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Clinical photograph: Invasive melanoma on the ear, under 0.8 mm thick.

CNN de 10 anos supera LLMs de ponta no diagnóstico de câncer de pele

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O teste foi desenhado pelo dermatologista Magnus Lynch, do Guy's Hospital e do King's College London. Ele usou 200 lesões da base pública MILK10k (International Skin Imaging Collaboration, 2025), todas confirmadas por histopatologia: 100 que não devem receber alta (30 melanomas, 25 carcinomas basocelulares, 25 espinocelulares e 20 queratoses actínicas) e 100 seguras para alta (50 nevos e 50 queratoses seborreicas). Cada lesão tem foto clínica e imagem dermatoscópica. Os LLMs receberam as duas imagens, sem contexto, e o mesmo prompt em configuração padrão. Nenhum recusou casos.

O adversário era um Inception v3 (Google, 2015), pré-treinado em fotos comuns e ajustado em todas as camadas com 68.011 imagens do arquivo ISIC, numa única GPU H100, em cerca de vinte minutos. As 200 lesões de teste, e qualquer outra foto da mesma lesão ou paciente, foram removidas do treino. Resultado: a CNN acertou 125 casos (62%), contra 84 e 85 (42%) de GPT-6 Astra e Claude Fable 5.1. Com segunda opção, 173 contra 134 e 138. Em melanoma, 13 de 30 contra 8 e 11. Os erros também diferem: o GPT-6 Astra chamou 75 lesões de carcinoma basocelular (eram 25), e o Claude Fable 5.1 chamou 53 de queratose actínica (eram 20). A CNN errou melanomas classificando-os como nevo ou queratose seborreica.

O autor lista limitações: amostra pequena (30 melanomas dão incerteza ampla), cada caso dos LLMs rodado uma vez, lesões todas biopsiadas (mais difíceis), possível contaminação da base nos LLMs e o fato de a Inception v3 ser só um baseline. Produtos regulados com ensembles de transformers de imagem rodam bem melhor. Num segundo teste, como paciente e só com a foto clínica, os LLMs recomendaram consultar médico em 99 e 98 de 100 melanomas, mas também em quase todas as lesões benignas. Ele declara ainda que a análise e os primeiros rascunhos usaram o Claude Code, e que um dos LLMs testados é da Anthropic.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU traz um padrão parecido em outros domínios, sem ser o mesmo estudo. Em 30 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Um Modelo Especializado Supera LLMs em Resolução de Identidade para Segurança", com um classificador especializado vencendo LLMs. Em 2 de setembro de 2026, "Pequenos Modelos de Linguagem Desafiam Gigantes da IA no Raciocínio" tratava de modelos menores se aproximando dos grandes. O caso de dermatologia estende a tese para visão médica, com a diferença de que aqui o modelo menor é uma CNN, não um modelo de linguagem.

Por que isso importa

Para quem avalia IA em saúde, o recado é checar o LLM generalista contra um baseline especializado barato antes de apostar nele. Vinte minutos de ajuste numa H100 bateram dois modelos de ponta, ainda que numa amostra pequena e com rodada única. Para quem opera produto, o comportamento "manda ver um médico para tudo" também tem custo, porque não discrimina o que é benigno.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia que pequenos modelos de linguagem se aproximam dos grandes em raciocínio.

  2. CEVIU noticia modelo especializado superando LLMs em resolução de identidade para segurança.

  3. CNN Inception v3 ajustada supera GPT-6 Astra e Claude Fable 5.1 em 200 lesões de pele biopsiadas.

Perguntas frequentes

Quais modelos foram comparados no diagnóstico de lesões de pele?

Uma CNN Inception v3 ajustada com imagens do ISIC Archive foi comparada ao GPT-6 Astra e ao Claude Fable 5.1. Todos analisaram 200 lesões com biópsia confirmada e escolheram entre seis diagnósticos.

Qual foi a diferença de acerto?

A CNN acertou 125 das 200 lesões (62%). Os dois LLMs acertaram 84 e 85 (42%). Em melanoma, a CNN nomeou 13 de 30, contra 8 e 11.

O resultado prova que LLMs são ruins em medicina?

Não. O próprio autor aponta amostra pequena, uma rodada por caso nos LLMs e lesões todas biopsiadas, o que as torna mais difíceis. A Inception v3 também é só um baseline, e produtos regulados com modelos mais novos têm desempenho bem superior.

Dá para testar a CNN?

Sim. Segundo a fonte, o modelo é pequeno o bastante para rodar inteiro no navegador do celular via WebGPU, sem enviar imagens a servidor. O botão de amostra aleatória sorteia as mesmas 200 lesões do teste.

Fontes

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Categoria
CEVIU IA
Publicado
26 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU IA

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