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Discordando de Rick Rubin: os três tipos de público que todo profissional de marketing precisa conhecer

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O artigo atual não é só uma crítica ao 'customer-centric' tradicional, mas um manual prático para profissionais que precisam vender ideias internamente. O 'público imaginado' não é abstrato: é o chefe de produto que já decidiu o roadmap, o investidor que quer métricas de curto prazo, ou o time jurídico que bloqueia qualquer tom de voz ousado, e todos eles geram autocensura antes mesmo de um briefing ser escrito. Já o 'público real' exige mais do que pesquisas de satisfação: exige observação comportamental (como tempo de permanência em um vídeo de onboarding, cliques em CTAs alternativos, ou frases reais em reviews do App Store). O 'público futuro' é o mais estratégico: são os primeiros usuários que transformam seu produto em case de sucesso no LinkedIn, os criadores que fazem vídeos tutoriais sem remuneração, ou os desenvolvedores que constroem integrações por conta própria. Eles não pedem features, eles validam visões.

Isso se conecta diretamente com a cobertura CEVIU sobre 'Category-Aware vs Category-Unaware': se seu público ainda não reconhece sua categoria (como 'ferramenta de automação de copy para PMs'), você não pode confiar no feedback de quem compara sua solução com o Notion ou o Airtable. Aí, liderar é obrigatório. Também ressoa com o artigo sobre 'economia dos especialistas': o público futuro valoriza expertise comprovada, não opinião coletiva. Um exemplo concreto de 2026 é o lançamento da nova interface do Figma, que ignorou milhares de pedidos por 'mais botões' e apostou em IA nativa, o feedback real veio depois, em forma de aumento de 37% na retenção de designers sênior.

O que mudou

A cobertura anterior de 22/05 falava do feedback direto como ferramenta potencialmente perigosa, mas focava no risco de manipulação. Agora, a análise evoluiu para um modelo operacional: não se trata de evitar o feedback, mas de classificá-lo em três camadas distintas com pesos diferentes na tomada de decisão. Antes era 'quando usar feedback', agora é 'qual tipo de público está falando, e qual é o seu grau de influência no ciclo de inovação'. Isso muda o fluxo de trabalho: equipes passam a rotular cada input com tags como [imaginado], [real] ou [futuro] antes de entrar em qualquer sprint de melhoria.

Por que isso importa

Campanhas que só refletem demanda explícita têm ROI decrescente desde 2025, segundo relatório da HubSpot: o CAC médio para marcas que priorizam 'pedidos de clientes' subiu 22% em 12 meses, enquanto as que usam 'hipóteses testáveis baseadas em tendências de comportamento' mantiveram estabilidade. Isso acontece porque o público real não sabe dizer o que quer até experimentar, e o público futuro só aparece quando há algo digno de ser compartilhado. Em um mercado onde a IA gera conteúdo genérico em escala, a única vantagem competitiva é a capacidade de criar ressonância emocional com uma visão clara, mesmo que contraintuitiva.

Linha do tempo

  1. Publicação sobre o uso estratégico do feedback direto, destacando riscos de manipulação e limites da intenção

  2. Publicação sobre posicionamento para públicos category-aware e category-unaware

  3. Publicação atual: introdução do modelo de três públicos (imaginado, real, futuro) e equilíbrio entre escuta e liderança

Perguntas frequentes

Como identificar meu 'público futuro' na prática?

Ele não aparece em pesquisas de mercado. Olhe para quem usa sua ferramenta de formas não previstas, quem cria conteúdos sobre ela sem incentivo, ou quem menciona sua marca em fóruns técnicos como Stack Overflow ou Reddit. Esses são seus early adopters reais, não os que preencheram um formulário de beta.

O que fazer quando o 'público real' pede algo que contradiz minha visão estratégica?

Não ignore, mas teste. Transforme o pedido em uma hipótese: 'Se implementarmos X, isso aumentará conversão em Y% para o segmento Z?'. Depois, valide com um teste A/B limitado ou com um grupo fechado de usuários. O dado real é mais útil que a opinião, mesmo que seja de um cliente pago.

Posso ter mais de um 'público futuro' ao mesmo tempo?

Sim, e isso é comum em produtos com múltiplos casos de uso. Um SaaS de análise de dados pode ter um público futuro entre cientistas de dados (que buscam personalização avançada) e outro entre gestores de marketing (que querem relatórios automáticos para stakeholders). Separe os canais de feedback por persona, não por volume.

Qual é o maior erro ao lidar com o 'público imaginado'?

Tratá-lo como se fosse real. Quando o time de vendas diz 'os clientes pedem mais integrações', peça os nomes e os casos concretos. Quando o CEO fala 'precisamos ser como a Apple', pergunte qual comportamento específico ele quer replicar, e se tem dados que sustentem essa analogia.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
04 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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