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Falha no gerador de números aleatórios da carteira COLDCARD possivelmente ligada a roubo de US$ 88 milhões em Bitcoin

Falha Crítica em Gerador de Números Aleatórios de Carteira COLDCARD Leva a Roubo Milionário de Bitcoin

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A falha crítica descoberta nas carteiras de hardware COLDCARD não é um incidente isolado, mas um alerta severo sobre a complexidade da segurança cripto. A raiz do problema reside em um erro de integração. Em vez de usar o gerador de números aleatórios de hardware STM32, projetado para segurança, o firmware dos modelos Mk2 a Mk5 e Q caiu em um fallback inseguro: o gerador determinístico Yasmarang, do MicroPython. Isso significa que as "chaves aleatórias" geradas não eram de fato imprevisíveis, abrindo caminho para ataques de força bruta offline.

A previsibilidade do Yasmarang permitiu que atacantes reconstruíssem seeds e chaves privadas, esvaziando milhares de carteiras. Este cenário remete a outras vulnerabilidades já abordadas pelo CEVIU News, como a "Ill Bloom", que em 11 de julho de 2026 explorou um gerador de números pseudorrandômicos inseguro para desviar milhões em criptomoedas. Também lembra a falha no aplicativo Ledger da Zilliqa, noticiada em 23 de julho de 2026, onde a geração fraca de nonces efêmeros expôs chaves privadas. Ambos os casos reforçam um ponto crucial: a aleatoriedade criptográfica é um pilar da segurança e qualquer desvio, por menor que seja, pode ter consequências catastróficas.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU News, em 3 de agosto de 2026, já alertava para uma vulnerabilidade nas carteiras Coldcard, reportando uma perda inicial de aproximadamente US$ 70 milhões em Bitcoin. A notícia atual aprofunda o problema e atualiza o impacto. Agora, sabemos que o valor total roubado subiu para cerca de US$ 88,6 milhões e, mais importante, temos os detalhes técnicos precisos da falha: a substituição do gerador de números aleatórios de hardware STM32 pelo inseguro Yasmarang. A evolução aqui é clara: de um relato inicial de um problema e sua primeira estimativa de impacto para uma compreensão mais completa da causa raiz e a dimensão total do prejuízo.

Por que isso importa

Este incidente é um lembrete severo de que a segurança de um hardware wallet, por mais "air-gapped" ou robusta que pareça, é tão forte quanto seu elo mais fraco. Uma falha no gerador de números aleatórios (RNG) derruba todo o castelo de criptografia. Para usuários, a lição é a necessidade de cautela extrema: sempre verificar a fonte da aleatoriedade e seguir rigorosamente as orientações de segurança dos fabricantes, especialmente em migrações de fundos. Para desenvolvedores e fabricantes, o caso COLDCARD ressalta a importância de auditorias de código exaustivas e da validação de cada camada de segurança, garantindo que componentes críticos como RNGs funcionem como esperado, sem fallbacks indesejados.

Linha do tempo

  1. Coinkite divulga publicamente a falha e Galaxy Research identifica primeira onda de roubos.

  2. Galaxy Research identifica segunda e terceira ondas de roubos, elevando o total.

  3. CEVIU News reporta a vulnerabilidade em carteiras Coldcard e perdas iniciais de US$ 70 milhões.

  4. Notícia atualiza valor roubado para US$ 88,6 milhões e detalha a falha no gerador de números aleatórios.

Perguntas frequentes

O que é um gerador de números aleatórios (RNG) e por que ele é crucial para carteiras de criptomoedas?

Um RNG é um componente que produz sequências de números sem um padrão detectável. Para carteiras de criptomoedas, ele é vital para gerar as chaves privadas e as seeds de forma imprevisível. Se o RNG for comprometido, como no caso da COLDCARD, as chaves podem ser adivinhadas, permitindo que invasores roubem os fundos.

Como a falha específica da COLDCARD permitiu o roubo de Bitcoin?

A falha ocorreu porque o firmware da COLDCARD, em vez de usar seu RNG de hardware seguro (STM32), utilizou um gerador de software determinístico chamado Yasmarang. Este gerador, baseado no ID do microcontrolador e no tempo do sistema, não é criptograficamente seguro. Isso possibilitou que atacantes gerassem possíveis seeds offline, identificassem endereços de Bitcoin correspondentes e, assim, acessassem as chaves privadas para drenar as carteiras.

Quais modelos da COLDCARD e versões de firmware foram afetados por esta vulnerabilidade?

As versões afetadas incluem os firmwares 4.0.1 a 4.1.9 para Mk2 e Mk3, versões anteriores à 5.6.0 (padrão) ou 6.6.0X (Edge) para Mk4 e Mk5, e versões anteriores à 1.5.0Q (padrão) ou 6.6.0QX (Edge) para dispositivos Q. É crucial que usuários com essas versões façam a migração de seus fundos para uma nova seed gerada com o firmware corrigido.

O que os usuários da COLDCARD devem fazer para proteger seus Bitcoins após esta descoberta?

Os usuários afetados devem primeiro verificar seus backups existentes. Em seguida, precisam instalar o novo firmware (versões 4.2.0 ou posterior para Mk2/Mk3, 5.6.0 ou posterior para Mk4/Mk5, 1.5.0Q ou posterior para Q, ou Edge 6.6.0X/6.6.0QX). Após a atualização, devem gerar e registrar uma nova seed segura, verificar o novo endereço da carteira no dispositivo, enviar uma pequena transação de teste e, finalmente, mover todos os fundos restantes para a nova carteira. É importante manter o backup antigo até que a migração esteja completa e confirmada.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
04 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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