Rivais de mercados de previsão Kalshi e Polymarket buscam avaliações de US$ 20 bilhões
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A Kalshi já superou a meta de US$ 20 bilhões: sua avaliação atingiu US$ 22 bilhões em março/maio de 2026, com uma rodada de US$ 1 bilhão liderada por Coatue e Sequoia, e mais US$ 200 milhões adicionais em maio, totalizando US$ 1,2 bilhões captados. A receita anualizada passou de US$ 1 bilhão (com picos de US$ 1,5 bi), e o volume negociado saltou de US$ 52 bi para US$ 178 bi em seis meses. Já a Polymarket está em negociações para US$ 400 milhões, mas sua avaliação projetada é de US$ 15 bilhões, não US$ 20 bilhões como sugerido na notícia atual. O dado mais concreto é que, em maio de 2026, a Kalshi ultrapassou a Polymarket em volume mensal (US$ 14,8 bi vs US$ 10,6 bi), consolidando sua posição como líder regulatória nos EUA, enquanto a Polymarket domina o ecossistema on-chain com 97% das taxas de mercado de previsão em blockchain no início do Q2.
Ambas operam em universos regulatórios distintos: a Kalshi é a única plataforma de previsão com licença federal da CFTC desde 2020, mas enfrenta ações estaduais por 'jogos de azar disfarçados'; a Polymarket, após multa de US$ 1,4 milhão em 2022, voltou aos EUA com lista de espera doméstica em dezembro de 2025, mas mantém seu app local isolado da liquidez global. Enquanto isso, o Senado dos EUA proibiu seus membros de operar nessas plataformas em maio de 2026, sinal de que o crescimento explosivo (volume combinado de US$ 18,3 bi em fevereiro) está colidindo com limites políticos reais.
Por que isso importa
Esses mercados deixaram de ser curiosidades especulativas: são infraestrutura financeira real, com volumes que rivalizam com bolsas regionais e receitas anuais superiores às de muitos bancos digitais brasileiros. A Kalshi já processa mais de 90% do tráfego regulado de previsão nos EUA; a Polymarket movimenta quase toda a liquidez on-chain do setor. Para o Brasil, o paralelo mais direto não é com apostas esportivas, mas com a evolução do open finance e dos derivativos de eventos climáticos ou eleitorais, áreas em que o BC já sinalizou abertura para experimentação regulatória. O risco não é só legal: é de captura de informações privilegiadas, como no caso do soldado das Forças Especiais preso com dados classificados. Isso transforma essas plataformas em alvos estratégicos de compliance, não apenas de investidores.
Linha do tempo
Polymarket paga multa de US$ 1,4 milhão à CFTC por operar sem licença
Kalshi alcança avaliação de US$ 11 bilhões na Série E
Polymarket é avaliada em US$ 9 bilhões após compromisso de US$ 2 bi da ICE
Notícia atual: Kalshi e Polymarket buscam avaliações de US$ 20 bilhões
Perguntas frequentes
Kalshi e Polymarket são concorrentes diretas?
Não exatamente. A Kalshi opera como exchange regulada pela CFTC, com foco em apostas esportivas e contratos de commodities, 89% de sua receita vem de esportes. Já a Polymarket é uma plataforma on-chain em Polygon, com contratos inteligentes em USDC, voltada para eventos políticos, tecnológicos e culturais. Elas competem pelo mesmo conceito, mas em jurisdições e modelos técnicos distintos.
Por que a Kalshi vale mais que a Polymarket se a Polymarket tem maior participação no mercado on-chain?
A avaliação reflete risco regulatório e escala comercial. A Kalshi tem licença federal, receita anualizada acima de US$ 1 bi e volume institucional que cresceu 800% em seis meses. A Polymarket, apesar de dominar o ecossistema DeFi, ainda lida com restrições de acesso nos EUA e depende de um modelo de liquidez fragmentado, seu app doméstico não compartilha reservas com o global.
O que acontece se estados americanos continuarem proibindo esses mercados?
Já está acontecendo: Minnesota baniu, outros estados estudam medidas semelhantes. A Kalshi responde com ações judiciais contra proibições estaduais, argumentando que a regulação federal da CFTC prevalece. Mas cada vitória judicial gera novos custos legais e incerteza, fator que pesa nas avaliações, especialmente para investidores institucionais como Morgan Stanley e ARK Invest, que participaram da última rodada da Kalshi.
Existe algum paralelo viável para o Brasil nesse mercado?
Ainda não há players regulados, mas o BC já autorizou testes com derivativos ligados a indicadores econômicos e eventos climáticos no âmbito do sandbox regulatório. Empresas como a XP e a BTG Pactual têm estrutura para desenvolver produtos similares, desde que respeitem a Lei de Contratos Futuros e a regulação de valores mobiliários. O gargalo não é técnico, mas jurídico: definir se um contrato sobre resultado eleitoral é commodity, seguro ou jogo de azar.
Fontes
- wsj.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Fintech
- Publicado
- 09 de março de 2026
- Editoria
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