Framer lança Harness 2, que executa o código do agente enquanto ele ainda é transmitido em streaming
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O Harness 2 da Framer troca o modelo de "um comando por vez" por programas JavaScript completos. Na primeira versão, o agente emitia comandos de uma DSL (INSERT e PATCH) para criar nós e definir propriedades na árvore do documento. Funcionava para ver a página tomar forma, mas travava em edição repetitiva (mudar uma propriedade em 100 frames exigia 100 comandos), em operações dependentes (ler um valor e usá-lo numa escrita pedia outra chamada ao modelo) e em fluxos de várias etapas, como inspecionar, publicar em staging e promover para produção.
A solução é a execução ansiosa (eager execution). Conforme o código chega em streaming, a Framer faz o parsing, identifica instruções JavaScript completas, agrupa em "cells" e envia a um Web Worker, onde rodam em ordem como scripts clássicos, com bindings preservados. Se um erro terminal ou um retorno antecipado acontece, o restante da geração é cancelado, o que poupa tempo e tokens de saída cobrados. As edições já aplicadas ficam no documento. O Worker mantém uma cópia do documento em memória, com leitura e escrita síncronas. Agentes externos (ChatGPT Desktop, Claude Code, Cursor) agora enviam um único programa via MCP que roda direto na Framer. A empresa reporta até 33% de redução de custo e 20% mais velocidade, além de 43% menos etapas de ferramentas e 39% menos tokens de entrada em cache por mensagem. O texto da própria Framer também cita 2x menos etapas de ferramentas, o que é coerente com os 43%. Segundo a empresa, não houve queda de qualidade medida.
A Framer reconhece que a ideia não é inédita: o artigo acadêmico Executing as You Generate, publicado em 1º de abril de 2026 por pesquisadores da Singapore Management University e da Beihang University, aplica execução ansiosa baseada em AST em Python. A empresa diz que pretende adotar uma otimização do paper, remover instruções já executadas do buffer de parsing. Aqui, o produto em produção é que demonstra o ganho na prática.
Por que isso importa
Para quem opera agentes em produção, o recado é que custo de agente depende tanto do desenho do harness quanto do modelo. Menos idas e vindas ao modelo reduzem o reenvio de contexto, e cancelar geração inútil corta tokens de saída. Os números são da própria Framer, medidos no produto dela, então vale tratá-los como referência de ordem de grandeza e não como garantia para outros casos.
Linha do tempo
Framer lança o Harness 2, com execução do código do agente durante o streaming.
Perguntas frequentes
O que é a execução ansiosa do Harness 2?
É rodar o JavaScript do agente enquanto o modelo ainda o escreve. O código em streaming é analisado, dividido em cells e executado num Web Worker em ordem. Assim, as primeiras mudanças aparecem no canvas antes de a geração terminar.
Como o Harness 2 reduz custos?
Um único programa evita várias chamadas ao modelo e o reenvio de contexto. Além disso, se uma premissa falha, a geração restante é cancelada e a Framer deixa de pagar tokens de saída de código que nunca rodaria. A economia exata depende de até onde a geração tinha chegado no cancelamento.
Agentes externos também usam o novo harness?
Sim. Segundo a Framer, agentes como ChatGPT Desktop, Claude Code e Cursor ganham as mesmas ferramentas do agente interno. Eles enviam um programa único via MCP que roda direto na Framer, com acesso síncrono ao documento local.
A ideia é original da Framer?
Não totalmente. A própria Framer cita o paper Executing as You Generate, de 1º de abril de 2026, que aplica a mesma abordagem em Python. A empresa afirma que o harness dela mostra os benefícios em produção e que vai adotar uma otimização do trabalho acadêmico.
Fontes
- framer.comfonte original
- Categoria
- CEVIU IA
- Publicado
- 03 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU IA

