Intel e SAP testam arquitetura aberta de robótica em demonstração na China
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A Intel e a SAP rodaram uma prova de conceito na unidade da Intel em Chengdu, na China. O centro do teste foi o SAP Extended Warehouse Management (SAP EWM), sistema de gestão de operações de armazém de alto volume. Os pedidos nascem no SAP ERP e são despachados para robôs móveis autônomos (AMRs), com a inferência de IA rodando na borda. Segundo a fonte, isso fecha o ciclo entre TI e tecnologia operacional (OT).
Nagesh Puppala, GM do segmento de Physical AI e Robótica da Intel, descreveu a oferta como um pacote de chips e software para desenvolvedores. No hardware, a faixa vai de 40 a 1.500 TOPS, de SoCs Core Ultra a GPUs discretas, e os AMRs ficam nos chips de entrada. No software, a Intel foca a etapa de implantação: PyTorch para rodar modelos em CPUs, GPUs e NPUs, Physical AI Studio para ajuste fino em ambiente real e OpenVINO Physical AI para ligar o modelo ao hardware do robô. A estratégia atual é "train anywhere, simulate anywhere, deploy on Intel", e a meta de longo prazo é uma plataforma "any sensor, any model, any robot". A integração com ERP, em nuvem ou on-premises, é a camada que a SAP adiciona.
Sobre onde o raciocínio deve rodar, Puppala diz que o servidor de borda é o meio-termo provável entre robô e nuvem, mas o setor ainda não fechou a questão. Ele cita soberania de dados, privacidade e cibersegurança. As fábricas da própria Intel usam 5G privado para manter o tráfego local.
O que mudou
Em 28 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "SAP apresenta IA física para conectar sistemas de negócio a robôs e operações automatizadas", sobre as capacidades de IA física da SAP no SAP TechEd, com implementações feitas com parceiros. Dois dias depois, a demonstração com a Intel em Chengdu aparece como um caso concreto dessa direção, com chips e software da Intel na ponta e o EWM da SAP na camada de negócio.
Por que isso importa
Para quem projeta robótica de armazém, a leitura é que o diferencial passa a ser a integração entre ERP e robô, e não só o chip. A ênfase da Intel em borda e dados locais sugere que decisões de arquitetura devem considerar latência, soberania e segurança desde o início. Ainda é uma prova de conceito, sem números de desempenho divulgados.
Linha do tempo
SAP apresenta capacidades de IA física no SAP TechEd, conectando sistemas de negócio a robôs.
Intel e SAP demonstram arquitetura aberta de robótica em Chengdu, com SAP EWM e AMRs.
Perguntas frequentes
O que a Intel e a SAP testaram em Chengdu?
Uma prova de conceito de arquitetura aberta de robótica na unidade da Intel em Chengdu, na China. O SAP EWM gerencia o armazém e envia pedidos do SAP ERP a robôs móveis autônomos. A inferência de IA roda na borda.
Que hardware a Intel oferece para robótica?
Segundo Nagesh Puppala, a faixa vai de 40 a 1.500 TOPS, de SoCs Core Ultra a GPUs discretas. Os AMRs rodam nos chips de entrada dessa faixa.
Qual software da Intel entra no pacote?
PyTorch para rodar modelos em CPUs, GPUs e NPUs, Physical AI Studio para ajuste fino em ambiente real e OpenVINO Physical AI para conectar o modelo ao robô. A Intel foca a etapa de implantação do ciclo de vida da robótica.
Por que a Intel defende processar na borda?
Puppala aponta soberania de dados, privacidade e cibersegurança como motivos para não rodar o raciocínio na nuvem. Ele diz que o servidor de borda é o meio-termo provável, mas que o setor ainda não decidiu. A Intel usa 5G privado nas próprias fábricas para manter o tráfego local.
Fontes
- sdxcentral.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Hardware
- Publicado
- 30 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Hardware

