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Mesmo modelo, harness diferente: IBM Research compara CUGA, Hermes e Deep Agents e vê taxa de conclusão ir de 30% a 81%

Mesmo modelo, harness diferente: IBM Research compara CUGA, Hermes e Deep Agents e vê taxa de conclusão ir de 30% a 81%

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A IBM Research controlou a variável que quase ninguém isola: o modelo. Os três harnesses (CUGA, Hermes e Deep Agents) usaram o mesmo open-weight, o GLM-5.3-flash, nas mesmas 90 tarefas do AppWorld, divididas em 30 cenários, com uma tentativa por tarefa e o framework Harbor. O AppWorld reúne 9 apps e 457 APIs. Como são apps de consumo, serve de proxy para o que a automação corporativa exige: login, leitura de documentação de API, paginação e alteração de estado em vários apps.

A métrica SGC é a mais dura: um cenário só passa se as três variantes passarem. Deu 20 cenários para o CUGA, 8 para o Hermes e 2 para o Deep Agents. Os autores avisam que não é veredito sobre Hermes ou Deep Agents, pois nenhum foi feito para esse tipo de trabalho. Os limites são claros: amostra pequena, um único benchmark, configurações não idênticas e nenhuma policy ativa nas execuções, então a aplicação de regras não foi medida. O time do CUGA também admite que usou uma configuração de AppWorld que os outros não tiveram, e se compromete a rodar de novo qualquer configuração enviada ao harbor-eval.

O que mudou

O CUGA já tinha aparecido no CEVIU. Em 24 de junho de 2026, na matéria "CUGA leva apps agentic do protótipo à produção", ele foi apresentado como o agent harness open source da IBM que cuida de planejamento, execução e estado. Agora a IBM mostra um número comparativo, com modelo fixo, em vez de só descrever a proposta. Sobre o tema harness, em 3 de setembro de 2026 o CEVIU noticiou "Estudo Revela Disparidade de Custos em Agent Harnesses de IA para Codificação" e, em 18 de setembro de 2026, a análise sobre impacto no custo da geração de código. Aquelas coberturas olhavam custo e tokens em agentes de código. Esta olha taxa de conclusão em tarefas com APIs de vários apps.

Por que isso importa

Para quem monta agentes em produção, a leitura é que escolher o harness merece o mesmo rigor que escolher o modelo. Trocar de modelo pode render menos do que trocar a estrutura em volta dele. Mas o dado vem de quem fabrica um dos harnesses, em um benchmark e com 90 tarefas. Vale reproduzir com a sua carga antes de decidir. Já o ponto das policies é arquitetural: regra de negócio no prompt é só instrução, e o que precisa valer sempre deveria morar no runtime.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia benchmark executável da IBM Research para avaliar raciocínio de agentes em múltiplas etapas.

  2. CEVIU noticia o CUGA, agent harness open source da IBM, levando apps agentic à produção.

  3. CEVIU noticia o estudo FrontierHarness sobre disparidade de custos entre harnesses de codificação.

  4. CEVIU noticia análise do impacto de agent harnesses no custo da geração de código.

  5. IBM Research compara CUGA, Hermes e Deep Agents com o mesmo modelo e vê conclusão de 30% a 81% no AppWorld.

Perguntas frequentes

O que a IBM Research testou nesta comparação?

Três agent harnesses, CUGA, Hermes e Deep Agents, com o mesmo modelo open-weight, o GLM-5.3-flash. Rodaram 90 tarefas do AppWorld em 30 cenários, com uma tentativa por tarefa. A taxa de conclusão variou de 30% a 81% só pela troca do harness.

O resultado prova que o CUGA é melhor que Hermes e Deep Agents?

Não. Os próprios autores dizem que não é um veredito, porque Hermes e Deep Agents não foram feitos para trabalho com APIs de vários apps. Além disso, o time do CUGA usou uma configuração de AppWorld que os outros não tiveram. A IBM convida a comunidade a enviar configurações melhores para o harbor-eval.

O que é a métrica SGC?

É a métrica em que um cenário só passa se as três variantes dele passarem. Ela premia consistência, não uma execução de sorte. Deu 20 cenários para o CUGA, 8 para o Hermes e 2 para o Deep Agents.

Por que policies no harness seriam melhores que regras no prompt?

Segundo a IBM, o prompt é instrução, não garantia: o modelo pode interpretá-lo mal, o usuário pode convencer o agente a ignorá-lo e uma mensagem injetada pode alterá-lo. As policies do CUGA levam as regras para o harness. Ressalva: as execuções do experimento não usaram policies, então esse efeito não foi medido ali.

Fontes

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Categoria
CEVIU IA
Publicado
03 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU IA

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