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Jornadas em cibersegurança, parte 3: o trabalho por trás do trabalho na AWS

Jornadas em cibersegurança, parte 3: o trabalho por trás do trabalho na AWS

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A terceira parte da série da AWS com 11 profissionais de segurança troca a imagem de filme de hacker pelo trabalho de bastidor. Brandon Caldwell, gerente de Security Engineering, atua em application security: revisa software durante o desenvolvimento para que as falhas não cheguem à produção. Na prática, isso é conversa. Ele pede que quem construiu o produto explique como funciona e pergunta até entender onde pode quebrar. Segundo ele, o emprego é pelo menos 50% lidar com pessoas, e a parte mais difícil é dar más notícias a quem criou o sistema sem desmotivar o time.

Brandon também defende que escrever bem é diferencial: findings, advisories e políticas precisam ser claros e utilizáveis. Ele começou quebrando coisas (editava o Doom em hexadecimal para ter munição infinita), aprendeu reverse engineering sozinho e passou por TI e resposta a incidentes na Microsoft. Ao ver SQL injection e cross-site scripting se repetirem, decidiu ajudar os times a evitar a invasão em vez de executá-la. Ao contratar, olha certificações por último e prefere resultados em capture-the-flag e projetos públicos no GitHub.

Por que isso importa

Para quem opera AppSec ou lidera times de segurança, o relato lembra que o gargalo de muitas correções não é técnico. É a forma como o achado chega ao desenvolvedor. Um finding bem escrito e entregue com empatia tende a ser corrigido mais rápido, e isso vale tanto para contratar quanto para treinar o time.

Perguntas frequentes

O que faz um engenheiro de application security?

Segundo o relato de Brandon Caldwell, ele revisa software enquanto está sendo construído, para que as falhas não cheguem à produção. Isso envolve conversar com quem desenvolveu o produto e fazer perguntas até entender onde ele pode quebrar. Também inclui documentar achados de forma clara para que as equipes possam agir.

Que habilidades Brandon Caldwell valoriza em AppSec?

Empatia e comunicação ficam no topo, porque o time precisa dar notícias que os builders não querem ouvir. Escrever com clareza também pesa, já que findings, advisories e políticas precisam ser utilizáveis. Na contratação, ele prefere resultados de capture-the-flag e projetos públicos no GitHub a certificações.

Por que Brandon saiu do lado ofensivo?

Ele viu os mesmos erros se repetirem, como SQL injection e cross-site scripting. Concluiu que preferia ajudar as equipes a evitar a invasão a executá-la. Hoje diz que application security é seu lugar natural.

Quantas partes tem a série e o que cada uma abordou?

A série tem quatro partes. A Parte 1 mostrou como três dos profissionais entraram na área, e a Parte 2 tratou de funções que a maioria desconhece. Esta Parte 3 foca no dia a dia real, e a Parte 4 fecha com conselhos para quem está começando.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
27 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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