OpenAI detalha como escalou o Azure Cosmos DB no Habitat para atender mais de 1 bilhão de usuários do ChatGPT
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O texto da OpenAI conta a Parte II da história do Habitat, a plataforma de armazenamento que atende mais de 1 bilhão de usuários em 40 regiões, com mais de 500 petabytes. O foco é o Azure Cosmos DB por baixo. A empresa passou por três fases: um único container multi-tenant, depois containers single-tenant dedicados, e por fim um container multi-tenant por padrão.
O problema técnico central está nos limites. O limite documentado de 10K RU/s por chave de partição lógica, na prática, é imposto na partição física, então chaves vizinhas competem pelo mesmo teto. Além disso, quando a partição física se divide com o crescimento dos dados, o throughput efetivo por partição cai, mesmo com o tráfego estável. Os containers dedicados resolveram o isolamento, mas exigiram pré-provisionamento em cada lançamento, e times esqueciam de escalar antes do dia D. A volta ao multi-tenant veio com ajustes feitos junto ao time do Azure: throttling das chaves mais quentes, QoS com priorização de requisições (cargas offline como inserções em massa e extrações são limitadas primeiro) e um modo serverless novo, com partições escalando até 10K RU/s e splits por uso de RU, além de por armazenamento. Segundo a OpenAI, não houve incidentes de provisionamento ou noisy neighbor nos meses seguintes.
O que mudou
Em 15 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Habitat da OpenAI: do Python ao Rust, um salto para bilhões de usuários e 70 milhões de requisições por segundo", sobre a camada de serviço e os mais de 500 petabytes. Agora a atenção se volta para o armazenamento subjacente: a Parte II detalha o Azure Cosmos DB, a migração entre modelos de tenancy e a parceria com o Azure, que não aparecia naquele recorte.
Por que isso importa
Para quem opera banco de dados em escala, a leitura é que isolamento total por container parece seguro, mas transfere o planejamento de capacidade para todos os times de produto. Centralizar com throttling e priorização de requisições tende a custar menos organizacionalmente. Também fica o recado de que, em volume extremo, serviço gerenciado exige engenharia conjunta com o provedor.
Linha do tempo
CEVIU noticia o Habitat da OpenAI, do Python ao Rust, com mais de 500 petabytes.
OpenAI detalha como escalou o Azure Cosmos DB no Habitat para mais de 1 bilhão de usuários.
Perguntas frequentes
O que é o Habitat da OpenAI?
É a plataforma de armazenamento de aplicações da OpenAI. Todos os produtos dependem dela para acesso rápido e confiável a dados, com respostas em milissegundos para mais de 1 bilhão de usuários em 40 regiões. Ela guarda mais de 500 petabytes.
Por que a OpenAI voltou ao multi-tenant no Azure Cosmos DB?
Os containers dedicados exigiam que cada time fizesse planejamento de capacidade e pré-escalasse nos lançamentos, o que não funcionou bem na organização. Com melhorias feitas junto ao Azure, o container compartilhado passou a oferecer isolamento suficiente e dispensou o planejamento contínuo.
O que o novo modo serverless do Azure Cosmos DB mudou?
Cada partição física pode escalar até 10K RU/s, e os splits passam a considerar o uso de RU, não só o armazenamento. O modo serverless anterior limitava a 5K RU/s por partição física e escalava só por armazenamento. Isso permitiu parar de monitorar e escalar containers manualmente.
O que é noisy neighbor?
É quando um tenant consome uma fatia desproporcional dos recursos e prejudica os demais. No caso da OpenAI, cargas de recursos de nicho chegaram a afetar fluxos centrais de login e cadastro, por dividirem a mesma partição física.
Fontes
- openai.comfonte original
- Categoria
- CEVIU IA
- Publicado
- 23 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU IA
