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Como estamos treinando um modelo de edição fluente em Figma

Figma treina modelo de edição próprio para fazer ajustes precisos em designs existentes

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Figma explica que, quando começou a trabalhar no agente, os frontier models não entendiam a sintaxe do Figma, e contornar isso com prompts de sistema custaria muitos tokens. A saída foi o supervised fine-tuning (SFT). Cada exemplo de treino juntava um design inicial, um pedido de edição sintético e um exemplo bem-sucedido da mudança, tudo no formato nativo de arquivo do Figma, para que o modelo gerasse alterações aplicáveis de volta ao canvas. Quando a tarefa exigia ativos de design system, a equipe gerou prompts sintéticos cobrindo temas e componentes.

Modelos maiores, como professores, tentavam as edições, e validadores determinísticos e juízes visuais checavam validade da saída e cumprimento do pedido. A avaliação separa dimensões: um design pode ter bom alinhamento e contraste ruim, ou parecer certo e usar o componente errado. Designers especialistas calibram e revisam os resultados. O SFT sozinho tem limite: o imitation learning faz o modelo reproduzir o que viu e perde generalização, além de exigir muitos exemplos. Por isso entra o reinforcement learning, com ambientes de RL para design, mais diversidade de exemplos e critérios escritos por especialistas.

O que mudou

Em 26 de março de 2026, o CEVIU noticiou "Agentes de IA no Canvas do Figma, Agora em Beta", com agentes criando e modificando ativos usando componentes, variáveis e tokens. Em 22 de maio de 2026, veio "O Figma Design Agent Chegou", com o agente nativo na tela. Em 29 de junho de 2026, o CEVIU cobriu o agente com ferramentas customizadas e mais contexto. Em 30 de outubro de 2026, a matéria "Como a Figma treinou um modelo de edição fluente em Figma" tratou do mesmo post de pesquisa. Agora o foco está nos números: tarefas cerca de 20% mais rápidas desde o beta, avaliações de usuários 33% melhores e 60% menos desfazimentos.

Por que isso importa

Para quem desenha no Figma, a leitura é que o agente tende a acertar mais nos ajustes miúdos do dia a dia, como espaçamento, cor e retrabalho após feedback. Para quem mantém design system, vale notar que a Figma avalia separadamente se o componente certo foi usado. Ainda assim, os números vêm da própria empresa, então convém testar no seu fluxo.

Linha do tempo

  1. Agentes de IA no canvas do Figma chegam em beta.

  2. Figma lança o agente de design nativo.

  3. Agente ganha ferramentas customizadas e mais contexto.

  4. CEVIU cobre o post sobre o treino do modelo de edição.

  5. Figma detalha o modelo de edição próprio e os ganhos medidos.

Perguntas frequentes

Que modelo a Figma usou para treinar o editor próprio?

A Figma cita um Llama 3.3 70B treinado com mais de 250 mil exemplos, que ficou competitivo com os melhores modelos da época em edição. Depois a empresa passou a usar bases mais capazes, como os modelos Qwen mais novos, Muse Spark Open e Inkling.

Por que a Figma investe em reinforcement learning?

O SFT por imitação faz o modelo produzir designs parecidos com os do treino, com perda de generalização, e exige muitos exemplos. O RL, com critérios escritos por especialistas, busca refletir o que designers realmente valorizam.

O agente da Figma usa só o modelo próprio?

Não. Para imagens, vetores e explorações de design totalmente novas, usa o melhor modelo de terceiros disponível. O modelo próprio cuida de edições precisas e iterações.

Quais ganhos a Figma reporta?

Entre o beta e a disponibilidade geral, tarefas típicas ficaram cerca de 20% mais rápidas. As avaliações de usuários subiram 33% e o desfazer do trabalho do agente caiu 60%. Em testes com designers especialistas, o novo agente vence ou empata com o anterior em 62% das vezes.

Fontes

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Categoria
CEVIU Design
Publicado
03 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Design

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