Steven Vigilante, da OLIPOP, afirma que marcas interpretam mal o marketing de criadores
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Steven Vigilante, da OLIPOP, joga luz sobre um erro comum no marketing de criadores: a falta de visão de longo prazo e investimento. Ele argumenta que tratar um único vídeo como um teste é um equívoco, pois o aprendizado real exige um investimento substancial, na faixa de US$ 25 mil a US$ 50 mil, distribuído ao longo de um a três meses e envolvendo múltiplos criadores. Essa abordagem é sustentada pela filosofia da OLIPOP de priorizar produtos simples, um alinhamento genuíno com os influenciadores e a exposição repetida, fatores que constroem associações de marca duradouras, em contraste com ações pontuais e roteirizadas.
O YouTube, mesmo com um investimento maior em relação ao Instagram, é citado como exemplo de sucesso pela atenção sustentada que oferece e pelas métricas de conversão, que vão além de simples visualizações. Essa estratégia de investimento contínuo e multifacetado com criadores ressoa com a ideia de que o marketing eficaz hoje não se trata de campanhas isoladas, mas de construção de relacionamento e narrativa consistente ao longo do tempo, como mencionado em análises sobre a economia dos criadores [exame.com]. Marcas que operam nesse modelo, com um sistema de parcerias recorrentes e adaptação de linguagem, tendem a extrair mais valor desse ecossistema.
O que mudou
A fala de Steven Vigilante reforça uma mudança que já vinha sendo observada: o abandono de campanhas pontuais e roteirizadas em favor de estratégias contínuas e com maior investimento em marketing de criadores. Anteriormente, o foco podia estar em ações isoladas ou no volume de conteúdo. Agora, a ênfase recai na qualidade da narrativa, na construção de relacionamentos de longo prazo com os criadores e na necessidade de um investimento mais substancial para gerar aprendizado e impacto real, como evidencia a OLIPOP com seu modelo.
A OLIPOP, por exemplo, saiu de uma abordagem mais generalista para um modelo híbrido com criadores de microinfluência focados em vídeos mais 'lo-fi' e produções maiores que ancoram o posicionamento emocional da marca. Essa transição, de 'briefings de produto' para 'briefings de cena', focando no momento humano e não no produto em si, demonstra um amadurecimento na forma como as marcas abordam a mensagem, buscando autenticidade e naturalidade. O modelo de 'ritual cuts', com vídeos curtos que centram o momento do consumidor e integram o produto de forma orgânica, é um exemplo claro dessa evolução, distanciando-se de uma comunicação excessivamente focada em ingredientes ou benefícios explícitos.
Por que isso importa
A perspectiva de Vigilante sobre o marketing de criadores é crucial para CMOs e equipes de marketing que buscam otimizar seus investimentos. A ideia de que um único vídeo não constitui um teste real, mas sim um investimento de médio prazo com múltiplos criadores, redefine a métrica de sucesso para essas campanhas. Essa visão sugere um shift de mentalidade: de ações táticas de curtíssimo prazo para uma estratégia de 'growth' que envolve risco calculado e aprendizado contínuo.
Investir em um portfólio de criadores e permitir que a exposição se repita ao longo do tempo, focando na construção de uma narrativa autêntica e alinhada aos valores da marca, pode ser o diferencial para quem busca construir uma presença digital forte e mensurável. Isso se alinha com a tendência de tratar os criadores não como um canal de mídia tradicional, mas como parceiros estratégicos que contribuem para a construção da marca de forma orgânica e consistente [exame.com]. A marca que entender e aplicar essa lógica colherá frutos em termos de reconhecimento, lealdade e, em última instância, conversão e receita.
Linha do tempo
Jamie Gutfreund destaca a necessidade de infraestrutura em marketing de creators, não apenas campanhas pontuais.
Scalable Summit aponta para a priorização da qualidade narrativa e expertise de nicho sobre alcance massivo em marketing de criadores.
Discussão sobre a necessidade de realinhar orçamentos e estruturas de agências, focando em plataformas digitais em vez de produções de TV tradicionais.
Ênfase na importância do design estratégico e dados históricos para o sucesso de Marketing Mix Models.
Steven Vigilante (OLIPOP) afirma que marcas interpretam mal o marketing de criadores ao subestimar o investimento e tempo necessários para aprendizado real.
Perguntas frequentes
Qual a proposta da OLIPOP para o marketing de criadores?
A OLIPOP propõe um modelo de marketing de criadores que prioriza o investimento a longo prazo, envolvendo múltiplos criadores ao longo de meses. O foco está em produtos simples, alinhamento genuíno com os criadores e exposição repetida, em vez de ações isoladas e roteirizadas.
Por que um único vídeo não é suficiente para testar o marketing de criadores?
Um único vídeo não permite aprendizado real sobre o desempenho de uma estratégia de criadores. É preciso um investimento maior, na faixa de US$ 25 mil a US$ 50 mil, distribuído ao longo de um a três meses e com vários criadores, para coletar dados suficientes e entender o que realmente funciona.
O que significa 'briefing de cena' em contraste com 'briefing de produto'?
Briefing de produto foca em descrever o que o criador deve falar sobre o produto. Já o briefing de cena descreve o contexto emocional e ambiental do momento em que o produto aparece, dando mais liberdade criativa ao influenciador para integrar o produto de forma natural e autêntica.
Qual o papel do YouTube nesse novo modelo de marketing de criadores, segundo a OLIPOP?
O YouTube é visto como um canal valioso por entregar atenção sustentada e métricas mensuráveis, como conversões. Isso o diferencia de plataformas que focam apenas em visualizações, oferecendo um retorno mais consistente para marcas que investem em exposição repetida.
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Fontes
- netinfluencer.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Marketing
- Publicado
- 01 de julho de 2026
- Editoria
- CEVIU Marketing
