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O fim da internet

Fim da internet aberta: algoritmos dificultam a descoberta e comunidades ganham espaço

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O ensaio de Ben Thompson, no Stratechery, parte de uma lembrança pessoal com o WordPress: em 2003 ele instalou o software, que prometia instalação em cinco minutos, mas precisou aprender a criar um banco MySQL e configurar PHP antes. Hoje o Stratechery ainda roda em WordPress, mas gerenciado pela Pressable, empresa da Automattic. Por isso o site foi corrigido antes de a falha de execução remota de código no PHP ser divulgada. O WordPress aparece aqui como exemplo de como a web aberta exigia trabalho manual e hoje seria arriscada sem hospedagem gerenciada. O texto é opinião do autor, não documentação do projeto.

A tese: a distribuição sempre foi gratuita, então a descoberta virou o elo valioso (primeiro o Google, depois as redes sociais). Com conteúdo infinito, a concorrência é infinita e o negócio sofre. A saída apontada é ficar menor: assinaturas de nicho (o autor cita seu texto de 2015, Blogging's Bright Future), grupos de mensagens privados e apps feitos com IA para uma pessoa ou equipe. Segundo o autor, a IA também piora a segurança, com mais vulnerabilidades surgindo e o risco de manter o próprio site ou app.

O que mudou

O tema já vinha sendo coberto. Em 30 de março de 2026, o CEVIU publicou "A Floresta Cognitiva Escura", sobre a internet que deixou de ser um prado claro. Em 21 de maio de 2026, veio "Google e a Guerra Contra a Web: Como Resultados Gerados por IA Ameaçam a Internet Aberta", e em 15 de junho de 2026, "Paramos de clicar: como a IA se tornou a nova interface da internet". Em 28 de agosto de 2026, "Criadores de Conteúdo Migram para Plataformas Resilientes à IA, Apontando para Novas Estratégias de Marketing" mostrou criadores se movendo de plataforma.

Aquela cobertura descrevia o diagnóstico: a web aberta perdendo espaço para interfaces de IA. O ensaio atual acrescenta o outro lado, a resposta prática de ir para o pequeno (nichos pagos, grupos privados, software sob medida) e o argumento de segurança.

Por que isso importa

Para quem opera marketing e growth, a leitura é que depender só de descoberta aberta (busca, feed público) fica cada vez mais frágil. Isso favorece construir audiência própria e paga, comunidades e canais privados, onde a relação é mais forte e menos sujeita a algoritmo. Também sugere que ferramentas internas feitas com IA para a equipe podem valer mais que produtos para o público geral. É interpretação editorial, não resultado medido pela fonte.

Linha do tempo

  1. CEVIU publica "A Floresta Cognitiva Escura", sobre a internet transformada pela consolidação e pela IA.

  2. CEVIU noticia a ameaça dos resultados de busca gerados por IA à internet aberta.

  3. CEVIU publica "Paramos de clicar: como a IA se tornou a nova interface da internet".

  4. CEVIU noticia criadores migrando para plataformas resilientes à IA.

  5. Ensaio argumenta que a internet aberta acabou e que comunidades e negócios menores são a saída.

Perguntas frequentes

O que o ensaio diz sobre o WordPress?

O autor conta que começou seu blog com WordPress em 2003 e que o Stratechery ainda usa o software, hoje gerenciado pela Pressable, da Automattic. Segundo ele, isso permitiu que o site fosse corrigido antes da divulgação de uma falha crítica no PHP. O WordPress serve de exemplo, não é o tema central.

Por que a descoberta de conteúdo ficou mais difícil?

Segundo o autor, como a distribuição é gratuita, o conteúdo se tornou abundante e a descoberta virou o ponto de valor. Primeiro o Google e depois as redes sociais fizeram esse papel, e os algoritmos passaram a dominar. A IA tende a agravar o quadro ao consumir conteúdo e atenção sem devolver tráfego.

Qual é a alternativa que o autor propõe?

Ir para o menor. Isso inclui publicações pagas de nicho com leitores fiéis, grupos privados de mensagens e apps personalizados criados com IA para uma pessoa ou pequena equipe. A ideia é não depender de audiência em massa.

A IA piora a segurança da web aberta?

O autor acredita que sim no curto prazo, porque a IA tem tempo ilimitado para testar e achar falhas, e cita vulnerabilidades recentes em PHP, Node.js, GitLab e outros. Ele espera melhora no longo prazo, com software reescrito e defendido por IA.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
27 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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