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Na era da IA, a curiosidade é a nossa maior ferramenta criativa

Na era da IA, a curiosidade é a maior ferramenta criativa do design

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O texto da Print Magazine é um relato pessoal da autora sobre o DesignThinkers, conferência anual da Registered Graphic Designers (RGD), realizada em Toronto em 20 e 21 de outubro. O tema do ano, Out of Office, foi criado pelo estúdio Daughter, de Calgary, e fala de se afastar das telas e confiar no instinto. Não se trata de um produto nem de uma ferramenta. É uma reflexão sobre prática de design, e o termo "work" aparece aqui no sentido do trabalho criativo em si.

O argumento central é simples. Gerar uma imagem, um conceito ou uma direção visual ficou fácil com IA. Difícil é decidir o que vale criar, qual perspectiva está faltando, que contexto cultural passou batido e se a peça comunica o que se pretende. A autora, que se declara otimista com IA, avisa que tendências circulam rápido nas redes e que a IA acelera isso, o que facilita reproduzir uma estética reconhecível. O risco é um trabalho polido e contemporâneo que parece igual a todo o resto e diz pouco sobre as pessoas e os lugares que representa. Entre as palestras citadas estão Let's Speak Data, de Valentina D'Efilippo ("Design for understanding, follow your curiosity"), e Stupid People Start Companies All the Time, de Lauren Wong Lee e Gabby Lord, da Super Keen, que defende estratégia e design como conversa única.

O que mudou

O tema não é novo no CEVIU. Em 9 de fevereiro de 2026, a matéria "O Retorno do Designer Intuitivo na Era da IA" já tratava da intuição construída pela experiência. Em 26 de maio de 2026, "Na Era da IA, o Instinto e a Experiência em Design Importam Mais do que Nunca" apontava que a IA generativa revela o quanto a profissão depende de instinto e bom gosto. Em 26 de agosto de 2026, "IA no Design: O Futuro da Criatividade Humana em Jogo" falava da migração do valor da proficiência técnica para o julgamento. O que a notícia atual acrescenta é o termo curiosidade como contrapeso e o ponto de vista de uma conferência presencial, com a uniformidade estética como risco explícito.

Por que isso importa

Para quem trabalha com UX/UI e sistemas de design, a leitura é que produzir variações ficou barato e o critério virou o gargalo. Isso sugere investir em pesquisa com usuários, repertório cultural e perguntas antes de abrir a ferramenta. Interfaces que seguem a mesma tendência acelerada por IA tendem a ficar indistintas, e isso pesa na identidade e na clareza para quem usa.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia O Retorno do Designer Intuitivo na Era da IA, sobre intuição como habilidade humana.

  2. Nova matéria sobre o designer intuitivo alerta para a automação de habilidades baseadas em processo e software.

  3. CEVIU publica sobre instinto e experiência em design na era da IA.

  4. Matéria sobre designers que viram refinadores de saídas de IA.

  5. CEVIU aborda o julgamento como valor central do designer diante da IA.

  6. Matéria sobre o equilíbrio entre dominar ferramentas de IA e a excelência criativa.

  7. Relato do DesignThinkers em Toronto defende a curiosidade como maior ferramenta criativa na era da IA.

Perguntas frequentes

O que é o DesignThinkers?

É a conferência anual da Registered Graphic Designers (RGD), em Toronto. A edição citada ocorreu em 20 e 21 de outubro, com o tema Out of Office, criado pelo estúdio Daughter.

Qual o alerta do texto sobre IA e design?

Tendências aceleradas pela IA podem gerar trabalhos polidos, mas uniformes. A autora diz que o resultado pode parecer contemporâneo e dizer muito pouco sobre as pessoas, lugares ou ideias que representa.

Por que a curiosidade é tratada como ferramenta criativa?

Porque ela leva além da resposta óbvia: questionar a referência que todos usam, seguir uma ideia que não cabe de imediato no briefing. Para a autora, é isso que dá ao trabalho um caminho mais interessante.

A autora é contra o uso de IA?

Não. Ela se diz otimista e cita briefs de sustentabilidade como exemplo promissor. Defende uso responsável, com questionamento das limitações das ferramentas.

Fontes

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Categoria
CEVIU Design
Publicado
03 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Design

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