O playbook de growth que todo mundo insiste em repetir
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O texto de Elena Verna lista 18 clichês de growth que voltam a cada poucos anos: aumentar preços, ir para o upmarket, fazer um grande lançamento, contratar (e demitir) um Head of Growth, abrir mais canais, otimizar para busca com IA, criar comunidade, expandir para outros países, gamificação, mais e-mails, nova categoria, rebrand, mais vendedores, apertar o plano free, liderança de pensamento e mais experimentos. O tom é de sátira, mas a tese é séria: todas são alavancas legítimas e já funcionaram em algum momento. A autora ressalva que não sabe se um rebrand alguma vez funcionou.
O problema aparece quando a tática vira atalho para fugir de algo quebrado no produto ou na empresa. Táticas têm dono, marco e entrega, e cabem em relatório trimestral. Problemas profundos não cabem num roadmap de trimestre. Alguns exemplos do texto: o aumento de preço que sobe a receita, mas também o churn, e só adia o problema até a comparação ano contra ano; o movimento upmarket que exige vendedores, SOC 2, SSO e meses de procurement sobre um produto self-serve; e os testes de cor de botão sem tráfego suficiente para concluir nada.
O que mudou
Não é uma evolução de um mesmo produto ou evento, mas o tema conversa com textos anteriores do CEVIU. Em 15 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Quando a Busca por Grandes Clientes Sabota o Crescimento do Produto", sobre empresas de PLG que desviam da estratégia ao priorizar grandes contas, o mesmo risco do item "vamos subir de mercado". Em 17 de agosto de 2026, "O Paradoxo do Moat: Por que Gigantes Ignoram os Desafios que Moldam Vantagem Competitiva?" apontava empresas que preferem tarefas menores de retorno rápido a problemas complexos. E em 1 de julho de 2026, "Churn não se resolve com táticas, começa com a escolha certa de cliente" já defendia que tática não substitui a raiz do problema.
Por que isso importa
Para quem toca growth, a leitura prática é inverter a ordem: antes de pôr uma tática no plano, escreva qual problema ela resolve e que evidência você tem. Se a resposta for "o board pediu" ou "o concorrente fez", provavelmente é a roda de táticas girando. É uma interpretação editorial, não uma regra da fonte.
Linha do tempo
CEVIU publica "Churn não se resolve com táticas, começa com a escolha certa de cliente".
CEVIU publica "O Paradoxo do Moat", sobre empresas que evitam problemas complexos.
CEVIU publica "Quando a Busca por Grandes Clientes Sabota o Crescimento do Produto".
Elena Verna lista 18 clichês de growth e defende resolver o problema certo antes da tática.
Perguntas frequentes
Por que as mesmas táticas de growth voltam sempre?
Porque a maioria já funcionou em algum momento e continua sendo uma alavanca legítima. Elas reaparecem com nomes novos a cada poucos anos. Também são fáceis de atribuir a responsáveis e de acompanhar em relatórios.
Isso quer dizer que aumentar preço ou subir de mercado é um erro?
Não. A autora diz que são alavancas válidas e que dificilmente existe empresa de sucesso que não tenha usado a maioria delas. O erro é usá-las para evitar corrigir algo quebrado no produto ou na empresa.
O que diferencia os líderes de growth mais fortes?
Eles sabem quais problemas valem a pena resolver e só depois escolhem as táticas que se encaixam. Ou seja, partem do diagnóstico, não da lista de ideias.
Por que problemas centrais não entram no roadmap?
Segundo o texto, são desconfortáveis e não cabem num plano trimestral com marcos e entregas. Por isso times tendem a escolher táticas que geram sensação de progresso.
Fontes
- elenaverna.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Marketing
- Publicado
- 05 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Marketing

