Hacker da Coldcard movimenta milhões de Bitcoin roubados e especialistas alertam para nova onda de ataques
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O hacker por trás da exploração da Coldcard, que desde julho de 2026 vem drenando Bitcoins de carteiras de hardware, intensificou suas atividades. As análises da Galaxy Research confirmam que 45% dos Bitcoins subtraídos na 'Wave 3' foram movimentados. O invasor usou o protocolo THORChain para converter parte dos fundos para Ethereum e, em seguida, ofuscou as transações de Bitcoin remanescentes com CoinJoin, dispersando aproximadamente US$ 7,8 milhões em BTC.
A vulnerabilidade explora um bug no firmware da Coldcard de 2021, que comprometia a aleatoriedade na geração das seeds das carteiras. Esse defeito permitia que atacantes usassem força bruta para descobrir as frases semente e esvaziar endereços de assinatura única sem ter acesso físico ao dispositivo. Apesar das movimentações recentes, a maior parte dos Bitcoins roubados, cerca de 1.806 BTC, equivalentes a US$ 143,9 milhões, ainda está sob o controle do atacante, gerando alerta para uma possível 'Wave 4' de liquidações.
O que mudou
Desde as primeiras reportagens do CEVIU News sobre o ataque à Coldcard, houve uma evolução clara na compreensão da escala e nas táticas do invasor. Inicialmente, em 3 e 4 de agosto de 2026, noticiamos a descoberta da falha na geração de seeds e estimativas de perdas em torno de US$ 70 milhões a US$ 88,6 milhões, com 1.367 Bitcoins roubados. Agora, a estimativa de Bitcoins desviados subiu para 1.806 BTC, totalizando US$ 143,9 milhões, após a identificação de um 'vault' previamente desconhecido.
O foco mudou da mera identificação da vulnerabilidade para o rastreamento ativo dos fundos. Os relatórios mais recentes detalham as estratégias de lavagem do hacker, como a conversão para ETH via THORChain e o uso de CoinJoin para ofuscar transações. Isso mostra que o atacante não apenas continua ativo, mas também está empregando métodos sofisticados para encobrir suas pegadas, indicando uma fase mais madura da exploração.
Por que isso importa
Este incidente com a Coldcard reforça a importância crítica da entropia e dos geradores de números aleatórios em sistemas de segurança, especialmente em carteiras de hardware. Um erro de software, mesmo que antigo, pode ter consequências milionárias anos depois. A persistência e sofisticação do atacante ao lavar os fundos, utilizando protocolos como THORChain e CoinJoin, servem como um lembrete vívido sobre a resiliência e a capacidade de adaptação de cibercriminosos no espaço cripto.
Para a indústria, é um alerta contínuo sobre a necessidade de auditorias rigorosas e de constante vigilância. Para os usuários, sublinha a importância de verificar a integridade do firmware de seus dispositivos e de manter suas carteiras atualizadas. A ameaça de uma 'Wave 4' ressalta que o impacto de uma vulnerabilidade pode se estender por um longo período, exigindo atenção contínua da comunidade e das empresas.
Linha do tempo
Início das explorações de carteiras Coldcard, aproveitando bug de firmware de 2021.
CEVIU News reporta vulnerabilidade em carteiras Coldcard, com perdas estimadas em US$ 70 milhões.
CEVIU News detalha falha crítica em gerador de números aleatórios da Coldcard, com roubo de 1.367 BTC (US$ 88,6 milhões).
CEVIU News destaca pico de atividade do Bitcoin on-chain em meio a escalada de ataques à Coldcard.
Hacker da Coldcard movimenta 45% dos Bitcoins da 'Wave 3' e total roubado sobe para 1.806 BTC (US$ 143,9 milhões).
Perguntas frequentes
O que é a Coldcard e qual a vulnerabilidade explorada?
A Coldcard é uma carteira de hardware para Bitcoin, projetada para segurança máxima. A vulnerabilidade explorada é um bug no firmware de 2021 que afetava a aleatoriedade na geração de frases semente (seeds). Isso permitiu que o atacante usasse força bruta para adivinhar as seeds e acessar os fundos.
Quantos Bitcoins foram roubados e qual o valor total?
Inicialmente, foram identificados cerca de 1.367 Bitcoins. Com a descoberta de um 'vault' adicional, o total de Bitcoins roubados subiu para 1.806 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 143,9 milhões na cotação atual. Desse total, cerca de 82% ainda estão sob controle do atacante.
Como o atacante está movimentando os fundos roubados?
O atacante está movimentando os fundos em etapas, sendo a 'Wave 3' a mais recente. Ele converteu parte dos Bitcoins para Ethereum usando o protocolo THORChain e utilizou transações CoinJoin para ofuscar o rastro do BTC, dispersando cerca de US$ 7,8 milhões. Essas táticas visam dificultar o rastreamento e a recuperação dos ativos.
O que significa a menção a uma possível 'Wave 4'?
A 'Wave 4' se refere à expectativa de novas movimentações e liquidações de Bitcoins roubados pelo atacante. Como a maior parte dos fundos ainda está sob seu controle, especialistas da Galaxy Research alertam para a probabilidade de que mais ativos sejam dispersos ou convertidos, seguindo o padrão de ações anteriores do invasor.
Fontes
- theblock.cofonte original
- Categoria
- CEVIU Cripto
- Publicado
- 08 de setembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Cripto

