DuckDB 2.0 LTS "Cinnamon Teal" chega com triggers SQL, modo de agente de IA e leitura de arquivos mais rápida
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O DuckDB 2.0.0 LTS, codinome "Cinnamon Teal", sai com cerca de 20 mil commits desde o DuckDB 1.5. O protocolo Quack chega em versão refinada, junto do novo comando CONNECT, que anexa e troca para um banco remoto em um só passo. Funciona com PostgreSQL e MySQL, e um otimizador de remote pushdown envia as consultas direto ao servidor remoto, em vez de puxar tabelas pela rede. Por padrão o servidor escuta só em localhost; para acesso externo, a recomendação é um proxy reverso com TLS.
Na leitura de arquivos, o I/O assíncrono para Parquet e CSV desacopla a camada de I/O do processamento e mantém várias requisições em voo, o que ajuda em object storage como s3://. O tipo VARIANT agora é integrado de ponta a ponta: o DuckDB detecta a estrutura comum dos dados e faz o "shredding", com leitura e escrita em Parquet e funções variant_*. O novo parser PEG vira padrão (dá para voltar ao antigo com SET enable_legacy_parser = true). Os triggers têm BEFORE e AFTER, FOR EACH ROW e FOR EACH STATEMENT, tabelas de transição e RETURNING, com algumas combinações ainda não suportadas. O modo agente da CLI, segundo o time, reduziu em 59% a saída que o modelo precisa ler em testes com TPC-H.
O que mudou
Em 19 de agosto de 2026, o CEVIU noticiou "DuckDB 2.0: Cliente/Servidor e Otimização para Dados Massivos", quando Quack, gatilhos e I/O assíncrono ainda eram promessa da próxima versão. Em 15 de setembro de 2026, "DuckDB 2.0 Acelera Consultas e Otimiza Dados Semi-estruturados com Novas Funcionalidades" citava ganho de 2 a 3 vezes em consultas S3 com I/O assíncrono. Em 5 de outubro de 2026, o CEVIU cobriu a versão Alpha 2.0 e o ATTACH dinâmico. Agora tudo isso está numa versão estável, com suporte LTS até pelo menos outubro de 2027. Já o VARIANT, que o CEVIU descreveu em 12 de março de 2026 no "Lançamento do DuckDB 1.5.0", passou de tipo introduzido para tipo totalmente integrado.
Por que isso importa
Para quem opera pipelines com DuckDB, a quebra de compatibilidade do formato de armazenamento é o ponto central: arquivos criados na 2.0 não abrem em versões anteriores. Isso sugere testar em um ambiente paralelo antes de migrar, e talvez esperar o primeiro patch, previsto para novembro, em cargas críticas. Quem depende da sintaxe lambda com seta simples também precisa ajustar, porque ela será removida na v2.1.
Linha do tempo
Lançamento do DuckDB 1.5.0, com o tipo VARIANT.
CEVIU noticia a futura 2.0 com Quack, gatilhos e I/O assíncrono.
CEVIU analisa a 2.0 como plataforma de dados mais abrangente.
CEVIU destaca consultas S3 de 2 a 3 vezes mais rápidas com I/O assíncrono.
Versão Alpha 2.0 chega com ATTACH dinâmico.
DuckDB 2.0 LTS "Cinnamon Teal" é lançado oficialmente.
Perguntas frequentes
Até quando o DuckDB 2.0 tem suporte?
O DuckDB 2.0 é uma versão LTS com suporte até pelo menos outubro de 2027. A LTS anterior, a 1.4, segue suportada até o fim de novembro de 2026. A versão 1.5 teve o suporte estendido até março de 2027.
Bancos criados no DuckDB 2.0 abrem em versões antigas?
Não. Versões anteriores à 2.0 não leem arquivos criados pela 2.0. Já os arquivos existentes continuam legíveis e graváveis pela 2.0, e permanecem legíveis por versões antigas.
O que são os triggers do DuckDB 2.0?
É o comando CREATE TRIGGER, com BEFORE e AFTER, FOR EACH ROW e FOR EACH STATEMENT, tabelas de transição e DROP TRIGGER. O uso clássico é auditoria de alterações em tabelas. Algumas combinações, como BEFORE ... FOR EACH ROW, ainda não são suportadas.
O que muda com o modo agente da CLI?
A CLI detecta quando um agente de IA a executa e passa a imprimir tabelas Markdown compactas, avisar quando o resultado foi truncado e reportar erros em JSON. Consultas longas informam o custo esperado antes de rodar. Dá para forçar com -agent ou desligar com -no-agent.
Fontes
- duckdb.orgfonte original
- Categoria
- CEVIU Dados
- Publicado
- 22 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Dados

