitoramento proativo de ameaças.
Linha do tempo
Operação internacional desmantela a plataforma de <i>phishing</i> Tycoon 2FA.
Interpol derruba a plataforma de <i>phishing-as-a-service</i> Sniper Dz.
FBI e Google desmantelam a plataforma chinesa de <i>phishing-as-a-service</i> Outsider Enterprise.
Autoridades desativam a plataforma de <i>phishing-as-a-service</i> Kratos e prendem seu desenvolvedor.
Perguntas frequentes
O que é um kit Kratos e como ele operava?
O Kratos era um kit de phishing-as-a-service (PhaaS) que fornecia toda a infraestrutura para cibercriminosos executarem campanhas de phishing. Ele oferecia páginas falsas convincentes com temas da Microsoft, permitindo o roubo de credenciais, incluindo senhas e cookies de sessão para contornar a autenticação multifator (MFA).
Qual foi o impacto financeiro e geográfico do Kratos?
O Kratos era amplamente utilizado, com mais de 1.800 empresas criminosas usando o serviço. A plataforma gerou mais de €300.000 em lucros desde 2024. Suas campanhas de phishing afetaram centenas de milhares de vítimas em mais de 30 países, principalmente nos EUA e na Europa, com foco em setores como manufatura, varejo e saúde.
Como a plataforma Kratos conseguia contornar a autenticação multifator (MFA)?
O Kratos utilizava técnicas de phishing de sessão ou adversary-in-the-middle (AiTM), que permitem capturar as credenciais e os tokens de sessão durante o processo de login. Dessa forma, os atacantes podiam reutilizar essas informações para acessar as contas das vítimas mesmo com o MFA ativado, sem a necessidade de roubar o segundo fator de autenticação diretamente.
Quais medidas as organizações podem adotar para se proteger de ataques como os do Kratos?
Organizações devem implementar autenticação multifator resistente a phishing, como chaves de segurança físicas (FIDO2/WebAuthn), e investir em treinamentos regulares de conscientização sobre phishing para seus funcionários. Além disso, é crucial ter sistemas de monitoramento que detectem atividades anômalas em contas e aplicar políticas de segurança de email robustas.
Fontes
- theregister.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 22 de julho de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

