Ramp pede ao OCC licença de national trust bank
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A Ramp pediu ao OCC uma licença de national trust bank na sexta-feira, e só tornou o pedido público na segunda-feira, em posts no X e no LinkedIn. A empresa deu poucos detalhes. Disse que, se aprovada, ofereceria gestão de investimentos fiduciária e custódia de ativos digitais, sem receber depósitos nem conceder empréstimos comerciais. O argumento é trazer esses serviços para um framework regulatório federal único, em parceria com bancos.
O timing chama atenção. O pedido foi protocolado um dia depois do anúncio de uma rodada de US$ 1,85 bilhão, liderada pela Dragoneer Investment Group, que leva a avaliação a US$ 60 bilhões. Também chega semanas depois de a Independent Community Bankers of America (ICBA) processar o OCC, em 2 de outubro. A entidade diz que o aumento de pedidos e aprovações de trust charters cria "um buraco enorme na regulação financeira". Segundo a ICBA, o OCC aprovou ou aprovou condicionalmente 21 cartas desse tipo desde o início do segundo mandato de Donald Trump, 13 delas para empresas de cripto. O comptroller Jonathan Gould defende a postura e afirmou em maio que o órgão não tem mais "tolerância zero a risco".
O que mudou
A cobertura do CEVIU mostra que a Ramp avançou em duas frentes. Em 10 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Ramp busca nova capitalização e mira avaliação de US$ 60 bilhões", quando a rodada ainda estava em negociação. Agora ela está fechada, com US$ 1,85 bilhão captados, e veio acompanhada do pedido de licença.
O pedido também entra numa fila já noticiada. Em 8 de outubro de 2026, o CEVIU publicou "Modern Treasury Pede Licença para Banco Fiduciário Nacional nos EUA: Custódia de Ativos Digitais na Mira". Em 10 e 15 de setembro de 2026, tratou do pedido da Block para o Builders Bank & Trust. Em 19 de fevereiro de 2026, a Bridge recebeu aprovação condicional do OCC para um banco fiduciário nacional.
Por que isso importa
Para quem opera em fintech, a leitura é que a carta de trust bank virou caminho recorrente para empresas que querem custódia e serviços fiduciários sem virar banco de depósitos. Para quem depende desse modelo, o risco está na ação da ICBA: se ela prosperar, pedidos pendentes e licenças já concedidas podem ficar sob questionamento jurídico. Para bancos parceiros, o pedido da Ramp sugere uma plataforma de gastos corporativos buscando mais controle sobre a camada de custódia.
Linha do tempo
Bridge recebe aprovação condicional do OCC para banco fiduciário nacional.
CEVIU noticia que a Ramp negocia rodada com avaliação de US$ 60 bilhões.
Block avança com pedido do Builders Bank & Trust ao OCC.
Modern Treasury pede licença de banco fiduciário nacional ao OCC.
Ramp torna público o pedido de licença de national trust bank ao OCC.
Perguntas frequentes
O que a Ramp pediu ao OCC?
A Ramp solicitou uma licença de national trust bank. Se aprovada, poderia oferecer gestão de investimentos fiduciária e custódia de ativos digitais sob um framework federal. A empresa afirma que não receberia depósitos nem concederia empréstimos comerciais.
Por que o pedido da Ramp está em meio a polêmica?
A ICBA processou o OCC em 2 de outubro, dizendo que a onda de trust charters cria uma brecha na regulação e deixa bancos comunitários em desvantagem competitiva. O OCC, por sua vez, defende sua avaliação das aplicações.
Quantas licenças desse tipo o OCC já aprovou?
Segundo a ICBA, o OCC aprovou ou aprovou condicionalmente 21 cartas de national trust bank desde o início do segundo mandato de Trump. Treze foram para empresas de cripto.
Qual a avaliação de mercado da Ramp?
A Ramp levantou US$ 1,85 bilhão em rodada liderada pela Dragoneer Investment Group, e hoje vale US$ 60 bilhões. O pedido ao OCC foi feito um dia depois do anúncio.
Fontes
- bankingdive.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Fintech
- Publicado
- 22 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Fintech

