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Foguete Big Iron, da Cowboy Space, transforma o estágio superior em data center orbital de classe megawatt

Cowboy Space apresenta o Big Iron, foguete cujo estágio superior vira data center orbital de classe megawatt

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O Big Iron da Cowboy Space tenta resolver um problema de massa: cada quilo levado à órbita deve trabalhar duas vezes. O veículo tem 86 m, é de aço inoxidável e foi dimensionado para ser transportado por estrada. A meta é levar mais de 15.000 kg à órbita heliossíncrona. O primeiro estágio usa nove motores Clydesdale de metano e oxigênio líquido, com 300.000 libras de empuxo cada.

O estágio superior não é descartado. Ele entra na constelação Stampede, em órbita crepuscular (dawn-dusk), com 132 m por 73 m e cinco racks de GPUs NVIDIA Vera Rubin. A casca do foguete vira radiador, a amônia do propelente serve de fluido de arrefecimento e o nitrogênio que pressuriza o estágio também abre as asas solares. O COO Joseph Yaffe resumiu a lógica: um satélite pequeno com GPUs precisaria de radiadores próprios, e a empresa pagaria pelo mesmo metal duas vezes.

Sobre o cronograma, a Cowboy lançou o Reason-1, demo de transmissão de energia a laser, em 1º de outubro no Transporter-18 da SpaceX. O Reason-2, previsto para 2027, vai rodar GPUs em órbita para clientes comerciais e governamentais, incluindo um projeto da NOAA. O primeiro voo do Big Iron está previsto para 2028, e a Stampede, de até 20.000 satélites, depende de aprovação da FCC. Parte do Clydesdale foi testada no Stennis Space Center, e a câmara de combustão foi construída por cerca de 30 pessoas em 90 dias.

O que mudou

A Cowboy não é a primeira a falar em computação de IA em órbita. Em 10 de junho de 2026, o CEVIU noticiou "Satélite AI1 da SpaceX terá design modular para processamento orbital", com 70 metros de envergadura e 150 kW de compute. Em 5 de agosto de 2026, em "SpaceX Adota Hardware Nvidia e Planeja Servidores de IA em Órbita", Musk falou em padronizar hardware da Nvidia. Em 26 de agosto de 2026, o CEVIU registrou a meta de data centers de IA em órbita até o final de 2027. A Cowboy traz uma abordagem diferente: um veículo próprio cujo estágio superior já é o data center, com classe de megawatt, contra os 150 kW citados no AI1. São empresas distintas, e a comparação é de proposta, não de evolução do mesmo projeto.

Por que isso importa

Para quem acompanha hardware de alto desempenho, a leitura é que o gargalo do compute orbital parece ser térmico e de massa, não só de chip. Reaproveitar casca, propelente e gás de pressurização como radiador, fluido e atuador reduz peso morto, se funcionar como descrito. Mas o Big Iron ainda não voou, a FCC ainda não aprovou a Stampede e os prazos dependem de execução, algo que a própria empresa admite.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o satélite AI1 da SpaceX, modular, com 150 kW de compute.

  2. Musk anuncia padronização do hardware Nvidia para servidores de IA em órbita da SpaceX.

  3. SpaceX mira data centers de IA em órbita até o final de 2027.

  4. Cowboy Space apresenta o Big Iron, foguete cujo estágio superior vira data center orbital.

Perguntas frequentes

O que é o Big Iron da Cowboy Space?

É um foguete de aço inoxidável de 86 m, transportável por estrada, projetado para levar mais de 15.000 kg à órbita heliossíncrona. Seu estágio superior fica em órbita como data center de classe megawatt. O primeiro voo está previsto para 2028.

Como o foguete esfria as GPUs no espaço?

A superfície do foguete funciona como radiador, e a amônia usada como propelente também serve de fluido de arrefecimento. Segundo a empresa, isso evita pagar duas vezes pelo mesmo metal ao levá-lo à órbita.

Quantas GPUs cada satélite leva?

Cada satélite terá cinco racks de GPUs NVIDIA Vera Rubin, com dimensões de 132 m por 73 m depois de implantado em órbita crepuscular. A fonte não informa o número exato de GPUs por rack.

A constelação Stampede já está aprovada?

Não. A Cowboy planeja até 20.000 satélites, mas isso depende da aprovação da FCC. Antes disso, a empresa pretende lançar o Reason-2 em 2027 para rodar GPUs em órbita.

Fontes

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Categoria
CEVIU Hardware
Publicado
28 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Hardware

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