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CEO de empresa de recuperação de ransomware é acusado de pagar resgates secretamente

CEO de Empresa de Resgate de Ransomware Acusado de Pagamento Secreto a Hackers

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A acusação contra Zohar Pinhasi, CEO da MonsterCloud, expõe um grave problema ético no mercado de recuperação de dados pós-ataques de ransomware. A empresa, que prometia soluções proprietárias de descriptografia, é acusada de negociar e pagar resgates diretamente aos cibercriminosos, disfarçando a operação e cobrando valores muito acima do que foi repassado. Em um dos casos, um pagamento de US$ 8.200 a hackers virou uma conta de US$ 150.000 para a vítima, uma margem de lucro abusiva que re-vitimiza as empresas já fragilizadas.

Este padrão de comportamento não é isolado. Em 14 de julho de 2026, o CEVIU News noticiou a condenação de Angelo Martino, ex-negociador de ransomware, por colaborar com o grupo BlackCat. Ambos os casos levantam um alerta sobre a necessidade de diligência extrema na contratação de serviços de resposta a incidentes, reforçando que o mercado, por vezes, opera em uma zona cinzenta perigosa, onde a linha entre a recuperação legítima e a colaboração com o crime cibernético se torna tênue.

O que mudou

O que era uma suspeita jornalística agora é uma acusação formal. Em 2019, uma investigação do ProPublica já levantava preocupações sobre a MonsterCloud, indicando que a empresa pagava resgates em segredo. Pinhasi, na época, negava as acusações e descrevia seus métodos como “segredo comercial”. Cinco anos depois, essas alegações evoluíram para uma acusação federal por fraude, com o CEO Zohar Pinhasi formalmente indiciado, mostrando que as investigações aprofundaram e ganharam respaldo jurídico.

Por que isso importa

Este caso é um golpe severo na confiança do mercado de cibersegurança. Ele destaca o risco de empresas vítimas de ransomware, já em um momento de vulnerabilidade, serem novamente lesadas por quem deveria ajudá-las. A transparência e a ética nos serviços de recuperação são cruciais para evitar que o dinheiro das vítimas financie, indiretamente, as próprias quadrilhas que causaram o ataque, perpetuando o ciclo do crime cibernético.

Linha do tempo

  1. Investigação do ProPublica levanta suspeitas sobre práticas da MonsterCloud.

  2. Angelo Martino, negociador de ransomware, é condenado por colaborar com atacantes.

  3. Zohar Pinhasi, CEO da MonsterCloud, é indiciado por fraude por um grande júri federal.

  4. Zohar Pinhasi é formalmente acusado de fraude em esquema de pagamento secreto de ransomware.

Perguntas frequentes

Quem é Zohar Pinhasi e qual é a MonsterCloud?

Zohar Pinhasi é o CEO da MonsterCloud, uma empresa especializada em recuperação de dados após ataques de ransomware. A companhia promovia o uso de tecnologia proprietária para descriptografar arquivos e evitar o pagamento a cibercriminosos.

De que Zohar Pinhasi é acusado?

Ele é acusado de fraude, especificamente de conspiração para cometer fraude eletrônica e fraude eletrônica. As alegações são de que a MonsterCloud secretamente pagava resgates aos hackers, enquanto cobrava de seus clientes valores muito mais altos, simulando uma recuperação por meios tecnológicos próprios.

Como a MonsterCloud supostamente fraudava seus clientes?

A empresa cobrava por um serviço de descriptografia próprio que, na realidade, muitas vezes envolvia o pagamento direto aos operadores de ransomware. Em alguns contratos, mencionava contato com atacantes como último recurso, mas a prática se tornou o primeiro passo, enganando os clientes sobre a origem da recuperação dos dados.

Qual o impacto desse caso no mercado de cibersegurança?

O caso mina a confiança nas empresas de recuperação de dados e ressalta a importância da due diligence. Ele também expõe a forma como fundos de vítimas podem indiretamente financiar atividades criminosas, perpetuando o ecossistema de ransomware.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
09 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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