US$ 226 Bi em Pagamentos B2B Impulsionam Economia Real e Transformam Comércio Global
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Os pagamentos B2B com stablecoins solidificaram sua posição como motor da economia real, atingindo a marca de US$ 226 bilhões em 2025. Esse volume representa 60% dos US$ 390 bilhões totais de pagamentos com stablecoins na economia real no ano. Os dados revelam um crescimento expressivo de 733% ano a ano, impulsionado principalmente por importadores de pequeno e médio porte que buscam eficiência em transações transfronteiriças, desmistificando a ideia de que apenas empresas nativas de cripto utilizam essa tecnologia. O USDT ainda domina mais de 80% desse fluxo de pagamentos.
Geograficamente, a Ásia lidera em volume, com US$ 245 bilhões, mas o foco da inovação e das maiores lacunas de custo está em outras regiões. A América Latina desenvolve uma infraestrutura B2B institucional robusta, com plataformas como a Conduit registrando volumes anuais significativos. A África, por sua vez, emerge como o mercado com maior potencial de crescimento, apesar de ser o menos atendido, onde as stablecoins oferecem uma solução para custos elevados de remessas e pagamentos demorados. A regulação MiCA, no entanto, introduz complexidade para o uso de stablecoins na União Europeia, forçando adaptações nas estratégias de corredor.
O que mudou
A cobertura anterior do CEVIU News, em 27 de abril de 2026, com a matéria “Pagamentos B2B com Stablecoins Preveem Crescimento Significativo até 2026”, projetava um crescimento para US$ 147 bilhões em pagamentos B2B com stablecoins até 2026. A notícia atual revela que o volume real em 2025 já superou essa estimativa, alcançando US$ 226 bilhões, demonstrando uma aceleração na adoção que excedeu as previsões de curto prazo. Isso valida as expectativas de que stablecoins estariam se tornando uma infraestrutura financeira central, conforme abordado na matéria “Stablecoins Estão Se Tornando Locais”, também de abril de 2026. Além disso, a Stripe já havia destacado, em fevereiro de 2026, o papel das stablecoins para um forte 2025 no negócio de pagamentos, e os dados atuais confirmam esse cenário.
É notável também como a discussão sobre o volume de stablecoins evoluiu. Enquanto matérias de fevereiro e abril de 2026, como “Stablecoins B2B Poderiam Atingir US$ 7 Trilhões Até 2027” e “Stablecoins atingem ponto de inflexão”, mencionavam volumes totais de trilhões de dólares, a análise atual distingue claramente os pagamentos na economia real (US$ 390 bilhões) dos volumes de negociação e transferências internas, focando no uso prático e tangível da tecnologia. Isso aponta para uma maturidade do mercado e uma análise mais precisa do impacto.
Por que isso importa
A ascensão dos pagamentos B2B com stablecoins é um indicativo claro da maturação do ecossistema cripto, movendo-se da especulação para a utilidade prática. Para empresas, especialmente em mercados emergentes, isso se traduz em economias significativas e agilidade operacional, reduzindo custos de transação que antes podiam chegar a 7% nos métodos tradicionais para meros pontos base. Essa eficiência é vital para o comércio global, permitindo que pequenas e médias empresas compitam em um cenário internacional.
O fato de incumbentes como Stripe e Mastercard estarem adquirindo e integrando infraestruturas de stablecoins, como as aquisições da Bridge e BVNK, respectivamente, valida a tecnologia e sinaliza uma institucionalização do setor. Essa consolidação é crucial para a interoperabilidade e a aceitação em larga escala. Além disso, a crescente infraestrutura em regiões como África e América Latina, onde as lacunas do sistema financeiro tradicional são mais evidentes, mostra o potencial das stablecoins para inclusão financeira e desenvolvimento econômico nesses mercados.
Linha do tempo
Volume mensal de pagamentos B2B com stablecoins era de aproximadamente US$ 5 bilhões.
Conduit atinge US$ 10 bilhões em volume anualizado na América Latina, crescimento de 16x em um ano.
Stablecoins movimentam US$ 390 bilhões na economia real, sendo US$ 226 bilhões em pagamentos B2B.
Remessas para a América Latina atingem recorde de US$ 174 bilhões.
Volume mensal de pagamentos B2B com stablecoins ultrapassa US$ 30 bilhões.
Previsão de que stablecoins B2B poderiam atingir US$ 7 trilhões até 2027.
Stripe destaca papel das stablecoins para um forte 2025 no negócio de pagamentos.
CEVIU News publica artigo sobre a relevância de blockchain e stablecoins em mercados emergentes.
Mastercard concorda em adquirir BVNK por até US$ 1,8 bilhão.
CEVIU News prevê crescimento significativo para pagamentos B2B com stablecoins, chegando a US$ 147 bilhões em 2026.
CEVIU News reporta que stablecoins estão se tornando uma infraestrutura financeira central.
CEVIU News reporta que stablecoins atingem ponto de inflexão, com US$ 33 trilhões em volume anual.
Flex Global lança conta multicurrency em 32 moedas, focada em B2B com stablecoins.
Relatório indica US$ 226 bilhões em pagamentos B2B com stablecoins em 2025, impulsionando a economia real.
Perguntas frequentes
O que são pagamentos B2B com stablecoins na economia real?
São transações comerciais entre empresas (Business-to-Business) que utilizam stablecoins, como o USDT, para liquidar pagamentos. Diferentemente do volume total de stablecoins, que inclui negociações e transferências internas, os pagamentos na economia real representam o uso direto dessas moedas digitais para bens e serviços tangíveis, substituindo ou complementando métodos de pagamento tradicionais.
Quais as principais vantagens das stablecoins para pagamentos B2B?
As stablecoins oferecem vantagens significativas como liquidações quase instantâneas, custos de transação muito mais baixos (pontos base versus 2-7% em sistemas tradicionais) e maior transparência. Isso permite que empresas, especialmente importadores e exportadores, otimizem o fluxo de caixa, reduzam despesas operacionais e melhorem a velocidade e a confiabilidade de suas transações transfronteiriças.
Quais regiões são destaque nos pagamentos B2B com stablecoins?
A Ásia lidera em volume geral. No entanto, a América Latina tem desenvolvido uma robusta infraestrutura institucional B2B, e a África desponta como a região com maior potencial de crescimento, dadas as altas taxas e a lentidão dos sistemas de pagamento tradicionais. Corredores de alto impacto também incluem Turquia, Leste Europeu e mercados asiáticos de sourcing.
Como a regulamentação, como o MiCA, impacta o uso de stablecoins?
Regulamentações como o MiCA (Markets in Crypto-Assets) da União Europeia impõem restrições sobre como certas stablecoins, como o USDT, podem ser oferecidas e utilizadas por usuários na UE. Isso força as empresas a buscar alternativas como USDC/EURC ou intermediários licenciados para operar em corredores que tocam a Europa, criando desafios de conformidade e impactando a estratégia de 'um trilho em todo lugar'.
Fontes
- x.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Cripto
- Publicado
- 03 de setembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Cripto

