Accel negocia aporte bilionário na Thinking Machines, mas valuation decepciona
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A Accel negocia um aporte de US$ 1 bilhão na Thinking Machines, avaliando a startup em US$ 40 bilhões. Este valor, embora significativo, fica abaixo dos US$ 50 bilhões que a empresa almejava em dezembro de 2025. Essa dissonância levanta questões sobre uma possível reavaliação do mercado ou uma postura mais cautelosa dos investidores frente a valuations altíssimos em IA. O CEVIU News já apontou essa tendência. Em 12 de março de 2026, noticiamos que a Cursor buscava avaliação similar de US$ 50 bilhões. Em 30 de julho de 2026, a chinesa Moonshot também mirava o mesmo patamar. Outras empresas, como a Cognition em 2 de setembro de 2026, buscaram US$ 47 bilhões.
Mesmo com essas ambições e um faturamento anual de mais de US$ 100 milhões, a avaliação de US$ 40 bilhões implica um múltiplo de receita extraordinariamente alto. Isso demonstra que investidores apostam pesado no futuro potencial, não só no presente. A Thinking Machines foi fundada no início de 2025 pela ex-CTO da OpenAI, Mira Murati, que trouxe com ela vários pesquisadores da OpenAI. Contudo, houve saídas de co-fundadores, como Lilian Weng e Luke Metz, que retornaram à OpenAI. Essa movimentação sublinha a intensa guerra por talentos no setor de IA. Em julho de 2026, a startup lançou Inkling, um modelo open-weight para adaptar modelos com dados proprietários na plataforma Tinker. Este produto é uma fonte de receita baseada em uso de compute.
O que mudou
A negociação atual da Thinking Machines a US$ 40 bilhões mostra uma guinada em relação às ambições de dezembro de 2025, quando a startup buscava US$ 50 bilhões. Essa é uma clara redefinição de expectativas. Na rodada anterior, no início de 2025, a empresa levantou US$ 2 bilhões, alcançando uma avaliação de US$ 12 bilhões. Agora, mesmo com um valuation três vezes maior, o mercado parece mais comedido ao não atender ao pico da expectativa da própria startup.
Por que isso importa
Este possível aporte na Thinking Machines serve como um termômetro importante para o mercado de capital de risco em IA. Ele indica que, apesar do fervor em torno da Inteligência Artificial, os investidores podem estar adotando uma postura mais conservadora. Avaliações estratosféricas continuam, mas há um limite visível, mesmo para empresas fundadas por talentos de peso. O desfecho dessa rodada pode influenciar negociações futuras para outras startups de IA que buscam valores bilionários.
Linha do tempo
Accel negocia aporte bilionário na Thinking Machines com avaliação de US$ 40 bilhões
Perguntas frequentes
O que é Thinking Machines?
É um laboratório de IA fundado no início de 2025 por Mira Murati, ex-CTO da OpenAI. A empresa busca desenvolver tecnologias avançadas de Inteligência Artificial, com um produto recente chamado Inkling.
Qual a importância da avaliação de US$ 40 bilhões?
Essa avaliação representa um grande investimento, mas ficou abaixo do objetivo de US$ 50 bilhões da empresa. Isso sugere que os investidores estão mais cautelosos, reavaliando o valor de mercado das startups de IA, mesmo as mais promissoras.
O que é Inkling?
Inkling é um modelo open-weight lançado pela Thinking Machines em julho de 2026. Ele gera receita cobrando taxas de uso de compute para adaptar modelos em dados proprietários, utilizando a plataforma Tinker da empresa.
Por que a saída de co-fundadores é relevante?
Alguns co-fundadores da Thinking Machines, como Lilian Weng e Luke Metz, retornaram para a OpenAI. Isso destaca a intensa competição por talentos de ponta no campo da IA e o dinamismo do mercado de trabalho para esses profissionais.
Fontes
- techcrunch.comfonte original
- Categoria
- CEVIU IA
- Publicado
- 04 de setembro de 2026
- Editoria
- CEVIU IA

