Mercari projeta cortar mais de 50% dos custos ao trocar VDI por Chrome Enterprise Premium
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O caso da Mercari parte de um problema conhecido em ambientes com muitos parceiros terceirizados: o atendimento ao cliente lida diariamente com PII, e o acesso vinha de dispositivos legados roteados por VDI. Segundo Yu Susaki, Manager of Enterprise Security, isso gerava atrito operacional, experiência ruim para o usuário, mais trabalho para a TI e a obrigação de manter controles de DLP sobrepostos, um no VDI e outro no ambiente local, para evitar transferência de dados entre os dois.
A decisão foi tirar o isolamento do nível do sistema operacional e levar o controle de dados para a camada do navegador, com Chrome Enterprise Premium e Chromebooks no ambiente de parceiros. As regras de DLP impedem colar texto ou enviar arquivos para destinos fora das ferramentas de negócio aprovadas, o que cobre vazamento e também o uso de ferramentas de IA não autorizadas. Com zero-touch enrollment, a TI não configura mais cada dispositivo à mão. A empresa projeta redução de custos acima de 50% em três anos (dispositivos, operação do VDI e licenças de segurança), ao consolidar agentes como DLP legado, MDM e EDR. Trata-se de projeção da própria Mercari, não de resultado medido. Como próximo passo, políticas do navegador liberam uso somente leitura do Gemini no Chrome, com vistas a agentic browsers em ambiente controlado.
Por que isso importa
Para quem opera segurança em ambientes com muitos terceiros, o caso sugere uma alternativa ao VDI: controlar o dado na ação do usuário (colar, enviar arquivo) em vez de isolar o sistema inteiro. Isso reduz camadas de DLP para manter, mas concentra a confiança no navegador e em suas políticas. Vale validar os números da projeção contra o seu próprio ambiente antes de tomar a história como referência de economia.
Perguntas frequentes
Por que a Mercari trocou o VDI pelo Chrome Enterprise Premium?
O VDI com dispositivos legados gerava atrito operacional, má experiência do usuário e mais trabalho para a TI. Também exigia DLP sobreposto no VDI e no ambiente local. A empresa passou a controlar os dados na camada do navegador.
Que regras de DLP a Mercari configurou?
A equipe restringiu colar e enviar arquivos para destinos fora das ferramentas de negócio aprovadas. O objetivo é evitar vazamento de dados sensíveis e o uso de ferramentas de IA não autorizadas.
A economia de mais de 50% já aconteceu?
Não. É uma projeção para três anos, feita pela própria Mercari. Ela considera custos de dispositivos, operação do VDI e licenças de segurança, com a consolidação de agentes como DLP legado, MDM e EDR.
Como a Mercari pretende usar IA no navegador?
Por políticas do navegador, a empresa habilitou uso seguro e somente leitura do Gemini no Chrome. Os funcionários usam contexto de várias páginas e painel lateral sem copiar e colar. A ideia é avançar depois para agentic browsers, sempre em ambiente controlado.
Fontes
- cloud.google.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 04 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

