Setor de pagamentos global prevê desaceleração do crescimento, aponta BCG
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O setor global de pagamentos, que se acostumou com taxas de crescimento aceleradas nas últimas décadas, se depara agora com uma nova realidade: a desaceleração. Um estudo recente do Boston Consulting Group (BCG) aponta que, apesar do volume financeiro das transações continuar crescendo, alcançando 1,03 trilhão de dólares globalmente e 436 bilhões de dólares na América do Norte até 2030, a velocidade desse crescimento vai diminuir. Essa moderação reflete a maturidade da adoção de pagamentos digitais em mercados desenvolvidos, aumento da concorrência e o peso da regulação, além do surgimento de novas infraestruturas de pagamento.
Enquanto mercados tradicionais perdem fôlego, a mira se volta para regiões como América Latina, Oriente Médio e África. Estas áreas despontam como novos motores para o crescimento acelerado, impulsionadas por uma digitalização ainda em expansão e menor saturação. Essa mudança geográfica no dinamismo do setor demanda uma reavaliação estratégica das grandes empresas de pagamentos, que já buscam novas avenidas para sustentar suas margens, como vimos na nossa cobertura de 4 de maio de 2026, sobre os desafios de Visa e Mastercard.
O que mudou
Nossa cobertura anterior já indicava sinais de transformação. Em 6 de abril de 2026, noticiamos que o volume de cartões nos EUA cresceu 6,4% em 2025. O novo relatório do BCG, porém, projeta uma redução significativa para a América do Norte, de 7% (entre 2019 e 2025) para 5% (entre 2025 e 2030), globalmente caindo de 8% para 6% no mesmo período. Isso confirma a desaceleração que já víamos se desenhar.
Empresas como Visa e Mastercard já se antecipavam, buscando diversificar. Em 4 de maio e 1 de junho de 2026, mostramos o investimento pesado em stablecoins e no chamado agentic commerce como respostas estratégicas, frente a um crescimento mais lento em áreas tradicionais, como o turismo. Essa movimentação confirma a necessidade de novas fontes de receita e tecnologias, como as stablecoins, que já movimentavam 226 bilhões de dólares em transações B2B em 2025, conforme nossa matéria de 3 de setembro de 2026, e que se enquadram nas “novas infraestruturas de pagamento” citadas pelo BCG.
Por que isso importa
A desaceleração global no crescimento da receita de pagamentos exige que as empresas do setor repensem suas estratégias. Não é mais suficiente depender do aumento da adoção digital em mercados maduros; agora, a inovação, a busca por novas geografias e a adaptação a novas infraestruturas são cruciais.
Para fintechs e incumbentes, o foco muda para a eficiência operacional, a exploração de mercados emergentes e a aposta em tecnologias como stablecoins e IA para agentic commerce, conforme discutimos em 1 de junho de 2026. A regulação mais rigorosa também força um ambiente de compliance e segurança, impactando diretamente o desenvolvimento de produtos e a margem de lucro.
Linha do tempo
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BCG prevê desaceleração do crescimento do setor de pagamentos global.
Perguntas frequentes
Por que o crescimento da receita de pagamentos está desacelerando?
A desaceleração se deve à maturidade na adoção de pagamentos digitais em mercados desenvolvidos, ao aumento da concorrência entre os players, ao maior rigor regulatório e ao surgimento de novas infraestruturas de pagamento, que mudam a dinâmica do setor.
Quais regiões devem impulsionar o crescimento do setor de pagamentos?
Enquanto mercados como América do Norte mostram sinais de saturação, regiões como América Latina, Oriente Médio e África são apontadas como os novos motores de crescimento. Essas áreas ainda têm um grande potencial para adoção de pagamentos digitais.
Como as empresas de pagamentos estão reagindo a essa desaceleração?
As empresas buscam diversificar suas estratégias. Isso inclui investimentos em tecnologias emergentes como stablecoins, que já movimentam grandes volumes em transações B2B, e em modelos de negócio inovadores como o agentic commerce, para criar novas fontes de receita.
O que são as 'novas infraestruturas de pagamento' mencionadas no relatório?
O relatório não detalha, mas nossa cobertura já aponta para tecnologias como as stablecoins, que estão reconfigurando os pagamentos transfronteiriços e B2B. Esses novos trilhos oferecem alternativas aos sistemas tradicionais, impactando a concorrência e os custos de transação.
Fontes
- paymentsdive.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Fintech
- Publicado
- 01 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Fintech

